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Duração
Cientista alemão se une a criminoso foragido para que com seu dinheiro consiga terminar seus experimentos com cadáveres. Utilizando energia atômica conseguem reviver os mortos, que, seguindo suas ordens realizam o desejo de vingança de seus mestres.
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Realmente não é um grande filme que será lembrado, mas não se pode dizer que é ruim, muito pelo contrário, me prendeu do começo ao fim. A história é interessante, a premissa é boa, obviamente ficou bem datado, mas mesmo assim funciona.
Os vilões não fazem muita coisa, apenas ficam trancados e dando ordens aos cadáveres atômicos.
O que não gostei é aquele velho problema de filmes dessa época: os policiais atiram de qualquer jeito com a arma, fica muito ruim.
E o Dave, no final, atacar o Buchanan simplesmente sem motivo, até porque isso não tinha acontecido até então. Pode-se dizer que é por ele ainda ter um pouco de sua consciência e tentar ajudar o Chet, porém não convence. Além disso, ele mexer os olhos no final, mesmo caído, e o Chet não admitir que ele morreu, me fizeram pensar que ele poderia ter sobrevivido, embora eu ache impossível.
Assistido em 15/08/2025.
Mesmo o filme não sendo nada demais, não achei ruim, o filme é assistivel. A história com certeza influenciou outros filmes que viriam depois. Sem esperar muita coisa, até que vale uma conferida.
É um passatempo curto e aceitável.
O gênero de zumbis escravos já se encontrava à beira do desgaste entre os anos 50, os produtores e roteiristas já não viam muita graça em homens que eram feitos escravos de bruxaria, para eles, faltava mais conceitos para alavancar a temática, mas poucas ideias se manifestavam. Foi a partir deste momento que o diretor pouco conhecido Edward L. Cahn se prontificou a dirigir seu filme que traria a essência dos primeiros zumbis, mas ao mesmo tempo, traria consigo novos elementos, para fugir um pouco mais da velha caricatura. O Cadáver Atômico contou com um baixíssimo orçamento e foi filmado originalmente em preto e branco, da produtora extinta “Clover Productions”, de Sam Katzman, o longa veio da era Pós-Segunda Guerra Mundial, e lançado no período paranóico da Guerra Fria, explorando e criticando o uso indevido de energia nuclear.
O roteiro do escritor alemão Curt Siodmak, responsável por escrever alguns filmes da franquia de monstrengos da Universal como O Lobisomem, A Volta do Homem Invisível, O Filho de Drácula e A Casa de Frankenstein, O texto traz um elemento novo no tema, o filme apresenta os cadáveres de pessoas mortas que voltam a caminhar entre os que ainda respiram, despertados através de experiências científicas com o uso de energia radioativa, algo que se distancia do que fora apresentado antes sobre os zumbis de magia negra. Porém, ainda não temos os comedores de carne agressivos, que só viriam realmente a vir à tona após A Noite dos Mortos-Vivos (1968), do mestre George Romero. No entanto, tratam-se de criaturas assassinas e sem um pingo de sentimentos, controlados através dos cérebros por seus mestres para promover a violência.
As performances são canastronas, algo típico da época, não se deve exigir muito. A fotografia apesar de branco e preto ser o tom predominante, mantêm da mesma forma a atmosfera interessante que prende o expectador no que está sendo apresentado em tela. A violência é um tanto quanto datada e exagerada na verossimilhança, e parece mergulhar profundamente na ingenuidade, o que resulta em momentos bastante divertidos e engraçados para os dias de hoje, caso compararmos aos filmes sanguinários dos dias atuais. Agora, os problemas se encontram quando o filme parece perder um pouco do ritmo perante os últimos atos, tornando-o arrastado, e só recupera os méritos nos últimos minutos onde a produção entrega o que promete como entretenimento.
O Cadáver Atômico é um filme que inova o conceito zumbi, mas de uma maneira discreta e que não conseguiu alcançar a popularidade, tanto que a obra acabou esquecida com o passar do tempo e relembrada e remasterizada com o surgimento das fitas VHS. Para os que acompanham o gênero, é extremamente necessário começar do zero, viajar no tempo aonde tudo começou, e conferir esta divertida trasheira da era nostálgica dos monstrengos fantásticos.
O título mais correto do filme não é no singular como está aqui e, sim, no plural, por motivos óbvios. É justamente esse tipo de roteiro absurdo que desperta o interesse e a diversão pelas tranqueiras do cinema fantástico da década de 50.
Aqui, os zumbis (mortos bem conservados, menos assustadores) não são resultado de magia e sim, claro, do uso da tecnologia e da exposição à radiação. Para se vingar de seus inimigos, mafioso financia um experimento macabro coordenado por um cientista inescrupuloso.