O Sueco (Burt Lancaster), é um ex-campeão de boxe que espera em um velho quarto de hotel, resignado, pelos dois assassinos profissionais que acabaram de adentrar a pequena cidade onde ele se esconde, e que deverão matá-lo. O investigador Reardo (Edmond O´Brien), contra as ordens de seu chefe, irá pesquisar o caso do Sueco, e descobrir uma intricada rede de traição e crime ligada à máfia, e a bela e dissimulada Kitty Collins (Ava Gardner), uma mulher que consegue ser tão fatal quanto sensual.
Baseado no romance homônimo de Ernest Hemingway.
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boas reviravoltas
Arquétipo perfeito do cinema noir: uma trama de crimes e traições; o detetive; a femme fatale, o jornalista, sombras e muito, muito cigarro. Muito interessante da forma que é contato, em uma estória que em nenhum momento quer pregar moral, apenas contá-la.
O filme The Killers (1946) apresenta uma trama envolvente e bem construída, baseada em um conto de Ernest Hemingway. É um clássico do film noir que combina mistério, crime e tragédia com grande elegância visual e narrativa. A história é boa e cativa o espectador desde o início, ainda que traga um tom melancólico pela morte precoce do personagem principal, interpretado por Burt Lancaster em sua estreia no cinema. Para quem não gosta de spoilers, é importante dizer que ele morre logo nos primeiros 12 minutos de filme — e nem vou marcar isso como spoiler, já que a narrativa se desenvolve em flashbacks, revelando gradualmente as motivações do crime e quem está por trás de tudo.
Lancaster tem uma presença marcante, mesmo aparecendo menos do que o esperado. Sua interpretação dá força e intensidade ao personagem, cuja morte desencadeia toda a investigação e serve como ponto de partida para o desenrolar da trama. Ao lado dele, Ava Gardner entrega uma das melhores atuações de sua carreira, vivendo a femme fatale Kitty Collins, uma mulher sedutora, fria e manipuladora que usa o charme e a astúcia para conduzir todos ao seu redor —
inclusive o protagonista
Outro destaque é Edmond O’Brien, que interpreta o investigador de seguros Jim Reardon, responsável por tentar desvendar o crime. Ele funciona quase como um detetive particular, ajudando a polícia a reconstruir os eventos que levaram à morte do personagem de Lancaster. Sua presença é fundamental para a estrutura do roteiro, que alterna entre a investigação e os relatos de diferentes personagens, criando uma colcha de retalhos narrativa muito bem amarrada.
Embora o filme não seja perfeito — em certos momentos poderia ser mais conciso —, The Killers mantém o interesse do público do início ao fim. É um noir sólido, com excelente fotografia em preto e branco, direção segura de Robert Siodmak e uma atmosfera carregada de tensão e fatalismo. Não é dos melhores dentro do gênero, mas também está longe de ser um filme ruim: é um título mediano para bom, com grandes qualidades estéticas e atuações marcantes.
Curiosidades:
O conto original de Ernest Hemingway, no qual o filme se baseia, tem apenas 7 páginas — o roteiro precisou expandir bastante a história.
Foi a estreia de Burt Lancaster no cinema, e o sucesso do filme o transformou rapidamente em uma estrela de Hollywood.
Ava Gardner também ganhou notoriedade com esse papel, consolidando sua imagem como uma das grandes femmes fatales do cinema noir.
O filme foi indicado a quatro Oscars, incluindo melhor direção e melhor roteiro adaptado.
Décadas depois, a história foi recontada em 1964, em uma versão dirigida por Don Siegel e estrelada por Lee Marvin, Angie Dickinson e Ronald Reagan (em seu último papel no cinema).
Assistido em 08/11/2025
Dois assassinos chegam numa cidadezinha para matar um homem, mas o estranho é que ele aceita tranquilamente a sua morte. Essa é a historia de "Os Assassinos", noir dirigido por Robert Siodmak.
Através de flashbacks, o filme conta a história do Sueco (Burt Lancaster), um lutador de boxe fracassado, que se envolve com a força da natureza chamada Ava Gardner (Kitty Collins) e pira na morena, mas se lasca feio. Perde uma garota bacana, perde o amigo, vai preso e acaba se juntando com uma cambada braba, que planeja aquele assalto dos bons para aposentar na vida.
Mas tudo se complica mais depois que a Força da Natureza, está envolvida com o líder da gangue, onde ela acaba usando suas forças no pobre rapaz, que morre logo no começo do filme, e a gente fica querendo entender os porquês...
Filmes noir são foda. Os elementos desse universo são eternos: o homem fracassado, o detetive misterioso, a femme fatale, crimes. Tudo envolto em mistério e enigmas, com paixões folgasses, traições, mortes. E Robert Siodmak, faz a festa nessa trama, que é um prato cheio pro genero.
A trama sobe e desce na linha temporal, mostrando as desventuras do Sueco, que o levou a morte, como também do detetive Jim Reardon (Edmond O’Brien), que por causa de uma merreca do seguro, acaba descobrindo o golpi e todos paranauês que levaram para o assassinato do ex boxeador.
O filme tem cenas excelentes! Burt Lancaster é galã, bate, apanha e vai pra cima, mas quando chega perto da Ava Gardner, o bichinho treme. Ava hipnotiza a gente com sua beleza, sensualidade, voz, pose tudo. O jeito que ela olha pros homens, entorta a vida de qualquer um deles, fora a língua de navalha. Corta que é uma beleza.
O desfecho do filme fica por conta do detetive Reardon, que rola na macumba tentando desvendar a morte do Sueco, os mandantes do crime, os assassinos e o dinheiro. Tudo isso com a personagem da Ava Gardner, mordendo a bunda dele. O final rende uns tiroteio dos bons, com direito a revelação clássica de filmes noir. Esse mundo preto & branco é dá hora! Eu queria se um noir.
clássico noir.
Esse pôster é de outro filme