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Fruto da tensão entre a política americana anti-drogas e a resistência do povo indígena boliviano, que sobrevive do cultivo da folha de coca, Evo Morales viaja pelo país, sempre de jeans e tênis, promovendo um levante popular que o transformaria no primeiro presidente indígena da história da Bolívia. O filme segue de perto os bastidores da campanha presidencial. A narrativa também investiga o funcionamento da organização sindical que apóia Evo politicamente, através da figura central de Leonilda Zurita, líder dos chamados cocaleros.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Devido tudo que está acontecendo na Bolívia esse ano, fiquei interessado em ver esse documentário que foi recomendado por um amigo uns anos atrás, embora ele não se aprofunde tanto, acho que dá para entender mais ou menos o contexto da primeira eleição do Evo, mas vale principalmente para vermos as diferenças de contextos políticos entre o Brasil e o país vizinho, embora hoje haja uma paranoia anti-esquerda aqui, a impressão que tenho é que a esquerda que governou durante alguns anos (vulgo PT) está longe de ser a mesma coisa que a esquerda da Bolívia, eu não lembro de Lula ou Dilma subindo em palanque com bandeira do Che Guevara, nem mesmo defendendo o socialismo abertamente, coisa que vemos em Cocalero.
“Companheiras e companheiros, para ser líder não se necessita estatura. Não se necessita ser alto, nem loiro. Para ser líder, tem que ser engenheiro, doutor ou advogado? Para ser líder, a qualidade pessoal não tem a ver com sua formação. Pode haver companheiras e companheiros que por não haver podido ir à escola não escrevam bem. Não necessariamente o que escreve melhor venha a ser um bom líder. Quando vamos eleger um líder do sindicato não buscamos nada disto.”