Este filme nos convida a contemplar as vacas, a nos aproximar delas, ver sua beleza e os desafios de suas vidas. Não de uma forma romântica, mas de uma forma real. É um filme sobre a realidade de uma vaca leiteira e o grande serviço que ela nos presta.
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Icônica a cena que toca Kali Uchis nos currais enquanto a vaca acasala com um touro e ao longe no céu explodem fogos de artificio.
É um filme monótono a sua maior parte como de fato deve ser também a vida de uma vaca leiteira numa fazendo cumprindo a sua rotina de gestar e parir novos filhotes um atrás do outro, enquanto produz diariamente varios litros de leite.
Ainda assim há momentos lindos e tocantes que são os momentos que as vacas podem ser apenas vacas; os momentos pós parto em que elas brevemente cuidam dos seus bezerrinhos antes de serem separadas deles pra sempre, ou quando são levadas a um grande pasto aberto e é evidente mesmo sendo vacas o quão felizes elas estão com tamanha liberdade.
Mas apesar desses momentos é impossível fugir da atmosfera opressiva e melancólica que se cria ao longo do filme, pois estamos vendo do ponto de vista desses animais como é uma vida inteira de total exploração desde o momento do nascimento até o momento que deixam de ser uteis e são descartados.
Mas o documentário não me parece ter a intenção de ser um manifesto vegano panfletária de condenar o consumo de alimentos de origem animal, nem foca nos trabalhadores rurais tentando revelá-los como vilões exploradores desses animais, é uma visão crua e real ao máximo que é possível de ser feita sobre a vida de vacas leiteiras, uma camera sem julgamentos que evidencia pra quem nunca teve contato direto com a produção desse tipo de alimento que existe vinculado a ele inerentemente um custo de sofrimento e exploração animal.
É como se o documentário deixasse claro os termos do contrato social que aceitamos para ter a conveniencia de comprar uma caixa de leite ou derivado de laticínio num supermercado, deixando a cargo do julgamento pessoal de cada um oque fazer com essa informação.
Mostra a realidade do que deveria ser a regra. As condições em que as vacas vivem são consideradas as ideais, então qualquer comparação com o excelente "Terráqueos" seria equivocada. Que todos os animais de produção pudessem ter a vida de Luma antes do inevitável e cruel abate. Mas não é assim, gente, é terrível.
Num mundo capitalista faz parte...até o fim! VI dia 29/01/23.
Esse filme sensorial mostra a vida real, sem romantismo, de uma vaca leiteira desde o nascimento. Pelo olhar da vaca Luma passam muitas sensações de dor, aflição, perda... A cena que ela fica sem fome quando é separada da cria é muito forte. E a cena final é triste e impactante, mas justificável para o sistema de criação que elas estão inseridas. A reflexão maior acredito que seja repensar os sistemas de criação dos animais domésticos. Se antes eu era intolerante a lactose agora sou muito mais!
É certo que havia algo poderoso nos olhos negros e insondáveis de Luma que sugere que nós pudéssemos ajudar de alguma forma e chama nosso instinto de buscar consciência em todos os seres vivos. Sem contar que isso é a realidade muito cruel nos dias de hoje.