"A primeira parte do megaprojecto cinematográfico DAU, dos russos Ilya Khrzhanovskiy e Sergei Adonyev, um trabalho cru e ambicioso que envolveu dez anos de rodagem, 700 horas de filmagens e centenas de actores a viverem num cenário de 12.000 metros quadrados. A acção tem lugar num instituto secreto de investigação científica da URSS, através dos olhos de uma empregada de mesa no restaurante do centro, e reflecte sobre a vigilância e o totalitarismo na antiga superpotência. Álcool, sexo, violência e terror num dos filmes mais radicais dos últimos anos. Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim."
Sem dúvida, um filme estranho com interpretações difíceis. Tem muitos gatilhos, especialmente para a violência contra a mulher, alcoolismo etc. Sem falar em algumas cenas de sexo explícito. Não é ruim, apenas estranho e um tanto cansativo.
Tem uma pegada meio Lars Von Trier de mostrar de maneira crua e fria o ambiente da URSS. Mas é meio massante, chatinho. Acho curioso pensar que o alcoolismo sempre foi um problema na Rússia, em especial na época da União Soviética. A doença chegou a afetar 30% da população, que bebia diariamente na década de 80. O primeiro desafio do Gorbatchev foi tentar diminuir os índices de alcoolismo. Mas é claro - quando as pessoas são solitárias, sem internet, e a única diversão é beber em casa, não tinha escapatória. Essa ambientação, passar dois dias na vida da Natasha, é interessante, quase um documentário.
A apatia e a frieza contidas em seu fluxo narrativo poderia ser facilmente justificada ao considerarmos o seu contexto, onde o ambiente os personagens estão inseridos, soa sempre intimidador, perigoso. Porém, essa mesma apatia narrativa, que em alguns pontos poderia funcionar, não contribui ao analisarmos o filme como uma unidade. O conjunto em si não convence. Parece um quebra cabeça, um retrato, onde faltam algumas peças pra compor o cenário como um todo. Talvez, não seja um trabalho que funcione sozinho. “DAU. Natasha” é eficiente quando procura ser mais objetivo e falha ao expandir sua ideia. Poderia ser um pouco mais harmônico e menos engessado.
"A primeira parte do megaprojecto cinematográfico DAU, dos russos Ilya Khrzhanovskiy e Sergei Adonyev, um trabalho cru e ambicioso que envolveu dez anos de rodagem, 700 horas de filmagens e centenas de actores a viverem num cenário de 12.000 metros quadrados. A acção tem lugar num instituto secreto de investigação científica da URSS, através dos olhos de uma empregada de mesa no restaurante do centro, e reflecte sobre a vigilância e o totalitarismo na antiga superpotência. Álcool, sexo, violência e terror num dos filmes mais radicais dos últimos anos. Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim."
Sem dúvida, um filme estranho com interpretações difíceis. Tem muitos gatilhos, especialmente para a violência contra a mulher, alcoolismo etc. Sem falar em algumas cenas de sexo explícito. Não é ruim, apenas estranho e um tanto cansativo.
Tem uma pegada meio Lars Von Trier de mostrar de maneira crua e fria o ambiente da URSS. Mas é meio massante, chatinho. Acho curioso pensar que o alcoolismo sempre foi um problema na Rússia, em especial na época da União Soviética. A doença chegou a afetar 30% da população, que bebia diariamente na década de 80. O primeiro desafio do Gorbatchev foi tentar diminuir os índices de alcoolismo. Mas é claro - quando as pessoas são solitárias, sem internet, e a única diversão é beber em casa, não tinha escapatória. Essa ambientação, passar dois dias na vida da Natasha, é interessante, quase um documentário.
Movimento dogma nos contemps.
A apatia e a frieza contidas em seu fluxo narrativo poderia ser facilmente justificada ao considerarmos o seu contexto, onde o ambiente os personagens estão inseridos, soa sempre intimidador, perigoso. Porém, essa mesma apatia narrativa, que em alguns pontos poderia funcionar, não contribui ao analisarmos o filme como uma unidade. O conjunto em si não convence. Parece um quebra cabeça, um retrato, onde faltam algumas peças pra compor o cenário como um todo. Talvez, não seja um trabalho que funcione sozinho. “DAU. Natasha” é eficiente quando procura ser mais objetivo e falha ao expandir sua ideia. Poderia ser um pouco mais harmônico e menos engessado.