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Data de lançamento
22 Ago. 1986Duração
Alameda dos Namorados, 1959. Johnny e sua namorada Palm estão fazendo o que é "natural" quando ele é distraído pela intensidade de uma luz misteriosa. Ele vai investigar o estranho fenômeno e nunca mais volta. Os oficiais do local encontram o corpo e passam a mantê-lo criogenicamente num tubo de esquife, onde permanece por 27 anos até uma fatídica noite de arrepios.
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Tenho lembrança deste filme numa exibição noturna na Tela Quente no finalzinho dos anos 80. Revisto algumas vezes depois de anos e agora novamente dei outra revisada. É incrível como nos anos 80 era exibido na TV aberta produções de baixo orçamento como esta, hoje era quase impossível. A canção romântica do The Platters caiu muito bem na proposta "romântica" inicialmente. O plot pode ser até absurdo manter um corpo humano entubado durante 27 anos. Mas isso é mero pretexto para muita diversão, tiros na cabeça, e bichos que rastejam e entram pelos orifícios do corpo. A extensão filmíca é curtinha, nem vemos o tempo passar. Boa sessão nostalgia 'Cine Trash' das boas! Divertidinho!
Não me convenceu.
Ver os parasitas se equipara a mesma sensação da tripofobia.
Com apenas quatro títulos como diretor, Fred Dekker tem um caso bem peculiar, que inclusive foi sua primeira obra, que é Noite dos Arrepios de 1986. Inicialmente não se dá muita coisa, mas conforme as coisas vão acontecendo, fica impossível não se divertir com essa trasheira, que mistura ficção, terror e comédia. Espectadores fãs dessas tranqueiras e saudosistas da década de oitenta, podem ir sem medo nesse, pois é um deleite para quem curte essa mistureba danada.
*** (Bom)
Night of the Creeps (1986), lançado no Brasil como Noite dos Arrepios, me surpreendeu — e me surpreendeu muito. É bem melhor do que eu esperava. O começo em preto e branco foi realmente bom, com uma ambientação do final da década de 50 interessante e muito bem construída, remetendo diretamente aos clássicos do cinema de horror e ficção científica da época. A transição do policial jovem do início para o experiente Detetive Cameron (Tom Atkins) funciona muito bem, ligando o jovem policial Cameron (Dave Alan Johnson) do prólogo a esse personagem mais calejado e cínico que acompanhamos no presente da narrativa.
Tom Atkins, aliás, rouba completamente a cena. Sua atuação no começo parece meio canastrona, quase exagerada, mas aos poucos vai se revelando um daqueles tipos badass, cheios de personalidade, sarcasmo e presença de tela. É aquele personagem clássico que segura o filme com facilidade e se torna um dos grandes pilares da história. O elenco de jovens também apresenta boas atuações, com destaque para Chris (Jason Lively), J.C. (Steve Marshall) e Cynthia (Jill Whitlow). Os três têm boas atuações, são peças principais no desenvolvimento do filme e funcionam muito bem como protagonistas. Existe carisma ali, e eles conseguem fazer você criar empatia, se importar com o que acontece e realmente torcer por eles.
A morte de J.C. (Steve Marshall), por exemplo, foi extremamente triste e é um personagem que faz falta durante os desdobramentos do filme. Dá para sentir claramente o vazio deixado por ele na dinâmica do grupo. Ainda assim, sendo racional, acho que ele com as muletas não seria de grande ajuda em determinados momentos e, mais cedo ou mais tarde, acabaria sendo uma presa fácil, o que torna sua ausência compreensível do ponto de vista narrativo, mesmo sendo emocionalmente pesada.
Também achei triste a ideia de sacrificarem o personagem do Detetive Cameron (Tom Atkins). Ele tinha muito potencial para uma possível continuação e foi um verdadeiro pilar para o desenvolvimento da história, tanto no aspecto dramático quanto no carisma e na condução da investigação. Sua perda deixa um impacto claro e reforça o tom pessimista do desfecho.
A história das criaturas é o ponto que mais deixa a desejar. Não é desenvolvida uma história sólida nem é mostrada claramente sua origem, o que enfraquece um pouco o conceito central. Porém, não sei se existe uma continuação que aprofunde isso, e esse final,
com algumas criaturas sobrevivendo, indo em direção ao cemitério, e uma nave pairando no céu, deixa tudo em aberto e claramente proposital, sugerindo algo maior por trás daquele caos.
Só achei estranho que, ao invés de o detetive levar apenas o Chris (Jason Lively) com ele para resolver o problema, ele não tenha chamado alguns policiais também, o que tornaria a situação minimamente mais plausível.
Assistido em 06/01/2026