A Gai Wak de 1983, no Brasil Projeto China, eu gostei. Tem boas cenas de luta, boas cenas de comédia — essa mistura que moldou a carreira de Jackie Chan.
Tem bons personagens secundários, alguns que eu acho que deveriam ser mais explorados. E tem o Gordo (Sammo Kam-Bo Hung), que quando entra em cena o filme já melhora com sua presença. É talvez o melhor coadjuvante desses filmes chineses de Jackie Chan.
Uma coisa que me chama atenção é que, na China, a polícia só precisa recrutar os melhores lutadores, né? Eles não resolvem quase nada com arma; é tudo na base da luta. A trama fica em segundo plano. Às vezes a gente nem lembra a motivação dos personagens, pois o que interessa é a pancadaria e as cenas cômicas que se intercalam.
No geral, um filme divertido, típico do estilo que consagrou Jackie Chan, com boa dose de ação e humor.
The Devil’s Mask de 1946, no Brasil Máscara Diabólica, eu achei que tinha potencial. A história é chamativa e interessante, porém, ao desenrolar, o roteiro ficou meio bagunçado e complexo. Os personagens também me pareceram um pouco sem carisma.
Atrapalhou também o fato de não ter nenhum ator ou rosto conhecido. Achei o filme apenas em uma qualidade muito baixa e, mesmo sendo curto — o que é um ponto positivo —, pareceu ser maior do que realmente era.
No geral, um filme com premissa interessante, mas prejudicado pelo desenvolvimento confuso, pela falta de carisma do elenco e pela péssima qualidade da cópia.
Clifton Webb era gigante. Porém, achei seu personagem um tanto quanto soberbo durante a maior parte do filme, embora suas intenções fossem boas.
Interessante o tema tratado sobre o abandono dos idosos e como eles mesmos, muitas vezes, abandonam a si próprios e são levados a acreditar que, por estarem velhos, estão definhando e apenas esperando a morte — deixando de aproveitar o resto da vida com certa leveza. A intenção de Mr. Belvedere (Clifton Webb) é boa
Porém, esse estilo clássico de comédia, usado até hoje, em que tudo melhora e depois os personagens descobrem que se tratava de uma farsa — mesmo com boas intenções —, virando a cara para o personagem principal no último terço do filme, somente para voltar a ter um final mais feliz no encerramento, é clássico e continua sendo usado.
Foi bem triste ver a decepção dos idosos e a forma como tudo foi descoberto. Preferia que o próprio Mr. Belvedere tivesse falado com eles e mostrado que era tudo uma questão psicológica.
Seria muito melhor. Mas tudo bem: não deixa de ser bom, e todos os velhinhos são extremamente carismáticos, cada um com suas personalidades diferentes.
É uma pena um filme assim não ser colorido e não ter uma boa imagem. Assisti em 360p, e foi bem difícil. Acho que a experiência seria bem melhor. Até porque esse filme é quase impossível de achar, ainda mais em uma qualidade boa. Tive que usar IA para traduzir as legendas, que também não se encontram em português.
No geral, um filme simpático e com boa mensagem, sustentado pelo carisma de Clifton Webb e pelo elenco de idosos bem construído, mesmo com algumas escolhas de roteiro previsíveis.
Appointment in Honduras de 1953, no Brasil Almas Selvagens, é bem mais ou menos. Sinceramente, nenhum personagem foi carismático o suficiente para eu me envolver na trama ou sequer torcer por eles. E olha que até tem um bom elenco principal, com Glenn Ford, Ann Sheridan e Zachary Scott.
Mas mesmo com esse trio competente, acho que os papéis são bem simples e pouco desenvolvidos. O filme não tem muito atrativo, a não ser as imagens da natureza, os animais etc. Porém, como eu assisti em uma qualidade baixa — pois foi o que consegui achar —, nem isso valeu tanto a pena.
No geral, um filme mediano, com elenco de peso mal aproveitado e pouco envolvimento emocional.
Voodoo Man de 1944 é um filme curto, simples, porém eficiente no que se propõe. A história não tenta ser grande demais e funciona bem dentro do seu tempo reduzido. Tem poucos personagens pontuais, e todos encaixam muito bem na trama, sem sobrar nem parecer deslocados.
Destaque para Bela Lugosi, que sempre rouba a cena, seja o papel que for. Aqui não é diferente. Ele carrega o filme com presença, voz e aquele ar ameaçador característico. Além disso, a beleza de todas as mulheres da trama se destaca, apesar de eu achar todas meio padrãozinho.
O final do Dr. Marlowe (Bela Lugosi) foi meio patético: ele manda os policiais recuarem e eles realmente recuam, mesmo estando armados; em seguida ele pega um facão, ameaça jogar neles e acaba morrendo crivado de balas, enfim se juntando à sua esposa falecida.
Achei essa atitude dele meio teatral e forçada, mas isso não diminui o impacto geral do filme e nem a atuação soberba de Lugosi. Como disse, ele sempre rouba a cena — até nos menores papéis que já vi ele fazer — com seus olhares, trejeitos e estilo ameaçador.
Também temos a presença de George Zucco e John Carradine. Mesmo em papéis menores, os dois contribuem bastante com a coadjuvância e ajudam a sustentar o clima do filme. E a piada de Ralph (Michael Ames) no final, sugerindo o próprio Lugosi para interpretar o feiticeiro, fecha a história com um bom toque de comédia e metalinguagem.
No geral, um filme simples e direto, bem resolvido dentro das suas limitações, sustentado principalmente pela presença marcante de Bela Lugosi e por um elenco coadjuvante competente.
Murder by Decree de 1979, no Brasil Assassinato por Decreto, é um filme decepcionante pra mim. Apesar de ter boa ambientação e dois bons atores — Christopher Plummer, que eu achei fisicamente uma boa escolha para interpretar Holmes, e a lenda James Mason como Watson, que também me agradou —, o filme não me convenceu por completo.
A ambientação é boa, porém não me agradaram algumas coisas. Achei a história mais longa do que deveria, com muitas cenas longas sem diálogos ou excessivamente prolongadas sem necessidade.
A trama envolvendo a monarquia por trás dos assassinatos, além do Jack, o Estripador, praticamente não ser uma pessoa física ou o assassino famoso que se conhece, mas tudo fazer parte de um plano para não sujar o nome da monarquia, me desagradou. E de quebra, esse final com todos que fizeram a merda saindo impunes me irritou bastante.
Mesmo achando que tinha potencial para ser melhor, o conjunto acabou me decepcionando. No geral, um filme com boa proposta, elenco competente e atmosfera sólida, mas prejudicado pelo ritmo arrastado, pela abordagem da trama e por um desfecho insatisfatório.
Captive Wild Woman de 1943, no Brasil A Mulher Fera. Bem fraquinho. Acho que até tinha potencial para ser melhor, mas pelo filme ser curto, acho que está ok.
Boa participação de John Carradine e, principalmente, de Acquanetta. Além de estar belíssima, ela tem uma personagem interessante, mas mal aproveitada e sem falas. Tem muitas poucas interações e acho que poderia ter sido melhor desenvolvida.
No geral, um filme menor da Universal, com alguns pontos de interesse no elenco, mas pouco desenvolvimento e resultado fraco.
Shaft de 1971. O personagem-título é muito bom. A personalidade dele, o jeito de agir, as falas e a postura em cena funcionam muito bem. Shaft (Richard Roundtree) tem presença, carisma e uma atitude própria que se destaca. Gostei bastante e acho que o personagem daria uma série, ou até um remake bem feito, porque tem material de sobra para ser explorado.
Porém, acho que o filme tem certas cenas longas sem necessidade. Há várias sequências de Shaft caminhando pela cidade com a trilha sonora de fundo. Eu entendo a intenção e até gosto do estilo, da construção de atmosfera e da identidade visual da época. Porém, quando o final do filme é tão apressado e mal desenvolvido como foi aqui, essas cenas acabam se tornando uma perda de tempo em um momento errado. O desfecho foi meio abrupto.
Faltavam cerca de 4 minutos para acabar o filme e eles ainda não tinham executado a missão. Não gosto desses finais secos. Prefiro mais desenvolvimento, especialmente quando o final é positivo para os protagonistas. Acho que essa vitória poderia ter sido melhor explorada, com mais tempo de tela para o personagem colher os louros do que conquistou.
