Black Widow (1954), no Brasil A Viúva Negra, foi uma grata surpresa. O filme se revela um excelente noir com um elenco de alto nível, um roteiro muito bem construído e reviravoltas que amarram perfeitamente toda a história por meio de revelações, flashbacks e plot twists inteligentes.
O clima de mistério e suspense noir é marcante e mantém a atenção do início ao fim. Um dos pontos altos é o personagem
Brian (Reginald Gardiner), que se mostra ético mesmo em meio ao caos, sem tentar trair Peter (Van Heflin). Quando confrontado, admite seus erros, revelando-se apenas um covarde — um “parasita”, como ele mesmo define —, cansado de viver às custas da esposa e sem profissão definida. Tanto que, ao contrário do costume da época, era ele quem era chamado de Sr. Marin, e não ela de Sra. Mullen.
Lottie (Ginger Rogers) também se destaca como um personagem forte e bem construído.
Com personalidade arrogante desde o início, Ginger Rogers entrega uma atuação sólida, e sua queda no final, enrolada nas próprias mentiras, é bastante impactante.
O desfecho é especialmente bom, com a conversa entre
Peter e o Detetive Bruce (George Raft) sobre como uma grande atriz poderia influenciar o júri ao aparecer sem maquiagem, abatida e com cabelos grisalhos. Um detalhe que mostra como o filme ainda soa atual, já que essa estratégia continua sendo usada em julgamentos até hoje.
George Raft, que demora a aparecer, cresce muito no terceiro ato e fecha o filme com autoridade.
O trunfo do filme está em seu elenco com grandes nomes. Um suspense trivial à lá Hitchcock. Aliás, algumas tomadas de câmeras lembrou muito os filmes do mestre do suspense.
O filme prendeu a minha atenção a cada cena. Em alguns momentos, eu desconfiava de que um personagem fosse o assassino, depois, desconfiei de outro. Gostei desse clima cheio de interrogações, e dos fatos sendo narrados em flashbacks.
Black Widow (1954), no Brasil A Viúva Negra, foi uma grata surpresa. O filme se revela um excelente noir com um elenco de alto nível, um roteiro muito bem construído e reviravoltas que amarram perfeitamente toda a história por meio de revelações, flashbacks e plot twists inteligentes.
O clima de mistério e suspense noir é marcante e mantém a atenção do início ao fim. Um dos pontos altos é o personagem
Brian (Reginald Gardiner), que se mostra ético mesmo em meio ao caos, sem tentar trair Peter (Van Heflin). Quando confrontado, admite seus erros, revelando-se apenas um covarde — um “parasita”, como ele mesmo define —, cansado de viver às custas da esposa e sem profissão definida. Tanto que, ao contrário do costume da época, era ele quem era chamado de Sr. Marin, e não ela de Sra. Mullen.
Lottie (Ginger Rogers) também se destaca como um personagem forte e bem construído.
Com personalidade arrogante desde o início, Ginger Rogers entrega uma atuação sólida, e sua queda no final, enrolada nas próprias mentiras, é bastante impactante.
O desfecho é especialmente bom, com a conversa entre
Peter e o Detetive Bruce (George Raft) sobre como uma grande atriz poderia influenciar o júri ao aparecer sem maquiagem, abatida e com cabelos grisalhos. Um detalhe que mostra como o filme ainda soa atual, já que essa estratégia continua sendo usada em julgamentos até hoje.
A única decepção fica por conta
de Iris (Gene Tierney), que tem pouquíssimo tempo em tela e uma personagem pouco explorada, desperdiçando o talento da atriz.
Assistido em 16/05/2026
O trunfo do filme está em seu elenco com grandes nomes. Um suspense trivial à lá Hitchcock. Aliás, algumas tomadas de câmeras lembrou muito os filmes do mestre do suspense.
Achei a Gene Tierney apagada nesse filme, mas gostei da fotografia. Desconfie de tudo e todos, e gostei da reviravolta.
O filme prendeu a minha atenção a cada cena. Em alguns momentos, eu desconfiava de que um personagem fosse o assassino, depois, desconfiei de outro. Gostei desse clima cheio de interrogações, e dos fatos sendo narrados em flashbacks.
Diferente dos ''xeroques rolmes'' da vida aí, pra mim nada foi óbvio. Estilo as obras da Agatha Christie, bacana!