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Data de lançamento
11 Fev. 2018Duração
Christine Weston Chandler começou a ser conhecida na internet nos anos 2000 por ser criadora da série de quadrinhos Sonichu, uma mistura de Pikachu com Sonic the Hedgehog. Ao decorrer de sua vida detalhadamente registrada pela internet por ela mesma e diversos hackers, atestando ter Autismo de Alto Funcionamento, Chris iniciou uma busca por amor através da internet. Contudo, devido a comentários de teor homofóbico e racista, acabou adquirindo uma imagem conturbada e controversa. Posteriormente, Christine passou a ser alvo de constante formas de bullying, onde trolls de internet caçoavam de seu transtorno, fingiam ser mulheres interessadas nela, e coagiam-na a cometer atrocidades e difamações consigo mesma de acordo com seus próprios ideais. Nos anos seguintes, o tormento se tornaria pior. E sua vida, muito mais perturbadora.
O documentário ainda está sendo produzido no Youtube em inglês pelo canal GenoSamuel2.1, na marca de quase 60 episódios onde a maioria tem de 30 à 45 minutos cada.
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Definitivamente a história mais longa e mais triste que já assisti se moldando nos mínimos detalhes. No começo me perguntei se estes eram realmente necessários, mas os payoffs pra cada "saga" da Christine Weston Chandler conseguiram sem sombra de dúvidas corroer, devastar minha alma aos poucos. Parece exagero, mas infelizmente é verdade. Depois que aquela hashtag começou a tender no Twitter recentemente, o alvoroço que se formou definitivamente me causou interesse. Fui atrás. Descobri esse canal no Youtube que documentava parte por parte a vida dessa figura extremamente complexa não só por si, mas todos aqueles que o cercam e cercavam. Seria um desafio finalizar o conteúdo, mas me dediquei totalmente. Eu não conhecia a sujeita. Não tinha ideia de que Chris era tão famosa pela internet há muitos anos. E de uma forma ou de outra, me senti compelido a terminar a série, me informar de cada minúcia. Devo admitir que em certos momentos chequei quanto faltava para um episodio acabar, pois eu já não aguentava mais ver tanta manipulação, tormento constante, tanta frieza, de uma malignidade ardil. Tanto conflito interno sobre o que eu podia achar, considerar nas melhores e piores hipóteses. Meu julgamento se metamorfoseava sobre muitas circunstâncias. Alguns episódios quase me fizeram desistir. É um documentário que só por mostrar cada momento da vida da Chris, conduz quase que metodicamente um estrago irreversível na cabeça de quem assiste. Os quadrinhos do Sonichu, por exemplo, têm suas partes mais importantes lidas, enquanto você se pergunta a razão disso ser tão relevante. Contudo, tudo aquilo foi uma base para o pandemônio. O absurdo. Os absurdos. É coisa demais. Delírios, sonhos, paranoias. Não daria pra falar sobre essa pessoa em pouco tempo. Como um comentário dizia em um dos videos: "É como ver uma acidente fatal de carro em câmera super lenta." Embora Chris tenha Asperger (ou pra ela o antigo diagnóstico Autismo de Alto Funcionamento), sua postura intrusa, torpe, nos faz recuar, hesitar. Nos questionar em excesso. Faltava nela qualquer senso comum na maioria do tempo, nos fazendo sentir muitos níveis de empatia. Ninguém mereceria passar pelo que ela passou. No fim, só restou desolação, uma daquelas no fim de uma ficção que faria muita gente reclamar. Tudo apontava pra onde chegou. Foi cimentado desde o início, e o pior é que dá pra perceber as migalhas, estas de todos os tamanhos. O trabalho do GenoSamuel foi incrível. Ele conseguiu se manter constante em registrar cada evento. Talvez eu tenha arruinado minha mente depois de ver até a parte 59 e saber das coisas sórdidas que ainda não foram documentadas. Mas sinto que tudo isso tinha de ser conhecido. A produção teve de ser pausada devido aos ocorridos. Ainda assim, voltará em 2022, como já confirmado pelo próprio criador da série. Eu não tenho ideia de como as coisas serão contadas daqui pra frente, e por mais curioso que eu esteja, queria simplesmente escolher não saber.