Ah, e Isaac Hayes é foda, mestre demais. A trilha eleva o filme e se tornou icônica por um motivo. Porém, como disse, algumas escolhas de ritmo poderiam ter sido diferentes. O filme tinha potencial para ser ainda melhor se equilibrasse melhor as sequências de ambientação com um desfecho mais trabalhado. Ainda assim, não deixa de ser um bom filme.
No geral, um clássico com um protagonista carismático, trilha sonora marcante e personalidade própria, mesmo pecando no ritmo em alguns momentos e num final apressado demais para o que a história merecia.
Halloween H20: Twenty Years Later de 1998, no Brasil Halloween H20: Vinte Anos Depois. O começo, com a cena de abertura, é bom. Porém o restante do filme, até pouco mais de uma hora, é monótono. Tudo bem que é pra contextualizar a passagem de tempo e mostrar a vida de Laurie, de seu filho John (Josh Hartnett), etc., mas é muito chato, com excesso de jumpscares. Toda vez que algum personagem vai encontrar outro, eles se trombam distraidamente e tem um jumpscare maldito.
Foi burrice demais, e ainda por cima ruim de mira, pois ele não estava morto — que, aliás, foi a primeira impressão que eu tive naquele momento. Ele não merecia morrer. Melhor personagem do filme.
Tem uma frase da Laurie em que Will pergunta o que ela vai fazer agora que Michael voltou e ela diz: “Sobreviver.” E é exatamente essa ideia que a franquia passa. Que Michael só aparece nesse dia e que parece que, à meia-noite, quando acaba o dia 31, ele simplesmente olha pro relógio e fala “é por hoje, deu” e vai embora descansar pro ano que vem.
Uma cena no final em que Laurie está com uma pedra na mão, após fechar o portão, ela chuta o vidro onde estava o machado. Totalmente forçado, só para mostrar que naquele momento ela tava badass.
E pra fechar com chave de ouro, a cena final em que eles quase dão as mãos e, finalmente, cortando a cabeça de Michael — que obviamente não vai adiantar também. Mas eu sempre me questionei por que ninguém nunca desmembrou esse fdp. Pqp, 7 filmes e ainda não fizeram isso. Mas óbvio que, como Jason, não adianta nada. Porém seria plausível.
No geral, um retorno decente da franquia, com bons momentos na segunda metade, mesmo com um começo arrastado e algumas escolhas questionáveis.
Dr. Terror's House of Horrors de 1965, no Brasil As Profecias do Dr. Terror. É competente. Tem um bom elenco, com Peter Cushing muito bem no papel de Dr. Terror, auxiliado pelo seu parceiro de longa data Christopher Lee, além da presença de Donald Sutherland.
Algumas histórias são interessantes, outras um tanto quanto viajadas. Mas o melhor é o clima de suspense para saber o final, e a dinâmica entre eles no vagão do trem.
A parte em que Duncan Bleek (Alan Mowbray) conversa com Watson (Nigel Bruce) e fala sobre a Índia já dá para sabermos que ele é o possível culpado. Mas o melhor foi o final. A trama com um falso policial McDonald (Boyd Davis), e tudo isso ser plano B de Sebastian Moran/Duncan Bleek caso seu plano principal desse errado, foi excelente. Lestrade (Dennis Hoey) ajudando e sendo levado por engano no lugar de Moran/Bleek como culpado, além de prender os ajudantes dele, foram uma ótima sacada.
Basil Rathbone é insuperável como Holmes. Não tem disputa. Agora, mesmo eu também achando Nigel Bruce o melhor Watson, é bem triste como tiram ele para alívio cômico e o transformam em um otário em todo filme.
A parte que lava a alma é quando ele dá um soco no estômago de Moran/Bleek e ele cai no chão.
Outro ponto negativo é tantos possíveis suspeitos que desaparecem do nada e não aparecem mais na trama, como Vivian Vedder (Renee Godfrey) e o Professor Kilbane (Frederick Worlock). Parece que foram esquecidos, em especial a dona do diamante, Margaret (Mary Forbes).
No geral, um ótimo episódio da série, com boa tensão, um desfecho inteligente e a sempre impecável presença de Basil Rathbone como Holmes.
The Ghost Ship de 1943, no Brasil O Navio Fantasma. Excelente thriller psicológico, com uma tensão que só cresce até chegar ao ápice. Gostei mais do que eu esperava.
A ambientação e o clima de mistério são muito bons e ajudam a manter o espectador preso do começo ao fim. O navio vira quase um personagem a mais, fechado, opressivo e carregado de desconfiança. Os dois personagens principais e a relação entre eles são interessantes. O jeito como a história começa e a forma como a tensão vai se criando e crescendo funcionam muito bem.
Aos poucos a gente sente o peso da autoridade do capitão e a solidão de quem tenta questioná-lo. Gostei do papel de Finn (Skelton Knaggs)
Ele tem uma presença estranha e marcante, mas achei que deveria ter tido mais tempo de tela durante o filme, já que só ganha certo destaque no final. Triste pela morte de Sparks (Edmund Glover). Acho que naquele ponto todos deveriam ter ficado com um pé atrás contra o capitão Stone (Richard Dix) e a favor de Merriam (Russell Wade). Porém isso não acontece. Finn entrega o papel que Sparks tinha para Bowns (Ben Bard), que começa a acreditar em Merriam. Mas não vemos a resolução disso e nem sequer algum tipo de retratação de quem desacreditou de Merriam depois. Acho que o filme peca nisso. Poderiam ter aumentado uns 5 minutos para algum tipo de reconhecimento ou retratação de todos que duvidaram. Falta esse fechamento emocional e moral.
Outro ponto positivo foi que temos poucos personagens em evidência. Apesar de uma tripulação grande, são poucos que se destacam e têm falas ou tempo de tela considerável. E todos são bem distintos, o que ajuda a reconhecer e se familiarizar com eles. Essa escolha deixa a história mais clara e a tensão mais focada.
No geral, um ótimo thriller psicológico de atmosfera, com tensão bem construída, personagens marcantes e um clima sombrio que funciona muito bem. Peca apenas em não dar um desfecho mais completo para quem
Lady of Burlesque de 1943, no Brasil A Morte Dirige o Espetáculo. Filme simples, com uma trama que não me prendeu de verdade. A história até tenta criar mistério e tensão nos bastidores do teatro, mas acaba diluída. Acho que tem muitos personagens e o filme acaba por não desenvolver nenhum direito. Vários aparecem, geram certa expectativa, mas ficam pela metade e não ganham profundidade suficiente para importar de fato.
A melhor coisa desse filme é Barbara Stanwyck. Ela carrega as cenas com presença e naturalidade. Além dela, algumas piadas dos comediantes funcionam e trazem leveza. Alguns têm certo carisma, mas, como disse, não são desenvolvidos a ponto de terem o potencial aproveitado. Falta tempo e atenção para que esses personagens secundários realmente se destaquem. O filme também poderia ser mais curto, já que não desenvolveram os personagens da maneira correta. Em alguns momentos o ritmo pesa e a história se arrasta sem necessidade.
Barbara Stanwyck, que eu já conhecia e gostava, a partir desse filme acho que me cativou ainda mais. Estou achando ela muito carismática e linda. Tem uma força e um charme naturais que dominam a tela. Acho que me apaixonei por alguém que já morreu antes de eu nascer.
No geral, um filme mediano, que se salva principalmente pela presença magnética de Barbara Stanwyck e por alguns momentos de humor. Sem ela, dificilmente se sustentaria.
Master Minds de 1949. É bom dentro do que se propõe. Tem algumas boas cenas cômicas que funcionam no ritmo leve da trama, mas nada que realmente arranque gargalhadas. O humor é típico da série e se sustenta mais pelo carisma do elenco do que por grandes piadas.
A ambientação sombria da casa Forsythe é muito boa. O clima carregado do local ajuda bastante a misturar comédia e terror de forma convincente e dá peso às cenas mais tensas. Destaque para as previsões de Sach (Huntz Hall), que trazem um elemento diferente e divertido para a história. A presença do chefe Slip (Leo Gorcey) continua sendo um dos pilares da dinâmica do grupo.
O Dr. Druzik (Alan Napier) e seus assistentes Hugo (Skelton Knaggs) e Otto (William Yetter) agregam bem a parte do terror que a trama traz. Eles ajudam a criar a ameaça necessária para equilibrar o tom cômico. O monstro Atlas (Glenn Strange), apesar de não ter sua história e motivação bem desenvolvidas, tem um bom visual para a época e cumpre o papel de figura ameaçadora dentro do filme.
