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Black Widow (1954), no Brasil A Viúva Negra, foi uma grata surpresa. O filme se revela um excelente noir com um elenco de alto nível, um roteiro muito bem construído e reviravoltas que amarram perfeitamente toda a história por meio de revelações, flashbacks e plot twists inteligentes.
O clima de mistério e suspense noir é marcante e mantém a atenção do início ao fim. Um dos pontos altos é o personagem
Brian (Reginald Gardiner), que se mostra ético mesmo em meio ao caos, sem tentar trair Peter (Van Heflin). Quando confrontado, admite seus erros, revelando-se apenas um covarde — um “parasita”, como ele mesmo define —, cansado de viver às custas da esposa e sem profissão definida. Tanto que, ao contrário do costume da época, era ele quem era chamado de Sr. Marin, e não ela de Sra. Mullen.
Lottie (Ginger Rogers) também se destaca como um personagem forte e bem construído.
Com personalidade arrogante desde o início, Ginger Rogers entrega uma atuação sólida, e sua queda no final, enrolada nas próprias mentiras, é bastante impactante.
O desfecho é especialmente bom, com a conversa entre
Peter e o Detetive Bruce (George Raft) sobre como uma grande atriz poderia influenciar o júri ao aparecer sem maquiagem, abatida e com cabelos grisalhos. Um detalhe que mostra como o filme ainda soa atual, já que essa estratégia continua sendo usada em julgamentos até hoje.
A única decepção fica por conta
de Iris (Gene Tierney), que tem pouquíssimo tempo em tela e uma personagem pouco explorada, desperdiçando o talento da atriz.
Assistido em 16/05/2026
Drowning Mona (2000), no Brasil Quem Não Matou Mona?
Eu gostei do filme. A história se amarra muito bem e mantém o mistério até o final, pois, como diz a sinopse, praticamente todos odiavam Mona e cada um tinha seus motivos — uns mais fortes, outros menos, mas todos com interesse na morte dela.
Gostei bastante do recurso de mostrar a versão suposta de cada suspeito através de flashbacks. Todas as versões parecem críveis, o que deixa a dúvida sempre no ar.
O filme tem um bom elenco, sem ninguém que roube a cena ou entregue uma atuação excepcional, mas todos cumprem muito bem seus papéis. É um filme para não levar a sério, sem grandes piadas, grandes risadas ou uma trama complexa. No entanto, para o que se propõe — uma comédia policial leve e despretensiosa —, cumpre bem o objetivo: é simples, curto, tem bons momentos e um elenco principal competente.
Destaque para Danny DeVito, Jamie Lee Curtis e Casey Affleck, que ajudam a elevar o entretenimento.
Assistido em 16/05/2026
Along Came a Spider (2001), no Brasil Na Teia da Aranha, é um filmaço, e muito disso se deve a Morgan Freeman e seu personagem Alex Cross. Freeman entrega uma atuação segura e carismática, trazendo um detetive inteligente, calmo, observador e extremamente perspicaz. Cross é daqueles personagens que pensam vários passos à frente, nota detalhes que os outros ignoram e conduz a investigação com método e frieza, o que torna suas cenas sempre interessantes.
O elenco de apoio é competente e conta com bons personagens, mas o grande destaque vai para Sonenji (Michael Wincott), um vilão com personalidade psicótica, inteligente e solitária. Porém, ainda não sei ao certo se
gostei do plot twist. Preferia que Sonenji fosse o principal vilão até o final. A mudança para Jezzie (Monica Potter) como idealizadora do plano me pareceu abrupta e pouco desenvolvida. O filme passa muito tempo focado em Sonenji e, de repente, muda o rumo de forma apressada, sem dar tempo para construir bem a participação e a motivação dela.
Outro ponto fraco foi
o parceiro Ben Devine (Billy Burke). Na primeira vez que aparece, ele tem falas suspeitas e demonstra certa falta de empatia com o caso da menina Megan (Mika Boorem), mas depois simplesmente some do filme.
Por outro lado, Megan (Mika Boorem) é um dos grandes destaques. Inteligente e corajosa, ela
aproveita qualquer brecha para tentar escapar, tendo ideias mais eficientes que muitos adultos teriam em uma situação tão perigosa.
Assistido em 17/06/2026