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Um milionário inescrupuloso chega em Washington com a sua amante, a pouco refinada Billie Dawn. Em um esforço para torná-la socialmente aceitável, Harry contrata um jornalista que a ensina como ser sofisticada, mas faíscas logo surgem entre os dois.
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Born Yesterday de 1950, no Brasil Nascida Ontem. Filme muito bom, apesar de um pouco longo. Mas quando as coisas começam a desenrolar, parece que ele engrena e passa mais rápido.
Não conhecia Judy Holliday. Sua atuação convincente no papel de uma loira pouco inteligente, que vai despertando e ganhando conhecimento aos poucos, é muito boa. As piadas e os diálogos que isso gera também funcionam bem.
Interessante como uma comédia romântica começa a se tornar algo mais sério com o desenrolar do aprendizado de Billie (Judy Holliday). Conforme ela compreende os fatos que a cercavam, o filme ganha mais peso.
Não fica muito explícito todos os trambiques que Harry (Broderick Crawford) estava arquitetando, porém fica claro que eram manobras ilegais e no mínimo questionáveis.
A relação de Billie com Paul (William Holden) e o aprendizado dela acho que são o grande motor do filme. É o que move e prende a história. Ver Harry o tempo todo esbravejando, gritando e sendo um porco sem educação me irritou. E o pior de tudo é quando ele bate nela e ainda age como se estivesse fazendo um favor ao aceitá-la de volta.
Enfim, o filme é interessante, nada demais. Acho que a comédia é sutil e não vai arrancar gargalhadas. Porém, o melhor, na minha opinião, é a mensagem sobre o aprendizado. A frase de Paul é algo que eu sempre pensei e acho que é a melhor do filme: “É uma espécie de causa. Quero que todos sejam inteligentes. Eu quero que eles sejam tão inteligentes quanto eles podem ser. Um mundo cheio de pessoas ignorantes é muito perigoso para se viver.”
No geral, um bom filme de época, com uma atuação marcante de Judy Holliday e uma mensagem que ainda ecoa.
Assistido em 23/09/2026
A atuação da Judy Holliday não é ruim, na verdade é muito boa. Mas quando colocamos ela ao lado de Bette Davis e Anne Baxter por All About Eve, e Glória Swanson por Sunset Boulevard, a discrepância é muito grande.
Não só a atriz, como o filme pelo qual ela ganhou o prêmio, também é irrelevante perto dos outros dois. Não atoa os outros dois filmes citados viraram clássicos incontestáveis, e estão mais atuais do que nunca, ao passo que Born Yesterday ficou praticamente esquecido no churrasco.
Isso é a prova que o Oscar comete injustiças desde sempre. Hoje com certeza com muito mais frequência e de forma bem mais numerosa por edição, mas sempre houve essas gafes.
Born Yesterday, não é uma perda de tempo, e o filme entretém bem, mas não é nenhum clássico que você realmente precisa ter no seu repertório cinéfilo.
Uma ótima sessão para vocês.
O filme é bonzinho, a exaltação aos valores democráticos americanos é que soou artificial. Também não sei se essa interpretação da Judy Holliday é digna de oscar.
Tirando a competente interpretação de Judy Holliday todo o resto do longa não empolga.
Sempre tive muito vontade de assistir este filme que era dificílimo de eu encontrar hoje deparei- me com ele no UNITV e sem pestanejar adentrei na sessão. E neste primeiro contato, depois de ter assistido sua refilmagem dos anos noventa com Melanie Griffith, John Goodman e Don Jhonson eu estranhei esta fita original. Primeiramente que a personagem interpretada (e oscarizada, não sei como??) por Judy Holliday me pareceu ser sonsa em demasia. O personagem brucutú de Broderick Crawford e John Goodman, ambos estão nojosos, arrogantes e tóxicos. E tanto William Holdem como Don Jhonson souberam explorar o lado doce de um homem educado. Confesso e afirmo, que curto mais o protagonismo de Melanie Griffith que dá Billy Holliday, Melanie ganha mais em humor. No entanto, é obrigatório assistir esta fita original.