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Duração
Mihail retorna à sua terra natal no Delta do rio Danúbio, após anos afastado. Chegando lá, encontra a tímida Fauna, irmã cuja existência ele desconhecia. Ela muda-se para a cabana onde ele está vivendo, em meio à paisagem de vegetação densa e labirintos de riachos com pequenas ilhas. Os dois constroem uma casa sobre palafitas no meio do rio e quando a casa fica pronta, chamam os moradores locais para um jantar. Frente à comunidade da qual se isolaram, os irmãos sentem a profunda reprovação social de seu relacionamento “não-natural”.
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Filme muito bom que nos faz questionar sobre quem dita o que é certo e o que é errado, julgamento, olhares, e condenação pelas próprias mãos. Em uma sociedade totalmente machista, é pior irmão se relacionar com irmão do que um estuprador à solta. A Fotografia do filme é maravilhosa. Gosto de filmes que apesar de densos na temática são lentos.
Fiquei intrigado em como esse filme conseguiu criar uma ótima imersão com o ambiente em que o filme se passa, fica sempre aquela sensação de melancolia misturada com sons do ambiente e personagens que quase não falam, tudo fica subentendido.
E sobre a historia, o tema do incesto é algo moralmente mal visto, mas no decorrer da trama mesmo que quem assiste tenha esse entendimento de que algo de errado estar acontecendo, o espectador acaba torcendo pela união dos personagens pois talvez naquela situação seja a única defesa que eles possuem.
Foi o filme pra abrir as portas pro Kornel em todos os festivais mesmo - lento, planos longos, uma trama polêmica e filmagem bem crua e realista. Não é uma experiência ruim, muito pelo contrário, mas é um filme comum, ainda mais já tendo conhecimento das criativas (embora irregulares) obras que o diretor lançou depois, como "Filho Terno", "Deus Branco" e "Lua de Júpiter".
Mundruczó é praticamente um voyeur quase sempre, e nesse filme a coisa fica ainda mais acentuada... Aquela cena de estupro é quase nojenta, da maneira como é filmada, e o que dizer do final? É deprimente. É uma história provocadora, que poderia até render, mas o diretor não consegue se separar do seu caráter fetichista. E eu acho isso um tanto quanto problemático.
Bonito cenário, sim meus caros, bonita fotografia do lugar...um clima tétrico e melancólico, yes sir, bastante e a lentidão como se vai conduzindo a historia deixa tudo mais parado, letárgico.
Tudo o que torna o filme bonito, tb o torna irritante, como as pessoas são apáticas, o irmão, parece uma mosca morta, tudo são longas horas de olhares, e conversas mínimas, o cara deve ser chato pracarvalho de só aparecer na cidade e ninguém gosta dele,mesmo sendo filho da dona do bar local, a irmã vai morar com o dito e toda cidade se revolta,e a mãe nao faz nada,fica com aquela cara de raiva..se não existisse esta mentalidade tão medíocre ainda hoje, este filme poderia ter sido passado em um período medieval de costumes..
Tipo se repetisse em voz alta o que vi aqui nesta obra como motivos é inacreditável aonde vai parar o desfecho final..mesmo ficando no subliminar traços de..bem veja o filme..
Almas mais sensíveis vao amar o rio e a poesia dos olhares em contraste com a violencia dos atos..Não conheço traços culturais da Hungria, mas toda violencia aqui e cometida por motivos pífios e fica por isso mesmo...