Últimas opiniões enviadas
The Specialist 1994, no Brasil: O Especialista. Eu gostei. Faz falta esse tipo de filme de brucutu no estilo noventista, com atores durões e até as mulheres mais naturais.
Destaque para a relação entre May (Sharon Stone) e Ray (Sylvester Stallone).
Mesmo antes de se conhecerem pessoalmente, já existia uma tensão sexual forte nas conversas por telefone, o que constrói um clima interessante e gera curiosidade sobre como essa dinâmica ia se desenrolar.
Por outro lado, a família criminosa Leon ficou bem fraca. Joe Leon (Rod Steiger) é o típico chefão, e o filho Tomas (Eric Roberts) é o esquentadinho de sempre, com divergências de opinião sobre como tocar o negócio,
mas que não faz nada por respeito ao pai. Ambos abaixo da média, mesmo gostando bastante de Rod Steiger.
O grande roubo de cena fica com Ned Trent (James Woods). Ele tem uma rixa pessoal com Ray e uma personalidade de verdadeiro filho da puta, mas isso rende cenas e falas ótimas ao longo do filme.
Só achei que o final dele foi meio decepcionante, ele poderia ter sofrido mais.
Já o destino de Joe Leon foi muito bem resolvido. Deu tempo dele descobrir quem estava por trás de tudo e o motivo, o que deixou o acerto de contas mais satisfatório.
Resumindo, é um bom filme de ação dos anos 90, nada acima da média, com um enredo de vingança um pouco genérico e personagens principais sem grande carisma. Mas a temática das bombas funciona bem, especialmente algumas sequências de ação (como a cena no Hilton), que são bem feitas. No fim das contas, cumpre bem o papel de passatempo e entrega aquela nostalgia gostosa da época.
Assistido em 07/06/2026
The Mummy's Hand 1940, no Brasil A Mão da Múmia. É um filme bem mediano, com alguns pontos positivos. O longa é curto, o que ajuda bastante no ritmo. Destaco o personagem Babe (Wallace Ford), que tem bons momentos cômicos, mas meu favorito acaba sendo The Great Solvani (Cecil Kellaway). As gracinhas que ele faz com mágicas e, principalmente, a forma como entra em cena a primeira vez são ótimas e roubam a atenção.
A temática sobre o Egito antigo, múmias, sarcófagos e todo esse universo sempre rende e me agrada. Gosto de acompanhar esse tipo de história. Porém, achei que o filme poderia ter sido mais interessante se os personagens
tivessem conseguido encontrar a tumba de Ananka e, quem sabe, algumas joias ou tesouros que os deixassem bem de vida. No final, eles não acham praticamente nada e ainda ficam contentes, o que dá a sensação de que toda a aventura serviu para muito pouco.
Outro ponto fraco foi o
romance entre Marta (Peggy Moran) e Steve (Dick Foran), que aconteceu de forma muito forçada e acelerada, passando de 0 a 10 em pouquíssimo tempo.
Mas tudo bem, esses são elementos datados do cinema da época e acabamos tendo que relevar. No geral, cumpre o papel como um entretenimento leve dentro do gênero de horror dos anos 40.
Assistido em 07/06/2026
School for Scoundrels 2006, no Brasil Escola de Idiotas. O filme começa muito bem, com um ritmo excelente. A parte inicial do curso é ótima, especialmente a cena
em que eles recebem o pager e precisam “iniciar um confronto”. Pra mim, essa é a sequência mais engraçada do longa.
No entanto, o ritmo dá uma caída considerável a partir do momento em que Dr. P (Billy Bob Thornton) começa a
se interessar por Amanda (Jacinda Barrett). Algumas decisões de roteiro dali pra frente poderiam ter sido melhores. O filme chega a construir uma boa situação no aeroporto, que abria caminho para dois desfechos interessantes. Um deles seria o plano de Roger (Jon Heder) junto com os colegas Eli (Todd Louiso), Diego (Horatio Sanz) e Walsh (Matt Walsh) para desmascarar Dr. P na frente de Amanda — o que teria sido ótimo. Em vez disso, o roteiro segue outro rumo, sugerindo que Dr. P estaria dando as passagens de presente para o casal, o que indicaria que Roger havia concluído o curso com sucesso. No final, nenhuma das duas ideias se concretiza de fato, pois tudo não passava de mais um truque de Dr. P. Infelizmente, o desfecho escolhido acabou sendo o menos satisfatório entre as opções que o filme havia sinalizado.
Ainda assim, o longa conta com boas participações, como Michael Clarke Duncan e Ben Stiller,
que aparece pouco, mas tem um papel importante no final.
No meio do filme eu cheguei a achar que a média no site estava meio injusta, mas conforme o ritmo caiu e algumas escolhas não foram das melhores, entendi o motivo. Mesmo assim, continua sendo um bom filme, com partes bem divertidas, personagens interessantes e um elenco competente.
Só acho que poderia ter sido mais curto e optado por um desfecho mais simples e direto, como o próprio filme havia sugerido em determinado momento, em vez de esticar e entregar algo menos impactante.
Assistido em 07/06/2026