A estudante do ensino médio So Hee inicia um treinamento profissional em um call center, mas enfrenta a pressão de uma empresa gananciosa. A detetive Oh Yoo Jin, que tem algo em comum com Sohee, começa a seguir pistas para revelar a verdade.
Quando vi o 'trailer' pela primeira vez, fiquei arrebatado: intuí que este filme desenterraria alguns de meus traumas, quanto à época em que trabalhei como atendente de telemarketing. De fato, ocorreu. Mas surpreendeu-me como a diretora conjuga dois gêneros distintos na mesma obra: por uma hora, um contundente drama de maturação individual; na segunda metade, uma investigação policial que desencadeia uma denúncia mui contundente da sujeição das instituições sul-coreanas à exploração vilanaz dos indivíduos, sob as bênçãos do neoliberalismo multinacional. As duas protagonistas são ótimas e as situações são mui dolorosas em sua exposição. Para quem sentia falta dos filmes de Alan J. Pakula, um ótimo despertar desse tipo de trama investigativa, que assume um espelhamento de cariz feminino mui doloroso: a cena final é devastadora! A despeito da duração estendida, acompanhei tudo com muita empolgação, identificação e aflição. Os clímaces ocorrem o tempo inteiro, as explosões de raiva e abuso que são características das "operações". É quando percebemos que as reclamações e xingamentos dos clientes são o de menos: as cobranças hediondas, a obrigação para que se cometa crimes contra os consumidores, as relações conflituosas entre os colegas por causa das competições estimuladas... Tudo isso aparece de maneira sagaz no roteiro, que não se esquiva de conceber uma personagem fascinante e enternecedora, por quem torcemos do começo ao fim, com quem cantamos e dançamos juntos, nos breves instantes de alívio. Filmaço! (WPC>)
Quando vi o 'trailer' pela primeira vez, fiquei arrebatado: intuí que este filme desenterraria alguns de meus traumas, quanto à época em que trabalhei como atendente de telemarketing. De fato, ocorreu. Mas surpreendeu-me como a diretora conjuga dois gêneros distintos na mesma obra: por uma hora, um contundente drama de maturação individual; na segunda metade, uma investigação policial que desencadeia uma denúncia mui contundente da sujeição das instituições sul-coreanas à exploração vilanaz dos indivíduos, sob as bênçãos do neoliberalismo multinacional. As duas protagonistas são ótimas e as situações são mui dolorosas em sua exposição. Para quem sentia falta dos filmes de Alan J. Pakula, um ótimo despertar desse tipo de trama investigativa, que assume um espelhamento de cariz feminino mui doloroso: a cena final é devastadora! A despeito da duração estendida, acompanhei tudo com muita empolgação, identificação e aflição. Os clímaces ocorrem o tempo inteiro, as explosões de raiva e abuso que são características das "operações". É quando percebemos que as reclamações e xingamentos dos clientes são o de menos: as cobranças hediondas, a obrigação para que se cometa crimes contra os consumidores, as relações conflituosas entre os colegas por causa das competições estimuladas... Tudo isso aparece de maneira sagaz no roteiro, que não se esquiva de conceber uma personagem fascinante e enternecedora, por quem torcemos do começo ao fim, com quem cantamos e dançamos juntos, nos breves instantes de alívio. Filmaço! (WPC>)
Filme incrível, toca em um dos grandes tabus da Coreia, muito sensível
Assisti pela Doona, maravilhosa. Gostei da história, apesar de achar um pouco forte. 13/10/23.
Nem vi a sinopse. Marquei 'quero ver' pela Doona e pronto!