Temos a participação também do pai de Leo Gorcey, Bernard Gorcey, como Louie, o que sempre adiciona um toque familiar e caricato à série.
No geral, um filme divertido dentro do estilo dos Bowery Boys, com boa ambientação, elementos de terror competentes e o humor característico do grupo. Não inova, mas entrega exatamente o que se espera desse tipo de produção.
They Made Me a Criminal de 1939, no Brasil Tornaram-me um Criminoso. Filmaço! Como a antiga Hollywood sabia o que fazer com tão pouco, né? Apenas roteiro, enredo, bons atores de verdade e desenvolvimento de personagens e relações.
Johnnie (John Garfield) sofre uma injustiça. Mesmo que sua mentira tenha sido baixa, acho que ele não merecia o que viria a seguir — não só pela acusação, mas pela traição de seu empresário e de sua garota Goldie (Ann Sheridan). Porém, ele acaba dando certa sorte e saindo “ileso” de tudo isso. Acaba cruzando seu caminho com Peggy (Gloria Dickson) e as crianças, interpretadas pelos Bowery Boys, que não são nem mencionados por aqui e a maioria nem aparece listada no elenco na página.
Mas essa parte é, de longe, a melhor do filme. Mesmo ocorrendo paralelamente com a investigação de Phelan (Claude Rains) —
que, resumindo, era um policial que já tinha cometido uma injustiça antes e agora queria provar ao seu chefe e ao departamento que agora ele estava certo e todos eles estavam errados, para acabar com as humilhações que sofria. Você acaba esquecendo de toda a trama policial por um momento, tamanho é a identificação de Johnnie com as crianças e como a sua relação com Peggy e a Vovó (May Robson) se desenvolvem.
No final, acho que Phelan percebe que talvez ele cometesse outro erro. Se fizesse o que poderia parecer certo até aquele momento — incriminar Johnnie, mesmo que talvez ele fosse inocente —, ele não passaria batido no sistema e seria condenado. Após uma conversa entre os dois sobre os fatos e atenuantes, ele decide deixar Johnnie continuar “fugido” e seguir sua consciência, tendo quase certeza de que Johnnie era inocente, visto que ele era canhoto e o repórter tinha sido morto por um destro.
Acho que só faltou uns 10 minutos a mais para vermos Johnnie com Peggy, eles conseguindo ter uma vida próspera juntos com o posto que tanto sonharam, e claro, com as crianças juntos, em especial Tommy (Billy Halop).
No geral, um filme marcante, com ótimo desenvolvimento de personagens, relações genuínas e aquele talento clássico de Hollywood para contar histórias fortes com simplicidade e emoção.
Night Without Sleep de 1952. Pô, lamentavelmente eu achei uma legenda que sempre saía de sincronia e a imagem muito ruim. Não acho esse filme em uma qualidade minimamente aceitável em lugar nenhum.
Dito isso, acho que o filme tinha potencial para ser melhor. A narrativa é bagunçada e eu me perdi um pouco na ordem cronológica das coisas. Achei o final bem ruim. Poderia ter sido mais esclarecedor e, assim, poderíamos ver Dick (Gary Merrill)
pagando pelo que fez em tela, já que isso fica apenas subentendido.
Tudo bem que talvez o filme seja melhor do que eu estou falando aqui. Porém, como disse, a minha experiência foi bem prejudicada e, pelo que vi, é isso.
No geral, um filme com potencial, mas prejudicado tanto pela qualidade técnica da cópia quanto por uma narrativa confusa e um desfecho pouco satisfatório.
Halloween: The Curse of Michael Myers de 1995, no Brasil Halloween 6: A Última Vingança. O filme tem uma história interessante, mas ela não me convence. Esse é o sexto filme da franquia, e toda essa mitologia não foi pensada anteriormente. Foi só uma brecha encontrada para continuar uma franquia caça-níquel. Se todos os filmes fizessem parte de uma história cronologicamente pronta desde o início, seria mais convincente. Dessa maneira, confesso que me desanima. Mesmo assim, eu assisto porque, se comecei a franquia, tenho que ver até o final. Já sabendo de tudo isso, tento relevar.
A história em si é interessante, apesar de complexa. Obviamente eles inventam várias fitas para tentar fazer sentido. Jamie (J.C. Brandy) aparece mais velha e agora com um filho.
Surge uma trama de sacrifício, de controle sobre Michael Myers, e todo um papo sobre encerrar o ciclo dele e passar a mesma maldição para outra criança. Tem culto, rituais, a ideia de que Michael não é só o mal puro, mas alguém amaldiçoado e manipulado. Enfim, ninguém liga pra isso, né? Acho que a maioria só quer sentir o clima e ver Michael matando gente.
Nesse quesito o filme é mediano. Tem seus momentos de tensão e algumas mortes, mas nada demais. A ambientação, como sempre nos filmes da franquia, é muito boa, em especial nas cenas de dia, que conseguem manter aquele ar sombrio e familiar de Haddonfield.
Vale pela presença sempre marcante de Donald Pleasence como Loomis. Ele morreu em 1995, o mesmo ano em que o filme saiu, e a produção é dedicada a ele. Sua dedicação ao personagem continua sendo um dos pontos altos da série.
No geral, um capítulo irregular da franquia. Tenta expandir a mitologia de Michael Myers de forma ambiciosa, mas acaba soando forçado por não ter sido planejado desde o começo. Ainda assim, entrega o básico do que se espera de um Halloween e se segura graças ao clima e à presença
Night Monster de 1942. Bom filme, com uma atmosfera sombria muito boa. O clima pesado e misterioso funciona do começo ao fim e ajuda a sustentar o interesse. São poucos personagens, mas todos estão ali por algum motivo e têm seu contexto dentro da trama. Nenhum parece sobrar, e isso faz com que o elenco curto seja bem aproveitado.
Já dava pra notar quem era o culpado naquela cena de materialização. O filme entrega algumas pistas claras. Porém, o que eu não contava era que Agor Singh (Nils Asther) seria quem mataria Kurt Ingston (Ralph Morgan). Achei que Agor Singh seria uma espécie de tutor ou guia para Kurt, e que este tinha noção de todas as mortes. Essa reviravolta surpreende e muda a leitura de algumas cenas anteriores. A cena em que Ingston ataca na ponte, da pra ver claramente a luva simulando a mão do monstro.
A personagem Margaret Ingston (Fay Helm) ter morrido foi o ponto negativo do filme. Acho que ela poderia ter escapado. Preferia que só tivesse morrido aquela governanta chata pra caralho, que realmente irritava.
Achei que ele seria o último dos médicos a serem mortos, justamente por ser um ator de mais renome dentro do gênero. Mas foi o primeiro a ir pro saco, o que quebra um pouco a expectativa de quem conhece o elenco da Universal.
Destaque também para a presença do aqui coadjuvante Bela Lugosi. Mesmo em um papel secundário, toda cena em que ele entra ele entrega algo, nem que seja alguma expressão interessante ou um olhar carregado. Era um grande ator.
Aqui, mesmo como um mordomo que começa meio suspeito, ele rende bem e funciona como um coadjuvante de luxo, elevando o nível das cenas em que aparece.
No geral, um bom filme de mistério e horror, com atmosfera sólida, elenco bem aproveitado e algumas surpresas na trama que mantêm o interesse até o final.
Born Yesterday de 1950, no Brasil Nascida Ontem. Filme muito bom, apesar de um pouco longo. Mas quando as coisas começam a desenrolar, parece que ele engrena e passa mais rápido. Não conhecia Judy Holliday. Sua atuação convincente no papel de uma loira pouco inteligente, que vai despertando e ganhando conhecimento aos poucos, é muito boa. As piadas e os diálogos que isso gera também funcionam bem.
Interessante como uma comédia romântica começa a se tornar algo mais sério com o desenrolar do aprendizado de Billie (Judy Holliday). Conforme ela compreende os fatos que a cercavam, o filme ganha mais peso.
Não fica muito explícito todos os trambiques que Harry (Broderick Crawford) estava arquitetando, porém fica claro que eram manobras ilegais e no mínimo questionáveis.
