Hoje, mais uma vez, este que vos escreve não foi ao cinema assistir ao grande lançamento do cinema – confira no final da coluna. Contudo, desta vez é por uma boa causa. Como foi possível ler na matéria acima, Evandro Berlesi lançou o seu mais novo filme e, com exclusividade, a reportagem do Jornal A Semana teve acesso e poderá escrever sobre “Cidade Dormitório”.
O filme começa em 1988, quando os irmãos Flávio e Patrícia traçam um plano para levar pra cama Cassandra, a garota mais popular da escola. Trinta anos depois, afastados pelo tempo, eles ainda residem na pequena cidade de Alvorada/RS, onde suas vidas são interligadas por habitantes de diversas classes sociais e personalidades obscuras.
Cassandra tornou-se dona de casa, é casada com Glauco da Pet, suposto vereador da causa animal. Flávio, viúvo, tornou-se um músico fracassado e um péssimo pai. Patrícia, ainda bela e solteira, é proprietária de uma escolinha infantil, foco de uma tragédia eminente.
Antes de discorrer sobre a produção, cabe ressaltar que o mesmo foi feito apenas com atores de Alvorada e sem apoio financeiro algum de entidades públicas ou programas de incentivo a cultura. Tanto é que o orçamento do longa-metragem gira em torno de R$ 7 mil e isso mostra a realidade e as dificuldades que podem ter sido enfrentadas.
Apesar disso, temos atuações consistentes de nomes conhecidos da cidade em uma história verossímil e cheia de referências a casos municipais e regionais que já foram vivenciados. Obviamente que tem alguns pontos do roteiro que parecem forçados e com um diálogo formal demais e pouco natural, mas ele não atrapalha a experiência de quem está assistindo.
Além disso, a direção é ousada em alguns planos pouco usuais, ainda mais na carreira de Berlesi, que sempre foi focada na comédia. É possível afirmar que este é o filme mais complexo e maduro do diretor em sua carreira e isso pode afastar quem conhece a filmografia de Berlesi e procura algo semelhante. Entretanto, “Cidade Dormitório” é um importante passo dado para quem quer viver de cinema e busca seu espaço em todos os nichos.
Atuações a nível de peça escolar. Não por isso, mas... Sei que isso aqui é ROUBADA de tempo.
ABANDONEI com 22 minutos...
A proposta do filme é interessante mas não prendeu a minha atenção, devido a uma trama muito arrastada e atuações inconsistentes.
O filme foi realizado sem orçamento e foi o quinto longa-metragem gravado pelo projeto Alvoroço em Alvorada.
Hoje, mais uma vez, este que vos escreve não foi ao cinema assistir ao grande lançamento do cinema – confira no final da coluna. Contudo, desta vez é por uma boa causa. Como foi possível ler na matéria acima, Evandro Berlesi lançou o seu mais novo filme e, com exclusividade, a reportagem do Jornal A Semana teve acesso e poderá escrever sobre “Cidade Dormitório”.
O filme começa em 1988, quando os irmãos Flávio e Patrícia traçam um plano para levar pra cama Cassandra, a garota mais popular da escola. Trinta anos depois, afastados pelo tempo, eles ainda residem na pequena cidade de Alvorada/RS, onde suas vidas são interligadas por habitantes de diversas classes sociais e personalidades obscuras.
Cassandra tornou-se dona de casa, é casada com Glauco da Pet, suposto vereador da causa animal. Flávio, viúvo, tornou-se um músico fracassado e um péssimo pai. Patrícia, ainda bela e solteira, é proprietária de uma escolinha infantil, foco de uma tragédia eminente.
Antes de discorrer sobre a produção, cabe ressaltar que o mesmo foi feito apenas com atores de Alvorada e sem apoio financeiro algum de entidades públicas ou programas de incentivo a cultura. Tanto é que o orçamento do longa-metragem gira em torno de R$ 7 mil e isso mostra a realidade e as dificuldades que podem ter sido enfrentadas.
Apesar disso, temos atuações consistentes de nomes conhecidos da cidade em uma história verossímil e cheia de referências a casos municipais e regionais que já foram vivenciados. Obviamente que tem alguns pontos do roteiro que parecem forçados e com um diálogo formal demais e pouco natural, mas ele não atrapalha a experiência de quem está assistindo.
Além disso, a direção é ousada em alguns planos pouco usuais, ainda mais na carreira de Berlesi, que sempre foi focada na comédia. É possível afirmar que este é o filme mais complexo e maduro do diretor em sua carreira e isso pode afastar quem conhece a filmografia de Berlesi e procura algo semelhante. Entretanto, “Cidade Dormitório” é um importante passo dado para quem quer viver de cinema e busca seu espaço em todos os nichos.