E eis que os romenos voltam com sua câmera intimista, desnivelando atos e expressões. No início, um espectro de Festa de Familia do Vinterberg vem à flanar e volte e meia se liberta para seguir de perto a personagem principal tanto em sua intimidade como diante de sua família desestruturada. Há uma densa nuvem de segredos que o diretor faz chover aos poucos e talvez por isso acaba por perder muita força em seu ato final. Mas vale pela pressão absorvida pelo público que a diretora estreante consegue facilmente.
A sinopse é muito potente e os eventos são chocantes, se contados por alguém, mas o modo como o filme os apresenta e os desenvolve é sobremaneira equivocado: a diretora parece não ter pulso firme para conduzir uma encenação naturalista tão delicada - apesar das boas intenções denuncistas - e os atores muitas vezes parecem que não lembram sequer os diálogos improvisados. O início abrupto do filme já anuncia onde ele mais erra, o que é confirmado pelos diálogos fracos e reiterativos. As situações são lamentavelmente freqüentes nas sociedades atuais, infelizmente, mas apresentadas de maneiras pouco convincentes, exageradas, no filme. Curti a crença dos atores em seus personagens, mas foi difícil levar a sério o filme até o final - que possui uma brecha interpretativa muito violenta, em sua contundência discursiva. Numa revisão, com menos expectativas, talvez eu o apreciei melhor, saiba prestar atenção ao que é realmente relevante, mas, nesse primeiro contato, lamento que não tenha dado certo em seu brado feminista montanhoso! (WPC>)
Um caos exagerado e forçado. Tudo pareceu sem propósito.
Crônica de uma família disfuncional romena difícil de digerir.
E eis que os romenos voltam com sua câmera intimista, desnivelando atos e expressões. No início, um espectro de Festa de Familia do Vinterberg vem à flanar e volte e meia se liberta para seguir de perto a personagem principal tanto em sua intimidade como diante de sua família desestruturada. Há uma densa nuvem de segredos que o diretor faz chover aos poucos e talvez por isso acaba por perder muita força em seu ato final. Mas vale pela pressão absorvida pelo público que a diretora estreante consegue facilmente.
A sinopse é muito potente e os eventos são chocantes, se contados por alguém, mas o modo como o filme os apresenta e os desenvolve é sobremaneira equivocado: a diretora parece não ter pulso firme para conduzir uma encenação naturalista tão delicada - apesar das boas intenções denuncistas - e os atores muitas vezes parecem que não lembram sequer os diálogos improvisados. O início abrupto do filme já anuncia onde ele mais erra, o que é confirmado pelos diálogos fracos e reiterativos. As situações são lamentavelmente freqüentes nas sociedades atuais, infelizmente, mas apresentadas de maneiras pouco convincentes, exageradas, no filme. Curti a crença dos atores em seus personagens, mas foi difícil levar a sério o filme até o final - que possui uma brecha interpretativa muito violenta, em sua contundência discursiva. Numa revisão, com menos expectativas, talvez eu o apreciei melhor, saiba prestar atenção ao que é realmente relevante, mas, nesse primeiro contato, lamento que não tenha dado certo em seu brado feminista montanhoso! (WPC>)