A relação de Billie com Paul (William Holden) e o aprendizado dela acho que são o grande motor do filme. É o que move e prende a história. Ver Harry o tempo todo esbravejando, gritando e sendo um porco sem educação me irritou. E o pior de tudo é quando ele bate nela e ainda age como se estivesse fazendo um favor ao aceitá-la de volta.
Enfim, o filme é interessante, nada demais. Acho que a comédia é sutil e não vai arrancar gargalhadas. Porém, o melhor, na minha opinião, é a mensagem sobre o aprendizado. A frase de Paul é algo que eu sempre pensei e acho que é a melhor do filme: “É uma espécie de causa. Quero que todos sejam inteligentes. Eu quero que eles sejam tão inteligentes quanto eles podem ser. Um mundo cheio de pessoas ignorantes é muito perigoso para se viver.”
No geral, um bom filme de época, com uma atuação marcante de Judy Holliday e uma mensagem que ainda ecoa.
Dead Man's Eyes de 1944, no Brasil Olhos do Homem Morto. Bom filme, com uma trama interessante e bem amarrada. A forma como os acontecimentos se conectam e se resolvem é algo que a antiga Hollywood sabia fazer muito bem — e o que é a verdadeira alma desses filmes de mistério. Essa capacidade de amarrar pontas e manter a coerência narrativa faz muita falta nos dias de hoje, em que muitas produções deixam furos ou resoluções apressadas.
Alinhado a isso, temos a boa atuação de Lon Chaney Jr., sempre competente em seus papéis. Ele carrega bem o protagonista e transmite a angústia e a tensão do personagem de forma convincente. O elenco é curto, mas bem escolhido e competente. Os coadjuvantes cumprem seus papéis sem sobrar nem faltar, ajudando a sustentar a história e a manter o ritmo.
Também tem a beleza sombria de Acquanetta como Tanya. Sua presença contribui bastante para o clima do filme, trazendo um ar misterioso e sedutor que combina com o tom da trama.
No geral, um mistério bem construído, com boa condução narrativa, atuações sólidas e aquele capricho clássico da Universal na época. Um filme que se segura tanto pela história quanto pelo clima que consegue criar.
Baby Face de 1933, no Brasil Serpente de Luxo. Bom filme, com uma magnética Barbara Stanwyck que rouba a cena em todos os momentos. Os personagens masculinos acabam ficando secundários perante a sua atuação. Ela carrega o filme com uma presença forte, calculista e ao mesmo tempo fascinante, tornando Lily uma protagonista impossível de ignorar.
O verdadeiro par romântico dela, Trenholm (George Brent), só entra em cena no final do filme e aparece muito pouco. A construção do relacionamento entre os dois fica prejudicada por essa entrada tardia.
O desfecho, apesar de apressado e de eu achar que poderia ter gastado mais algum tempo para desenvolver e dar mais conexão ao casal, é convincente e, de certa maneira, feliz para Lily (Barbara Stanwyck). Ela encontra algum tipo de redenção e estabilidade, o que fecha a trajetória da personagem de forma satisfatória dentro do tom do filme.
No geral, um filme marcado pela presença avassaladora de Barbara Stanwyck, que domina a tela com autoridade e carisma. Mesmo com limitações no desenvolvimento
The Pink Panther 2 de 2009, no Brasil A Pantera Cor de Rosa 2. Esse foi superior ao anterior. Steve Martin está muito bem no papel de Clouseau e entrega bons momentos.
O Dream Team traz mais coadjuvantes interessantes para a trama, com destaque para Vicenzo (Andy Garcia). Mesmo que os outros fiquem abaixo, não tenham muita personalidade nem carisma, além de serem estereotipados. Além disso, o filme desenvolve melhor a relação com Ponton (Jean Reno):
eles ficam mais próximos e até moram juntos, com a adição dos filhos de Ponton fazendo um papel semelhante ao que o Cato fazia no original. A relação com Nicole (Emily Mortimer) também engrena de verdade e finalmente eles consumam a relação, se casando.
Tem cenas muito boas. A do restaurante é uma delas.
E a forma como Clouseau desvenda o crime é meio forçada, mas mostra uma inteligência de um personagem que talvez não ligaria esses pontos com tanta facilidade.
Apesar de Peter Sellers ser inalcançável como Clouseau, Steve Martin vai bem e entrega bons momentos de humor.
No geral, uma continuação mais divertida e melhor resolvida que a anterior, com relações mais desenvolvidas e um elenco coadjuvante que agrega bastante.
Dillinger and Capone de 1995, no Brasil Dillinger & Capone: A Era dos Gângsters. Eu gostei, apesar de achar às vezes arrastado. Porém isso não atrapalha a qualidade do filme.
Ambos os atores que interpretam os personagens-título estão muito bem. Capone (F. Murray Abraham), já louco pela sífilis, ficou muito bom, apesar de eu achar os dois atores nada parecidos com os personagens reais e isso me desagradar um pouco. A atuação em si foi boa, em especial a de Martin Sheen como John Dillinger, que carrega bem o protagonismo.
A gangue que eles montam tem certo carisma, mas não é bem desenvolvida. O melhor personagem é Cecil (Stephen Davies), com toda a sua educação se metendo no meio dos bandidos. O final dele e o de Dillinger são ambos bons. Queria melhor sorte para os outros, porém o desfecho fecha a história de forma satisfatória dentro do que o filme se propõe.
No geral, um filme divertido de gângsteres, com boas atuações nos papéis principais e alguns personagens secundários que se destacam, mesmo com um ritmo irregular e pouco desenvolvimento da gangue.
The Seven-Per-Cent Solution de 1976, no Brasil Visões de Sherlock Holmes. Tem seus pontos positivos, mas confesso que a história não me prendeu. O ritmo e o desenvolvimento da trama acabam não envolvendo o suficiente, e isso pesa bastante na experiência.
Pior ainda: acho que o grande Robert Duvall não tem o porte físico para ser Watson. A escolha simplesmente não casou com a imagem clássica do personagem. E isso não é culpa de Duvall, que é um ator excelente, mas sim de quem o escolheu para o papel. Até Nicol Williamson como Holmes não me agradou. Basil Rathbone jogou o sarrafo lá em cima, e já seria difícil qualquer um chegar perto. Achei a interpretação aquém do que esperava.
Laurence Olivier como Prof. Moriarty foi um desperdício. O personagem acaba quase passando batido, pois não chega nem a ser um coadjuvante de verdade nesse filme. Ele funciona mais como pano de fundo e é mais citado do que realmente aparece em cena, o que é uma pena considerando o peso do ator e do vilão.
Alan Arkin como Freud está muito bem. Não conheço muito de Freud além do básico, portanto não posso falar de semelhanças com a figura real, mas a atuação me agradou e traz um certo frescor para a história.
A narrativa poderia ter sido melhor aproveitada. Tem bastante tempo gasto em cenas demasiadamente longas —
vide a sequência dos cavalos e a do trem, por exemplo
—, que alongam o filme sem agregar tanto quanto poderiam.
No geral, um filme com nomes pesados e algumas boas ideias, mas que peca no ritmo, nas escolhas de elenco para os papéis clássicos e no aproveitamento de figuras importantes como Moriarty.
Projeto China
3.8 54 Assista AgoraA Gai Wak de 1983, no Brasil Projeto China, eu gostei. Tem boas cenas de luta, boas cenas de comédia — essa mistura que moldou a carreira de Jackie Chan.
Tem bons personagens secundários, alguns que eu acho que deveriam ser mais explorados. E tem o Gordo (Sammo Kam-Bo Hung), que quando entra em cena o filme já melhora com sua presença. É talvez o melhor coadjuvante desses filmes chineses de Jackie Chan.
Uma coisa que me chama atenção é que, na China, a polícia só precisa recrutar os melhores lutadores, né? Eles não resolvem quase nada com arma; é tudo na base da luta. A trama fica em segundo plano. Às vezes a gente nem lembra a motivação dos personagens, pois o que interessa é a pancadaria e as cenas cômicas que se intercalam.
No geral, um filme divertido, típico do estilo que consagrou Jackie Chan, com boa dose de ação e humor.
Assistido em 08/10/2026
Máscara Diabólica
2.6 1 Assista AgoraThe Devil’s Mask de 1946, no Brasil Máscara Diabólica, eu achei que tinha potencial. A história é chamativa e interessante, porém, ao desenrolar, o roteiro ficou meio bagunçado e complexo. Os personagens também me pareceram um pouco sem carisma.
Atrapalhou também o fato de não ter nenhum ator ou rosto conhecido. Achei o filme apenas em uma qualidade muito baixa e, mesmo sendo curto — o que é um ponto positivo —, pareceu ser maior do que realmente era.
No geral, um filme com premissa interessante, mas prejudicado pelo desenvolvimento confuso, pela falta de carisma do elenco e pela péssima qualidade da cópia.
Assistido em 07/10/2026
O Gênio no Asilo
3.5 1Mr. Belvedere Rings the Bell de 1951, no Brasil O Gênio no Asilo, é um bom filme,
com um final igualmente bonito.
Interessante o tema tratado sobre o abandono dos idosos e como eles mesmos, muitas vezes, abandonam a si próprios e são levados a acreditar que, por estarem velhos, estão definhando e apenas esperando a morte — deixando de aproveitar o resto da vida com certa leveza. A intenção de Mr. Belvedere (Clifton Webb) é boa
e tem um ótimo resultado.
Porém, esse estilo clássico de comédia, usado até hoje, em que tudo melhora e depois os personagens descobrem que se tratava de uma farsa — mesmo com boas intenções —, virando a cara para o personagem principal no último terço do filme, somente para voltar a ter um final mais feliz no encerramento, é clássico e continua sendo usado.
Foi bem triste ver a decepção dos idosos e a forma como tudo foi descoberto. Preferia que o próprio Mr. Belvedere tivesse falado com eles e mostrado que era tudo uma questão psicológica.
Seria muito melhor. Mas tudo bem: não deixa de ser bom, e todos os velhinhos são extremamente carismáticos, cada um com suas personalidades diferentes.
É uma pena um filme assim não ser colorido e não ter uma boa imagem. Assisti em 360p, e foi bem difícil. Acho que a experiência seria bem melhor. Até porque esse filme é quase impossível de achar, ainda mais em uma qualidade boa. Tive que usar IA para traduzir as legendas, que também não se encontram em português.
No geral, um filme simpático e com boa mensagem, sustentado pelo carisma de Clifton Webb e pelo elenco de idosos bem construído, mesmo com algumas escolhas de roteiro previsíveis.
Assistido em 07/10/2026
Almas Selvagens
2.5 6 Assista AgoraAppointment in Honduras de 1953, no Brasil Almas Selvagens, é bem mais ou menos. Sinceramente, nenhum personagem foi carismático o suficiente para eu me envolver na trama ou sequer torcer por eles. E olha que até tem um bom elenco principal, com Glenn Ford, Ann Sheridan e Zachary Scott.
Mas mesmo com esse trio competente, acho que os papéis são bem simples e pouco desenvolvidos. O filme não tem muito atrativo, a não ser as imagens da natureza, os animais etc. Porém, como eu assisti em uma qualidade baixa — pois foi o que consegui achar —, nem isso valeu tanto a pena.
No geral, um filme mediano, com elenco de peso mal aproveitado e pouco envolvimento emocional.
Assistido em 06/10/2026
Voodoo Man
3.8 3 Assista AgoraVoodoo Man de 1944 é um filme curto, simples, porém eficiente no que se propõe. A história não tenta ser grande demais e funciona bem dentro do seu tempo reduzido. Tem poucos personagens pontuais, e todos encaixam muito bem na trama, sem sobrar nem parecer deslocados.
Destaque para Bela Lugosi, que sempre rouba a cena, seja o papel que for. Aqui não é diferente. Ele carrega o filme com presença, voz e aquele ar ameaçador característico. Além disso, a beleza de todas as mulheres da trama se destaca, apesar de eu achar todas meio padrãozinho.
O final do Dr. Marlowe (Bela Lugosi) foi meio patético: ele manda os policiais recuarem e eles realmente recuam, mesmo estando armados; em seguida ele pega um facão, ameaça jogar neles e acaba morrendo crivado de balas, enfim se juntando à sua esposa falecida.
Também temos a presença de George Zucco e John Carradine. Mesmo em papéis menores, os dois contribuem bastante com a coadjuvância e ajudam a sustentar o clima do filme. E a piada de Ralph (Michael Ames) no final, sugerindo o próprio Lugosi para interpretar o feiticeiro, fecha a história com um bom toque de comédia e metalinguagem.
No geral, um filme simples e direto, bem resolvido dentro das suas limitações, sustentado principalmente pela presença marcante de Bela Lugosi e por um elenco coadjuvante competente.
Assistido em 06/10/2026
Assassinato por Decreto
3.7 11Murder by Decree de 1979, no Brasil Assassinato por Decreto, é um filme decepcionante pra mim. Apesar de ter boa ambientação e dois bons atores — Christopher Plummer, que eu achei fisicamente uma boa escolha para interpretar Holmes, e a lenda James Mason como Watson, que também me agradou —, o filme não me convenceu por completo.
A ambientação é boa, porém não me agradaram algumas coisas. Achei a história mais longa do que deveria, com muitas cenas longas sem diálogos ou excessivamente prolongadas sem necessidade.
A trama envolvendo a monarquia por trás dos assassinatos, além do Jack, o Estripador, praticamente não ser uma pessoa física ou o assassino famoso que se conhece, mas tudo fazer parte de um plano para não sujar o nome da monarquia, me desagradou. E de quebra, esse final com todos que fizeram a merda saindo impunes me irritou bastante.
Mesmo achando que tinha potencial para ser melhor, o conjunto acabou me decepcionando.
No geral, um filme com boa proposta, elenco competente e atmosfera sólida, mas prejudicado pelo ritmo arrastado, pela abordagem da trama e por um desfecho insatisfatório.
Assistido em 05/10/2026
A Mulher Fera
3.1 6Captive Wild Woman de 1943, no Brasil A Mulher Fera. Bem fraquinho. Acho que até tinha potencial para ser melhor, mas pelo filme ser curto, acho que está ok.
Boa participação de John Carradine e, principalmente, de Acquanetta. Além de estar belíssima, ela tem uma personagem interessante, mas mal aproveitada e sem falas. Tem muitas poucas interações e acho que poderia ter sido melhor desenvolvida.
No geral, um filme menor da Universal, com alguns pontos de interesse no elenco, mas pouco desenvolvimento e resultado fraco.
Assistido em 03/10/2026
Shaft
3.6 60Shaft de 1971. O personagem-título é muito bom. A personalidade dele, o jeito de agir, as falas e a postura em cena funcionam muito bem. Shaft (Richard Roundtree) tem presença, carisma e uma atitude própria que se destaca. Gostei bastante e acho que o personagem daria uma série, ou até um remake bem feito, porque tem material de sobra para ser explorado.
Porém, acho que o filme tem certas cenas longas sem necessidade. Há várias sequências de Shaft caminhando pela cidade com a trilha sonora de fundo. Eu entendo a intenção e até gosto do estilo, da construção de atmosfera e da identidade visual da época. Porém, quando o final do filme é tão apressado e mal desenvolvido como foi aqui, essas cenas acabam se tornando uma perda de tempo em um momento errado. O desfecho foi meio abrupto.
Faltavam cerca de 4 minutos para acabar o filme e eles ainda não tinham executado a missão. Não gosto desses finais secos. Prefiro mais desenvolvimento, especialmente quando o final é positivo para os protagonistas. Acho que essa vitória poderia ter sido melhor explorada, com mais tempo de tela para o personagem colher os louros do que conquistou.
Ah, e Isaac Hayes é foda, mestre demais. A trilha eleva o filme e se tornou icônica por um motivo. Porém, como disse, algumas escolhas de ritmo poderiam ter sido diferentes. O filme tinha potencial para ser ainda melhor se equilibrasse melhor as sequências de ambientação com um desfecho mais trabalhado. Ainda assim, não deixa de ser um bom filme.
No geral, um clássico com um protagonista carismático, trilha sonora marcante e personalidade própria, mesmo pecando no ritmo em alguns momentos e num final apressado demais para o que a história merecia.
Assistido em 02/10/2026
Halloween H20: Vinte Anos Depois
3.1 449 Assista AgoraHalloween H20: Twenty Years Later de 1998, no Brasil Halloween H20: Vinte Anos Depois. O começo, com a cena de abertura, é bom. Porém o restante do filme, até pouco mais de uma hora, é monótono. Tudo bem que é pra contextualizar a passagem de tempo e mostrar a vida de Laurie, de seu filho John (Josh Hartnett), etc., mas é muito chato, com excesso de jumpscares. Toda vez que algum personagem vai encontrar outro, eles se trombam distraidamente e tem um jumpscare maldito.
