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Duração
O filme conta 4 histórias, que por muitos são consideradas imorais:
-La Marée: Rapaz induz a prima adolescente ao sexo, nuam praia deserta, durante a maré alta.
Thérèse Philosophe: em 1890, menina é fechada num quarto, de castigo, e tem alucinações sexuais com santos.
Erzébet Báthory: em 1610, uma condessa húngara usa suas jovens súditas para estranhos prazeres sensuais.
Lucrezia Bórgia: em 1498, Lucrecia Bórgia visita seu pai, o Papa Alexandre VI, e seu irmão; o Cardeal Cesare e com eles mantém relações sexuais, enquanto o dominicano Savonarola é preso por denunciar a imoralidade dos religiosos, que também era pregada por São Jeronimo.
Um fator interessante é o modo de conceber moralidade, no filme não há nenhuma cena de sexo explicito, mesmo havendo "corpos nus" para todos os lados. O corpo em si não é imoral... é amoral, pois traça sua história sem uma consciência moral. Como diria a filósofa Marilena Chauí: A repressão sexual, nossa velha (des)conhecida continua a nos assombrar.
A versão que eu vi, conta com um conto adicional chamado "A besta" que é de longe o mais "tosco" (na falta de uma palavra que defina melhor). Eu achei bem caricato, na verdade.
O filme tem a intenção de chocar, mas não faz isso muito bem, talvez na epoca tenha conseguido, mas hoje em dia. É ver e pensar no "por que eu to vendo isso".
muito ruim
Do ponto de vista visual, todas essas sequências são fotos impecáveis, e o design de produção em cada um é surpreendente. Cada quadro foi composto com o máximo cuidado e para o efeito máximo. Alguns dos momentos de destaque incluem o momento em que o empate chega e os personagens da primeira história atingem simultaneamente o clímax. Outro momento requintado é a cena do quarto andar onde Erzsebet Bathory se banha e acaricia sua carne com o sangue das virgens. Claro, o curta intitulado A Verdadeira História da Besta de Gevaudan é uma festa visual para os olhos que tem que ser visto para ser acreditado.
Na versão que eu assisti de 125 minutos são 5 histórias. Além das quatros citadas, há a "Besta". Achei diferente e até certo ponto interessante.
Talvez, a versão feminina de '120 Dias de Sodoma': neurótico e monótono. Sexo sem virilidade é como preliminares sem finalidade. Mas pode ser interessante para quem curte o amor solitário inspirado no arquétipo ideal do gênero "frágil". kkk