Narra uma dramática aliança entre política e marketing. Em seu primeiro filme, Rachel Boynton obtém uma visão impressionante da campanha de Gonzalo Sánchez de Lozada, o "Goni", à presidência da Bolívia em 2002, a partir do trabalho da empresa americana de consultoria de James Carville, famosa por conduzir Bill Clinton ao primeiro mandato na Casa Branca. Contratada para elaborar as estratégias eleitorais de Sánchez de Lozada, a empresa põe em prática técnicas agressivas de manipulação de opinião; o objetivo é reformar a imagem de Goni e virar o jogo na reta final das eleições. Bem-sucedidos, os estrategistas descobrirão, tarde demais, que seu êxito teve um preço alto.
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Eu não achei o doc tão revelador ou surpreendente. Usar focus groups para testar argumentos ou materiais publicitários, atacar os pontos fracos do seu concorrente, isso sempre existiu na política. Aí cogitei que o surpreendente, aparentemente, é o fato de ser uma empresa americana por trás, o que indicaria que o governo americano está manipulando eleições pelo mundo - como outros docs já provaram. Mas apesar de isso ser uma hipótese viva, já que temos um candidato super pró-mercado que quer vender recursos naturais, não existe uma evidência conclusiva. Pela falta dessa associação o doc não consegue chocar como "Guerra à Democracia" e "A Revolução não será Televisionada". Você deduz, mas ainda continua de frente para a contratação de uma empresa global de consultoria política. A Dilma também já contratou o marketeiro do Obama, Bolsonaro contou com o marketeiro do Trump, só não tivemos uma gravação de ponta como essa escancarando os métodos.
Aliás, esse é o grande valor do doc. Seu trabalho investigativo, com ótimas gravações, depoimentos, e um arco narrativo que cria muita expectativa.
A única função dos marqueteiros é forjar uma imagem elegível de um candidato "inelegível", aquela que seduz e geralmente engana o eleitor. São os engenheiros do marketing mais bem pagos para prestarem os serviços mais sujos.
Esse doc é impressionante! Eu não fazia a mínima idéia da existência dessa empresa de marketing político dos EUA, e como esse caras são extremamente profissionais!! Quando pensamos que o EUA influencia as eleições em alguns países, apoiando determinados candidatos de seu interesse, é sempre de uma maneira muito abstrata porque não temos dados concretos, mas esse doc, com o exemplo da Bolívia, mostra um pouco como funciona. Lembrei-me do doc Arquitetos do Poder, que fala sobre a propaganda nas eleições só que aqui no Brasil.
A cada dia eu odeio mais o marketing político e a cada dia que passa penso que mandaria bem nessa área. Que merda.