E uma cena em que Laurie (Jamie Lee Curtis) vai fazer revelações para Will Brennan (Adam Arkin) no meio das preliminares.
Mas depois de tudo isso o filme realmente começa. As cenas de Michael Myers (Chris Durand) indo atrás
dos amigos de John são boas, até culminar com ele achando o sobrinho e ficando cara a cara com Laurie,
Porra, que vacilo de Will em matar Ronny (LL Cool J) achando que era o Michael.
Foi burrice demais, e ainda por cima ruim de mira, pois ele não estava morto — que, aliás, foi a primeira impressão que eu tive naquele momento. Ele não merecia morrer. Melhor personagem do filme.
Tem uma frase da Laurie em que Will pergunta o que ela vai fazer agora que Michael voltou e ela diz: “Sobreviver.” E é exatamente essa ideia que a franquia passa. Que Michael só aparece nesse dia e que parece que, à meia-noite, quando acaba o dia 31, ele simplesmente olha pro relógio e fala “é por hoje, deu” e vai embora descansar pro ano que vem.
Uma cena no final em que Laurie está com uma pedra na mão, após fechar o portão, ela chuta o vidro onde estava o machado. Totalmente forçado, só para mostrar que naquele momento ela tava badass.
E pra fechar com chave de ouro, a cena final em que eles quase dão as mãos e, finalmente, cortando a cabeça de Michael — que obviamente não vai adiantar também. Mas eu sempre me questionei por que ninguém nunca desmembrou esse fdp. Pqp, 7 filmes e ainda não fizeram isso. Mas óbvio que, como Jason, não adianta nada. Porém seria plausível.
No geral, um retorno decente da franquia, com bons momentos na segunda metade, mesmo com um começo arrastado e algumas escolhas questionáveis.
Assistido em 01/10/2026
As Profecias do Dr. Terror
3.5 45Dr. Terror's House of Horrors de 1965, no Brasil As Profecias do Dr. Terror. É competente. Tem um bom elenco, com Peter Cushing muito bem no papel de Dr. Terror, auxiliado pelo seu parceiro de longa data Christopher Lee, além da presença de Donald Sutherland.
Algumas histórias são interessantes, outras um tanto quanto viajadas. Mas o melhor é o clima de suspense para saber o final, e a dinâmica entre eles no vagão do trem.
A certa altura fica fácil adivinhar por que o destino de todos é igual, já que estão todos juntos, e descobrimos quem realmente é o Dr. Terror.
No geral, um bom filme de antologia de horror, com elenco de peso e uma estrutura que mantém o interesse até o desfecho.
Assistido em 01/10/2026
Noite Tenebrosa
3.5 18 Assista AgoraTerror by Night de 1946, no Brasil Noite Tenebrosa. Esse é muito bom. A trama no trem, com vários suspeitos, é intrigante e te prende muito bem.
A parte em que Duncan Bleek (Alan Mowbray) conversa com Watson (Nigel Bruce) e fala sobre a Índia já dá para sabermos que ele é o possível culpado. Mas o melhor foi o final. A trama com um falso policial McDonald (Boyd Davis), e tudo isso ser plano B de Sebastian Moran/Duncan Bleek caso seu plano principal desse errado, foi excelente. Lestrade (Dennis Hoey) ajudando e sendo levado por engano no lugar de Moran/Bleek como culpado, além de prender os ajudantes dele, foram uma ótima sacada.
Basil Rathbone é insuperável como Holmes. Não tem disputa. Agora, mesmo eu também achando Nigel Bruce o melhor Watson, é bem triste como tiram ele para alívio cômico e o transformam em um otário em todo filme.
A parte que lava a alma é quando ele dá um soco no estômago de Moran/Bleek e ele cai no chão.
Outro ponto negativo é tantos possíveis suspeitos que desaparecem do nada e não aparecem mais na trama, como Vivian Vedder (Renee Godfrey) e o Professor Kilbane (Frederick Worlock). Parece que foram esquecidos, em especial a dona do diamante, Margaret (Mary Forbes).
No geral, um ótimo episódio da série, com boa tensão, um desfecho inteligente e a sempre impecável presença de Basil Rathbone como Holmes.
Assistido em 29/09/2026
O Navio Fantasma
3.2 10The Ghost Ship de 1943, no Brasil O Navio Fantasma. Excelente thriller psicológico, com uma tensão que só cresce até chegar ao ápice. Gostei mais do que eu esperava.
A ambientação e o clima de mistério são muito bons e ajudam a manter o espectador preso do começo ao fim. O navio vira quase um personagem a mais, fechado, opressivo e carregado de desconfiança. Os dois personagens principais e a relação entre eles são interessantes. O jeito como a história começa e a forma como a tensão vai se criando e crescendo funcionam muito bem.
Aos poucos a gente sente o peso da autoridade do capitão e a solidão de quem tenta questioná-lo. Gostei do papel de Finn (Skelton Knaggs)
na resolução de tudo.
Ele tem uma presença estranha e marcante, mas achei que deveria ter tido mais tempo de tela durante o filme, já que só ganha certo destaque no final. Triste pela morte de Sparks (Edmund Glover). Acho que naquele ponto todos deveriam ter ficado com um pé atrás contra o capitão Stone (Richard Dix) e a favor de Merriam (Russell Wade). Porém isso não acontece. Finn entrega o papel que Sparks tinha para Bowns (Ben Bard), que começa a acreditar em Merriam. Mas não vemos a resolução disso e nem sequer algum tipo de retratação de quem desacreditou de Merriam depois. Acho que o filme peca nisso. Poderiam ter aumentado uns 5 minutos para algum tipo de reconhecimento ou retratação de todos que duvidaram. Falta esse fechamento emocional e moral.
Outro ponto positivo foi que temos poucos personagens em evidência. Apesar de uma tripulação grande, são poucos que se destacam e têm falas ou tempo de tela considerável. E todos são bem distintos, o que ajuda a reconhecer e se familiarizar com eles. Essa escolha deixa a história mais clara e a tensão mais focada.
No geral, um ótimo thriller psicológico de atmosfera, com tensão bem construída, personagens marcantes e um clima sombrio que funciona muito bem. Peca apenas em não dar um desfecho mais completo para quem
apoiou ou duvidou de Merriam ao longo da trama.
Assistido em 29/09/2026
A Morte Dirige o Espetáculo
3.6 3 Assista AgoraLady of Burlesque de 1943, no Brasil A Morte Dirige o Espetáculo. Filme simples, com uma trama que não me prendeu de verdade. A história até tenta criar mistério e tensão nos bastidores do teatro, mas acaba diluída. Acho que tem muitos personagens e o filme acaba por não desenvolver nenhum direito. Vários aparecem, geram certa expectativa, mas ficam pela metade e não ganham profundidade suficiente para importar de fato.
A melhor coisa desse filme é Barbara Stanwyck. Ela carrega as cenas com presença e naturalidade. Além dela, algumas piadas dos comediantes funcionam e trazem leveza. Alguns têm certo carisma, mas, como disse, não são desenvolvidos a ponto de terem o potencial aproveitado. Falta tempo e atenção para que esses personagens secundários realmente se destaquem. O filme também poderia ser mais curto, já que não desenvolveram os personagens da maneira correta. Em alguns momentos o ritmo pesa e a história se arrasta sem necessidade.
Barbara Stanwyck, que eu já conhecia e gostava, a partir desse filme acho que me cativou ainda mais. Estou achando ela muito carismática e linda. Tem uma força e um charme naturais que dominam a tela. Acho que me apaixonei por alguém que já morreu antes de eu nascer.
No geral, um filme mediano, que se salva principalmente pela presença magnética de Barbara Stanwyck e por alguns momentos de humor. Sem ela, dificilmente se sustentaria.
Assistido em 28/09/2026
Master Minds
3.8 1Master Minds de 1949. É bom dentro do que se propõe. Tem algumas boas cenas cômicas que funcionam no ritmo leve da trama, mas nada que realmente arranque gargalhadas. O humor é típico da série e se sustenta mais pelo carisma do elenco do que por grandes piadas.
