Cocote

Aguardando revisão.
Compartilhar
Cocote (2017)
Cocote
Média do filme: 3.2 de 5 — baseado em 13 votos
MÉDIAFILMOW
3.2
13 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Duração 106 min (1h46)
Status Em Breve

Duração

106 minutos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Um cristão evangélico comparece ao enterro de seu pai na sua cidade natal, onde ele tem que participar de cultos religiosos que chocam com suas crenças.

Gênero:
Gênero:

Fotos e Trailers

Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

Cara-De-Barro l Trailer Final Dublado

Cara-de-Barro

Comentários 5
amigos querem ver
marciosallem
Cinema com Crítica
7 anos atrás

A intenção do diretor Nelson Carlo de Los Santos Arias é nobre, servindo sua narrativa, que é a representante da República Dominicana no Oscar, como um trampolim para se expor a desigualdade social no país, a impunidade nas camadas pobres (que parecem viver em uma distopia onde não existem policiais) e a espiritualidade. Isto embalado na típica trama de vingança e justiça, com modificações morais e estilísticas por não ser o produto típico de Hollywood (ou do cinema mainstream internacional).

Entretanto, não sei até que ponto a colcha de retalhos estética (com alternância entre a fotografia colorida e em preto branco, ou modificação constante na razão de aspecto da tela ou mesmo na abordagem, semi-documental aqui, tradicional acolá) ajuda o diretor a atingir seus objetivos em vez de atrapalhá-lo no que há de melhor: a dúvida incitada em torno de seu protagonista.

Visite o @cinemacomcritica no Instagram - www.goo.gl/YpQdyV

davimcmello
Davi Mello
8 anos atrás

Na primeira exibição de seu filme no Brasil, o diretor dominicano Nelson Carlo de Los Santos Arias mandou uma mensagem aos espectadores presentes explicando os motivos de sua ausência na Mostra – um problema com o seu visto foi apenas um dos impedimentos da viagem. Em seu texto, Arias não se esqueceu de citar o conturbado momento sociopolítico das Américas e suas más distribuições de poder, pensando ainda numa construção da História por homens armados, marcada por ditaduras, exploração de bens e da mão-de-obra, além dos fluxos migratórios. Em suas palavras, o descaso de “países esquizofrênicos” invisibilizam culturas e etnias, e é por isso que seu filme Cocote, depois de passar por alguns dos mais importantes festivais de cinema do mundo, é um material de afirmação identitária dentro de uma filmografia dominicana escassa, e, doravante, alvo de perseguições políticas.

Jardineiro de uma família rica e branca, Alberto (Vicente Santos) regressa à sua cidade natal após o violento assassinato de seu pai, com a condição de que deve retornar à casa de seus patrões no dia em que ocorrerá uma grande festa. A “volta do filho pródigo” ganha uma releitura bastante inusitada, uma vez que Alberto não participa mais dos cultos religiosos de sua família, agora convertido numa doutrina protestante, motivo pelo qual mudara seus hábitos e o modo de se vestir. A falta de diálogo e o fanatismo religioso são embates inevitáveis estando em casa, causando conflitos fraternais. Por tradição, Alberto, sendo um filho homem, precisa comparecer aos rituais fúnubres em memória de seu pai, assim como deve vingar a sua morte, renegando então seus ideais cristãos.

Filmado em 35mm e em digital, “Cocote” está a todo instante se experimentando, seja na mudança das janelas, ou nas sequências em PB intercaladas com imagens a cores sempre muito saturadas, destacando as peles negras de suas personagens. Nelson Carlo de Los Santos Arias enquadra os corpos pensando na fragilidade dos espaços, remetendo à fotogenia dos filmes do cineasta português Pedro Costa; sua câmera é um convite aos movimentos, acoando-se quando a paisagem é maior que o humano, ou assumindo-se ébria na tensão noturna, provocando a sincronia entre o tempo e seus atores num vórtice de 360o .

O diretor ainda parte de uma mise-en-scène de deslocamentos e contrastes dialéticos para pensar o sincretismo religioso; da encenação dramática ao uso da linguagem não-ficcional, sobrepondo sons anacrônicos às cenas dos cultos cristãos, ou de rezas do Pai-Nosso mescladas aos ritos afro-caribenhos, suas similaridades são perceptíveis. A montagem se aproveita também de imagens reais da mídia local, que propaga o sensacionalismo religioso através do exagero e do escárnio – são imagens de falsos testemunhos e de duvidosos exorcismos em choque com as captações documentais de verdadeiros rituais, nem por isso performáticos. Ao retratar diferenças de classes, no entanto, Arias se abstém de uma estética de comparações, reforçando contradições socioculturais com a retórica das imagens e a economia de movimentos nos planos. O resultado é um corajoso e inventivo filme de peso etnográfico, bastante duro, embora encontre a sua graça na ingenuidade das personagens, constantes na busca pela liberdade de se expressarem.

adilsoniarc
Adilson
½
8 anos atrás

Gostei do filme, mas sai do cinema pensando que o diretor quis fazer "de tudo um pouco" e não deu muito certo. Se tivesse menos cenas de músicas e paisagem (às vezes mais parecia um doc.), ganharia um 4,5. Gostei muito do final, embora totalmente previsível. Achei inteligentissima a cena final na piscina, que contrapoe todo o resto do filme. O mais irônico é que eu era o único negro na sala.

Carregando Publicidade...
½
1
1½
2
2½
3
3½
4
4½
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (16)

Elenco de Cocote

Mostrar mais (2)
Vicente Santos (I) 0 0

Vicente Santos (I)

(Alberto)
Judith Rodriguez Perez 0 0

Judith Rodriguez Perez

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: