Uma equipe de policiais rastreia com sucesso um grupo de ladrões, mas a tragédia acontece quando eles não conseguem capturar o líder de olhos cruzados Biu (Hui Bing Sam).
Nas de ir atrás da primeira onda do Novo Cinema de Hong Kong fui belamente surpresa por achar uma cópia tinindo deste filme - que geralmente é um sofrimento pra filmes de lá desta época ahahah.
A cena de intro já foi bem inusitada pela forma como me lembrou o inicio de "Cidade de Deus"? Que abertura foda!
Trazer este imaginario infantil sobre os conceitos de justiça nos moleques brincando de polícia & ladrão, aproveitando pra abrir pro espectador as pessoas comuns como figurantes ali de cenário antes de adentrar o trampo nos conceitos, tem um lirismo fudido pra o que o filme vai intentar trazer pra debate no restante de sua duração.
E isto de tom realmente este filme é muito interessante, mesmo eu que saco de nada dá pra tatear ali as influências de outras tantas histórias, e ainda que tenha algumas cenas leves estas sempre estão dosadas em alguma ironia com a vivência dos porco ali - pq sim, ESTE FILME É UMA ODE AOS PORCO.
Tem inclusive uma cena absurdamente foda com os mesmos cantando uma canção hard rock (?) num inferninho sobre os heroismos dos policiais - com direito ao cantor da banda, que escreveu o som pro filme, fazer uma ponta ali como informante dos caras.
Então assim, dá pra perceber que a ideia é um contra-argumento que este filme tá tentando fazer pro crescimento de histórias fazendo ode a bandidagem ali na Asia por aquelas épocas - ele tenta te mostrar a dureza da vida dos porco, que são zoados pela população (tem cena de maluquinho lendo um cartum zoando porco e rindo), tem problemas pessoais pra formar família devido aos perigos e, óbvio, as brutalidades que os mesmos encaram.
Isto tudo é mostrado a partir de um grupo de policiais, o herói principal Sargento Kei que é o pai solteiro do molequinho do inicio do filme. Este tica todas as caixinhas do estereotipo do policial durão que atira primeiro, pra fazer perguntas depois.
Chefiados pelo Inspetor Chow, que é o personagem que nos trás as dificuldades pra arranjar par romântico sendo policial, este incumbe o tal Sargento em ensinar os paranauês da profissão ao novato do time, o franguito Wei - que é caracterizado com óculos e de postura inofensiva, o tipico nerd que após cumprir seu serviço militar foi tentar ver se caberia encarar virar policia.
Inclusive tem uma cena pontual pra cacete em que o Sargento Kei senta a porrada num maluco suspeito e no final este é inocente - ainda assim toda cena serve pro Sargento mostrar pro novato Wing como fazer *as pessoas o levarem a sério*, visto até receber uns sacodes o suspeito não soltar nenhum pio nem que fosse pra se inocentar ali. MAS O MAIS MANEIRO DE TUDO DESTE ROLÊ? É o vilão - claro, hehehehe.
Que foi o que me fez curtir verdadeiramente o filme sem azedar pra proposta toda. Bill é o vilão mais caricato do universo, os caras fizeram a pachorra de raspar o cabelo pra deixar a testa do ator mais proeminente - e assim ele mais feio e esquisitão. Veja que Bill odeia policiais. Mas ele apenas odeia os mesmos pois sendo zarolho não foi permitido entrar ele mesmo pro lado dos *policia* da brincadeira.
É INVEJA QUE DEIXOU ELE DOIDO (!!!!)
A forma caricatural e bizarríssima que este personagem vai entrando nas espiral de psicose absurda É UMA DELICIA - e o filme É BASTANTE GRÁFICO NAS VIOLÊNCIA, sendo a cena final fenomenoza nas liberação do gore ❤
SPOILERS Sargento Kei ali no meio do caminho ser martirizado pra pesar na mensagem do filme é algo que não estava esperando.
Seu filho moleque carregar a *herança*, assim como o Novato Wei mandar a profissão pra casa do caralho depois do trauma de *final girl* desse filme, é um sabor a parte. Como resultado final enquanto essa história tava tentando valorizar a vivência dos porco como herois da nossa sociedade (risos intensos) mostrando as feiuras da profissão, acaba ao mesmo tempo sendo comédia e belo pra cacete na levada da ironia nonsense de tudo isso - ainda mais com a escolha da vilania ali pra tentar pontuar os heroismos dos policiais.
A base do argumento de defesa é tão absurda, o melodrama com o moleque, os argumentos do Inspetor sobre os perigos da profissão pra namorada, nas tentativas de humanização dos porco pela forma como mostram as pessoas comuns tirando sarro e desfazendo dos mesmos tão pertinente - que real acaba sendo uma diversão a parte acompanhar as danças que o filme faz pra tentar justificar as ideias erradissimas hahaha. A boa edição, a violência, a coisa de mostrar o urbano caótico e as atuações - Bill psicotico perseguindo o porco!!! - só arredondam o rolê.
Nas de ir atrás da primeira onda do Novo Cinema de Hong Kong fui belamente surpresa por achar uma cópia tinindo deste filme - que geralmente é um sofrimento pra filmes de lá desta época ahahah.
A cena de intro já foi bem inusitada pela forma como me lembrou o inicio de "Cidade de Deus"? Que abertura foda!
Trazer este imaginario infantil sobre os conceitos de justiça nos moleques brincando de polícia & ladrão, aproveitando pra abrir pro espectador as pessoas comuns como figurantes ali de cenário antes de adentrar o trampo nos conceitos, tem um lirismo fudido pra o que o filme vai intentar trazer pra debate no restante de sua duração.
E isto de tom realmente este filme é muito interessante, mesmo eu que saco de nada dá pra tatear ali as influências de outras tantas histórias, e ainda que tenha algumas cenas leves estas sempre estão dosadas em alguma ironia com a vivência dos porco ali - pq sim, ESTE FILME É UMA ODE AOS PORCO.
Tem inclusive uma cena absurdamente foda com os mesmos cantando uma canção hard rock (?) num inferninho sobre os heroismos dos policiais - com direito ao cantor da banda, que escreveu o som pro filme, fazer uma ponta ali como informante dos caras.
Então assim, dá pra perceber que a ideia é um contra-argumento que este filme tá tentando fazer pro crescimento de histórias fazendo ode a bandidagem ali na Asia por aquelas épocas - ele tenta te mostrar a dureza da vida dos porco, que são zoados pela população (tem cena de maluquinho lendo um cartum zoando porco e rindo), tem problemas pessoais pra formar família devido aos perigos e, óbvio, as brutalidades que os mesmos encaram.
Isto tudo é mostrado a partir de um grupo de policiais, o herói principal Sargento Kei que é o pai solteiro do molequinho do inicio do filme. Este tica todas as caixinhas do estereotipo do policial durão que atira primeiro, pra fazer perguntas depois.
Chefiados pelo Inspetor Chow, que é o personagem que nos trás as dificuldades pra arranjar par romântico sendo policial, este incumbe o tal Sargento em ensinar os paranauês da profissão ao novato do time, o franguito Wei - que é caracterizado com óculos e de postura inofensiva, o tipico nerd que após cumprir seu serviço militar foi tentar ver se caberia encarar virar policia.
Inclusive tem uma cena pontual pra cacete em que o Sargento Kei senta a porrada num maluco suspeito e no final este é inocente - ainda assim toda cena serve pro Sargento mostrar pro novato Wing como fazer *as pessoas o levarem a sério*, visto até receber uns sacodes o suspeito não soltar nenhum pio nem que fosse pra se inocentar ali.
MAS O MAIS MANEIRO DE TUDO DESTE ROLÊ? É o vilão - claro, hehehehe.
Que foi o que me fez curtir verdadeiramente o filme sem azedar pra proposta toda.
Bill é o vilão mais caricato do universo, os caras fizeram a pachorra de raspar o cabelo pra deixar a testa do ator mais proeminente - e assim ele mais feio e esquisitão.
Veja que Bill odeia policiais. Mas ele apenas odeia os mesmos pois sendo zarolho não foi permitido entrar ele mesmo pro lado dos *policia* da brincadeira.
É INVEJA QUE DEIXOU ELE DOIDO (!!!!)
A forma caricatural e bizarríssima que este personagem vai entrando nas espiral de psicose absurda É UMA DELICIA - e o filme É BASTANTE GRÁFICO NAS VIOLÊNCIA, sendo a cena final fenomenoza nas liberação do gore ❤
SPOILERS
Sargento Kei ali no meio do caminho ser martirizado pra pesar na mensagem do filme é algo que não estava esperando.
Seu filho moleque carregar a *herança*, assim como o Novato Wei mandar a profissão pra casa do caralho depois do trauma de *final girl* desse filme, é um sabor a parte.
Como resultado final enquanto essa história tava tentando valorizar a vivência dos porco como herois da nossa sociedade (risos intensos) mostrando as feiuras da profissão, acaba ao mesmo tempo sendo comédia e belo pra cacete na levada da ironia nonsense de tudo isso - ainda mais com a escolha da vilania ali pra tentar pontuar os heroismos dos policiais.
A base do argumento de defesa é tão absurda, o melodrama com o moleque, os argumentos do Inspetor sobre os perigos da profissão pra namorada, nas tentativas de humanização dos porco pela forma como mostram as pessoas comuns tirando sarro e desfazendo dos mesmos tão pertinente - que real acaba sendo uma diversão a parte acompanhar as danças que o filme faz pra tentar justificar as ideias erradissimas hahaha.
A boa edição, a violência, a coisa de mostrar o urbano caótico e as atuações - Bill psicotico perseguindo o porco!!! - só arredondam o rolê.
Curti sim, levando pro meu (hue)