A ambientação sombria da casa Forsythe é muito boa. O clima carregado do local ajuda bastante a misturar comédia e terror de forma convincente e dá peso às cenas mais tensas. Destaque para as previsões de Sach (Huntz Hall), que trazem um elemento diferente e divertido para a história. A presença do chefe Slip (Leo Gorcey) continua sendo um dos pilares da dinâmica do grupo.
O Dr. Druzik (Alan Napier) e seus assistentes Hugo (Skelton Knaggs) e Otto (William Yetter) agregam bem a parte do terror que a trama traz. Eles ajudam a criar a ameaça necessária para equilibrar o tom cômico. O monstro Atlas (Glenn Strange), apesar de não ter sua história e motivação bem desenvolvidas, tem um bom visual para a época e cumpre o papel de figura ameaçadora dentro do filme.
Temos a participação também do pai de Leo Gorcey, Bernard Gorcey, como Louie, o que sempre adiciona um toque familiar e caricato à série.
No geral, um filme divertido dentro do estilo dos Bowery Boys, com boa ambientação, elementos de terror competentes e o humor característico do grupo. Não inova, mas entrega exatamente o que se espera desse tipo de produção.
Assistido em 26/09/2026
Tornaram-me um Criminoso
3.6 1 Assista AgoraThey Made Me a Criminal de 1939, no Brasil Tornaram-me um Criminoso. Filmaço! Como a antiga Hollywood sabia o que fazer com tão pouco, né? Apenas roteiro, enredo, bons atores de verdade e desenvolvimento de personagens e relações.
Johnnie (John Garfield) sofre uma injustiça. Mesmo que sua mentira tenha sido baixa, acho que ele não merecia o que viria a seguir — não só pela acusação, mas pela traição de seu empresário e de sua garota Goldie (Ann Sheridan). Porém, ele acaba dando certa sorte e saindo “ileso” de tudo isso. Acaba cruzando seu caminho com Peggy (Gloria Dickson) e as crianças, interpretadas pelos Bowery Boys, que não são nem mencionados por aqui e a maioria nem aparece listada no elenco na página.
Mas essa parte é, de longe, a melhor do filme. Mesmo ocorrendo paralelamente com a investigação de Phelan (Claude Rains) —
que, resumindo, era um policial que já tinha cometido uma injustiça antes e agora queria provar ao seu chefe e ao departamento que agora ele estava certo e todos eles estavam errados, para acabar com as humilhações que sofria. Você acaba esquecendo de toda a trama policial por um momento, tamanho é a identificação de Johnnie com as crianças e como a sua relação com Peggy e a Vovó (May Robson) se desenvolvem.
No final, acho que Phelan percebe que talvez ele cometesse outro erro. Se fizesse o que poderia parecer certo até aquele momento — incriminar Johnnie, mesmo que talvez ele fosse inocente —, ele não passaria batido no sistema e seria condenado. Após uma conversa entre os dois sobre os fatos e atenuantes, ele decide deixar Johnnie continuar “fugido” e seguir sua consciência, tendo quase certeza de que Johnnie era inocente, visto que ele era canhoto e o repórter tinha sido morto por um destro.
Acho que só faltou uns 10 minutos a mais para vermos Johnnie com Peggy, eles conseguindo ter uma vida próspera juntos com o posto que tanto sonharam, e claro, com as crianças juntos, em especial Tommy (Billy Halop).
No geral, um filme marcante, com ótimo desenvolvimento de personagens, relações genuínas e aquele talento clássico de Hollywood para contar histórias fortes com simplicidade e emoção.
Assistido em 26/09/2026
Night Without Sleep
2.7 1Night Without Sleep de 1952. Pô, lamentavelmente eu achei uma legenda que sempre saía de sincronia e a imagem muito ruim. Não acho esse filme em uma qualidade minimamente aceitável em lugar nenhum.
Dito isso, acho que o filme tinha potencial para ser melhor. A narrativa é bagunçada e eu me perdi um pouco na ordem cronológica das coisas. Achei o final bem ruim. Poderia ter sido mais esclarecedor e, assim, poderíamos ver Dick (Gary Merrill)
pagando pelo que fez em tela, já que isso fica apenas subentendido.
Tudo bem que talvez o filme seja melhor do que eu estou falando aqui. Porém, como disse, a minha experiência foi bem prejudicada e, pelo que vi, é isso.
No geral, um filme com potencial, mas prejudicado tanto pela qualidade técnica da cópia quanto por uma narrativa confusa e um desfecho pouco satisfatório.
Assistido em 25/09/2026
Halloween 6: A Última Vingança
2.5 296Halloween: The Curse of Michael Myers de 1995, no Brasil Halloween 6: A Última Vingança. O filme tem uma história interessante, mas ela não me convence. Esse é o sexto filme da franquia, e toda essa mitologia não foi pensada anteriormente. Foi só uma brecha encontrada para continuar uma franquia caça-níquel. Se todos os filmes fizessem parte de uma história cronologicamente pronta desde o início, seria mais convincente. Dessa maneira, confesso que me desanima. Mesmo assim, eu assisto porque, se comecei a franquia, tenho que ver até o final. Já sabendo de tudo isso, tento relevar.
A história em si é interessante, apesar de complexa. Obviamente eles inventam várias fitas para tentar fazer sentido. Jamie (J.C. Brandy) aparece mais velha e agora com um filho.
Surge uma trama de sacrifício, de controle sobre Michael Myers, e todo um papo sobre encerrar o ciclo dele e passar a mesma maldição para outra criança. Tem culto, rituais, a ideia de que Michael não é só o mal puro, mas alguém amaldiçoado e manipulado. Enfim, ninguém liga pra isso, né? Acho que a maioria só quer sentir o clima e ver Michael matando gente.
Nesse quesito o filme é mediano. Tem seus momentos de tensão e algumas mortes, mas nada demais. A ambientação, como sempre nos filmes da franquia, é muito boa, em especial nas cenas de dia, que conseguem manter aquele ar sombrio e familiar de Haddonfield.
Vale pela presença sempre marcante de Donald Pleasence como Loomis. Ele morreu em 1995, o mesmo ano em que o filme saiu, e a produção é dedicada a ele. Sua dedicação ao personagem continua sendo um dos pontos altos da série.
No geral, um capítulo irregular da franquia. Tenta expandir a mitologia de Michael Myers de forma ambiciosa, mas acaba soando forçado por não ter sido planejado desde o começo. Ainda assim, entrega o básico do que se espera de um Halloween e se segura graças ao clima e à presença
Assistido em 24/09/2026
Night Monster
2.9 2Night Monster de 1942. Bom filme, com uma atmosfera sombria muito boa. O clima pesado e misterioso funciona do começo ao fim e ajuda a sustentar o interesse. São poucos personagens, mas todos estão ali por algum motivo e têm seu contexto dentro da trama. Nenhum parece sobrar, e isso faz com que o elenco curto seja bem aproveitado.
Já dava pra notar quem era o culpado naquela cena de materialização. O filme entrega algumas pistas claras. Porém, o que eu não contava era que Agor Singh (Nils Asther) seria quem mataria Kurt Ingston (Ralph Morgan). Achei que Agor Singh seria uma espécie de tutor ou guia para Kurt, e que este tinha noção de todas as mortes. Essa reviravolta surpreende e muda a leitura de algumas cenas anteriores. A cena em que Ingston ataca na ponte, da pra ver claramente a luva simulando a mão do monstro.
A personagem Margaret Ingston (Fay Helm) ter morrido foi o ponto negativo do filme. Acho que ela poderia ter escapado. Preferia que só tivesse morrido aquela governanta chata pra caralho, que realmente irritava.
Tem uma participação pequena de Lionel Atwill.
Achei que ele seria o último dos médicos a serem mortos, justamente por ser um ator de mais renome dentro do gênero. Mas foi o primeiro a ir pro saco, o que quebra um pouco a expectativa de quem conhece o elenco da Universal.
Destaque também para a presença do aqui coadjuvante Bela Lugosi. Mesmo em um papel secundário, toda cena em que ele entra ele entrega algo, nem que seja alguma expressão interessante ou um olhar carregado. Era um grande ator.
Aqui, mesmo como um mordomo que começa meio suspeito, ele rende bem e funciona como um coadjuvante de luxo, elevando o nível das cenas em que aparece.
No geral, um bom filme de mistério e horror, com atmosfera sólida, elenco bem aproveitado e algumas surpresas na trama que mantêm o interesse até o final.
