Últimas opiniões enviadas
The Frozen Ghost de 1945, no Brasil Aparição Sinistra. Bom filme, com um clima de mistério crescente que funciona bem do início ao fim.
As sessões de hipnose e o ambiente do museu de cera ajudam a criar uma atmosfera densa e intrigante. O misterioso Rudi (Martin Kosleck) é uma figura estranha e inquietante dentro da trama, e Lon Chaney Jr. entrega mais uma boa atuação. Seu Alex Gregor é um personagem bem inocente e vulnerável, marcado pela culpa e pela insegurança após o incidente no palco, o que o torna fácil de acompanhar e até torcer por ele.
A cena final é boa, apesar de algumas coisas teatrais, como a briga de Alex com George Keene (Milburn Stone) e a morte boba de Rudi caindo no forno. Mesmo com esses exageros, o desfecho fecha a história de forma satisfatória dentro do estilo do filme.
As personagens femininas também estão muito bem. Além da beleza das três — Nina (Elena Verdugo), Maura (Evelyn Ankers) e Valerie (Tala Birell) —, cada uma ocupa um espaço importante na trama:
Nina mais jovem e envolvida no dia a dia do museu, Maura ligada ao passado de Alex e Valerie como a dona do local que acaba no centro do mistério. E todas tem certo interesse amoroso nele.
No geral, um bom filme de mistério com atmosfera sólida, boa atuação de Lon Chaney Jr. e um elenco feminino que contribui bastante para o clima da história.
Assistido em 18/09/2026
The Ghost of Frankenstein de 1942, no Brasil O Fantasma de Frankenstein. Boa sequência, com um elenco de peso e algumas ideias interessantes.
Ygor (Bela Lugosi) controlando o Monstro (Lon Chaney Jr.) e criando uma espécie de laço com ele é um dos pontos mais fortes. O filho do Dr. Frankenstein (Cedric Hardwicke) confrontando a criatura que seu pai criou também funciona bem.
A ideia da troca de cérebros parecia promissora e poderia ter dado um novo rumo à trama. Pena que a possibilidade de fazer o transplante com o cérebro de Kettering (Barton Yarborough) não foi explorada. Seria interessante ver isso. Como acabou sendo com o cérebro de Ygor e o tipo sanguíneo não era compatível, não deu certo e acabou sobrando para o Dr. Bohmer (Lionel Atwill).
Enfim, é um bom filme, uma sequência digna e com nomes de peso, como Bela Lugosi, Lon Chaney Jr. e Lionel Atwill.
No geral, mais um capítulo competente da franquia, com boas ideias e um elenco que eleva o material.
Assistido em 16/09/2026
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Bons filmes!
Equipe Filmow
The Seven-Per-Cent Solution de 1976, no Brasil Visões de Sherlock Holmes. Tem seus pontos positivos, mas confesso que a história não me prendeu. O ritmo e o desenvolvimento da trama acabam não envolvendo o suficiente, e isso pesa bastante na experiência.
Pior ainda: acho que o grande Robert Duvall não tem o porte físico para ser Watson. A escolha simplesmente não casou com a imagem clássica do personagem. E isso não é culpa de Duvall, que é um ator excelente, mas sim de quem o escolheu para o papel. Até Nicol Williamson como Holmes não me agradou. Basil Rathbone jogou o sarrafo lá em cima, e já seria difícil qualquer um chegar perto. Achei a interpretação aquém do que esperava.
Laurence Olivier como Prof. Moriarty foi um desperdício. O personagem acaba quase passando batido, pois não chega nem a ser um coadjuvante de verdade nesse filme. Ele funciona mais como pano de fundo e é mais citado do que realmente aparece em cena, o que é uma pena considerando o peso do ator e do vilão.
Alan Arkin como Freud está muito bem. Não conheço muito de Freud além do básico, portanto não posso falar de semelhanças com a figura real, mas a atuação me agradou e traz um certo frescor para a história.
A narrativa poderia ter sido melhor aproveitada. Tem bastante tempo gasto em cenas demasiadamente longas —
vide a sequência dos cavalos e a do trem, por exemplo
No geral, um filme com nomes pesados e algumas boas ideias, mas que peca no ritmo, nas escolhas de elenco para os papéis clássicos e no aproveitamento de figuras importantes como Moriarty.
Assistido em 19/09/2026