Assistido em 24/09/2026
Nascida Ontem
3.7 44Born Yesterday de 1950, no Brasil Nascida Ontem. Filme muito bom, apesar de um pouco longo. Mas quando as coisas começam a desenrolar, parece que ele engrena e passa mais rápido.
Não conhecia Judy Holliday. Sua atuação convincente no papel de uma loira pouco inteligente, que vai despertando e ganhando conhecimento aos poucos, é muito boa. As piadas e os diálogos que isso gera também funcionam bem.
Interessante como uma comédia romântica começa a se tornar algo mais sério com o desenrolar do aprendizado de Billie (Judy Holliday). Conforme ela compreende os fatos que a cercavam, o filme ganha mais peso.
Não fica muito explícito todos os trambiques que Harry (Broderick Crawford) estava arquitetando, porém fica claro que eram manobras ilegais e no mínimo questionáveis.
A relação de Billie com Paul (William Holden) e o aprendizado dela acho que são o grande motor do filme. É o que move e prende a história. Ver Harry o tempo todo esbravejando, gritando e sendo um porco sem educação me irritou. E o pior de tudo é quando ele bate nela e ainda age como se estivesse fazendo um favor ao aceitá-la de volta.
Enfim, o filme é interessante, nada demais. Acho que a comédia é sutil e não vai arrancar gargalhadas. Porém, o melhor, na minha opinião, é a mensagem sobre o aprendizado. A frase de Paul é algo que eu sempre pensei e acho que é a melhor do filme: “É uma espécie de causa. Quero que todos sejam inteligentes. Eu quero que eles sejam tão inteligentes quanto eles podem ser. Um mundo cheio de pessoas ignorantes é muito perigoso para se viver.”
No geral, um bom filme de época, com uma atuação marcante de Judy Holliday e uma mensagem que ainda ecoa.
Assistido em 23/09/2026
Olhos do homem morto
3.4 2Dead Man's Eyes de 1944, no Brasil Olhos do Homem Morto. Bom filme, com uma trama interessante e bem amarrada. A forma como os acontecimentos se conectam e se resolvem é algo que a antiga Hollywood sabia fazer muito bem — e o que é a verdadeira alma desses filmes de mistério. Essa capacidade de amarrar pontas e manter a coerência narrativa faz muita falta nos dias de hoje, em que muitas produções deixam furos ou resoluções apressadas.
Alinhado a isso, temos a boa atuação de Lon Chaney Jr., sempre competente em seus papéis. Ele carrega bem o protagonista e transmite a angústia e a tensão do personagem de forma convincente. O elenco é curto, mas bem escolhido e competente. Os coadjuvantes cumprem seus papéis sem sobrar nem faltar, ajudando a sustentar a história e a manter o ritmo.
Também tem a beleza sombria de Acquanetta como Tanya. Sua presença contribui bastante para o clima do filme, trazendo um ar misterioso e sedutor que combina com o tom da trama.
No geral, um mistério bem construído, com boa condução narrativa, atuações sólidas e aquele capricho clássico da Universal na época. Um filme que se segura tanto pela história quanto pelo clima que consegue criar.
Assistido em 22/09/2026
Serpente de Luxo
4.0 45Baby Face de 1933, no Brasil Serpente de Luxo. Bom filme, com uma magnética Barbara Stanwyck que rouba a cena em todos os momentos. Os personagens masculinos acabam ficando secundários perante a sua atuação. Ela carrega o filme com uma presença forte, calculista e ao mesmo tempo fascinante, tornando Lily uma protagonista impossível de ignorar.
O verdadeiro par romântico dela, Trenholm (George Brent), só entra em cena no final do filme e aparece muito pouco. A construção do relacionamento entre os dois fica prejudicada por essa entrada tardia.
O desfecho, apesar de apressado e de eu achar que poderia ter gastado mais algum tempo para desenvolver e dar mais conexão ao casal, é convincente e, de certa maneira, feliz para Lily (Barbara Stanwyck). Ela encontra algum tipo de redenção e estabilidade, o que fecha a trajetória da personagem de forma satisfatória dentro do tom do filme.
No geral, um filme marcado pela presença avassaladora de Barbara Stanwyck, que domina a tela com autoridade e carisma. Mesmo com limitações no desenvolvimento
do romance final
Assistido em 22/09/2026
A Pantera Cor de Rosa 2
3.0 225 Assista AgoraThe Pink Panther 2 de 2009, no Brasil A Pantera Cor de Rosa 2. Esse foi superior ao anterior. Steve Martin está muito bem no papel de Clouseau e entrega bons momentos.
O Dream Team traz mais coadjuvantes interessantes para a trama, com destaque para Vicenzo (Andy Garcia). Mesmo que os outros fiquem abaixo, não tenham muita personalidade nem carisma, além de serem estereotipados. Além disso, o filme desenvolve melhor a relação com Ponton (Jean Reno):
eles ficam mais próximos e até moram juntos, com a adição dos filhos de Ponton fazendo um papel semelhante ao que o Cato fazia no original. A relação com Nicole (Emily Mortimer) também engrena de verdade e finalmente eles consumam a relação, se casando.
Tem cenas muito boas. A do restaurante é uma delas.
E a forma como Clouseau desvenda o crime é meio forçada, mas mostra uma inteligência de um personagem que talvez não ligaria esses pontos com tanta facilidade.
Apesar de Peter Sellers ser inalcançável como Clouseau, Steve Martin vai bem e entrega bons momentos de humor.
No geral, uma continuação mais divertida e melhor resolvida que a anterior, com relações mais desenvolvidas e um elenco coadjuvante que agrega bastante.
Assistido em 21/09/2026
Dillinger & Capone: A Era dos Gângsters
3.0 3 Assista AgoraDillinger and Capone de 1995, no Brasil Dillinger & Capone: A Era dos Gângsters. Eu gostei, apesar de achar às vezes arrastado. Porém isso não atrapalha a qualidade do filme.
Ambos os atores que interpretam os personagens-título estão muito bem. Capone (F. Murray Abraham), já louco pela sífilis, ficou muito bom, apesar de eu achar os dois atores nada parecidos com os personagens reais e isso me desagradar um pouco. A atuação em si foi boa, em especial a de Martin Sheen como John Dillinger, que carrega bem o protagonismo.
A gangue que eles montam tem certo carisma, mas não é bem desenvolvida. O melhor personagem é Cecil (Stephen Davies), com toda a sua educação se metendo no meio dos bandidos. O final dele e o de Dillinger são ambos bons. Queria melhor sorte para os outros, porém o desfecho fecha a história de forma satisfatória dentro do que o filme se propõe.
No geral, um filme divertido de gângsteres, com boas atuações nos papéis principais e alguns personagens secundários que se destacam, mesmo com um ritmo irregular e pouco desenvolvimento da gangue.
Assistido em 21/09/2026
Visões de Sherlock Holmes
3.6 12The Seven-Per-Cent Solution de 1976, no Brasil Visões de Sherlock Holmes. Tem seus pontos positivos, mas confesso que a história não me prendeu. O ritmo e o desenvolvimento da trama acabam não envolvendo o suficiente, e isso pesa bastante na experiência.
Pior ainda: acho que o grande Robert Duvall não tem o porte físico para ser Watson. A escolha simplesmente não casou com a imagem clássica do personagem. E isso não é culpa de Duvall, que é um ator excelente, mas sim de quem o escolheu para o papel. Até Nicol Williamson como Holmes não me agradou. Basil Rathbone jogou o sarrafo lá em cima, e já seria difícil qualquer um chegar perto. Achei a interpretação aquém do que esperava.
Laurence Olivier como Prof. Moriarty foi um desperdício. O personagem acaba quase passando batido, pois não chega nem a ser um coadjuvante de verdade nesse filme. Ele funciona mais como pano de fundo e é mais citado do que realmente aparece em cena, o que é uma pena considerando o peso do ator e do vilão.
Alan Arkin como Freud está muito bem. Não conheço muito de Freud além do básico, portanto não posso falar de semelhanças com a figura real, mas a atuação me agradou e traz um certo frescor para a história.
A narrativa poderia ter sido melhor aproveitada. Tem bastante tempo gasto em cenas demasiadamente longas —
vide a sequência dos cavalos e a do trem, por exemplo
No geral, um filme com nomes pesados e algumas boas ideias, mas que peca no ritmo, nas escolhas de elenco para os papéis clássicos e no aproveitamento de figuras importantes como Moriarty.
Assistido em 19/09/2026