Dirigido por
Data de lançamento
19 Jan. 2013Duração
Com a economia americana em crise, este documentário dá voz às opiniões de Robert Reich, Secretário do Trabalho durante o governo de Bill Clinton, professor venerado e autor de treze livros. “Bob”, como é chamado, exalta a urgência da questão. Desequilíbrios econômicos atingiram níveis nunca antes vistos, e os dois anos de maior desigualdade econômica nos últimos cem anos foram 1928 e 2007 – justamente os dois anos que antecederam as piores crises econômicas dos tempos modernos. Qual é a associação entre essas crises e a desigualdade social? O que aconteceu com a classe média?
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
No final do documentário você perceberá que a atual situação política do Brasil é fruto da importação de idéias e modelos exógenos.
Um documentário bom, com um tema bem interessante.
Quando assisto a documentários, sempre espero aprender alguma coisa nova ou interessante. Neste, tem várias informações mas confesso que esperava mais.
Será interessante fazer uma nova versão depois dessa crise toda que estamos passando agora.
Uma pena que é pouco conhecido.
Vale a pena!
Em 1978, a renda média dos norte-americanos era de US$ 48 mil por ano, enquanto os mais ricos ganhavam, em média, US$ 390 mil por ano. Hoje, a média salarial dos trabalhadores do país é de US$ 33,75 mil por ano, enquanto os do topo da pirâmide ganham, em média, US$ 1,1 milhão. Apenas 400 cidadãos americanos têm, juntos, uma riqueza superior à soma de toda a riqueza da metade mais pobre da população. Essa é apenas uma das denúncias que são feitas no documentário "Desigualdade para Todos", que expõe o abismo social nos EUA e desmorona alguns dos mitos associados ao capitalismo, servindo de mensagem não apenas para a população norte-americana, mas para todo o mundo em desenvolvimento.
Cobrindo uma amplo espectro da teoria econômica de modo simples e interessante, o documentário pretende fazer, para a questão da desigualdade de renda, aquilo que Uma Verdade Inconveniente fez para as mudanças climáticas, esforçando-se para manter-se o tempo inteiro imparcial.
E de onde vem o embasamento das verdades inconvenientes que o filme aborda? De um algum pensador de esquerda? Não, quem apresenta o documentário é o economista Robert Reich, professor da Universidade da Califórnia e ex secretário de Trabalho no governo de Bill Clinton (cargo equivalente ao de ministro do Trabalho no governo). Robert é um dos intelectuais mais vistos e ouvidos dos Estados Unidos, autor de 14 livros, editor de revistas, além de participar de incontáveis programas de rádio e televisão, tanto os da Fox News (conservadores) quanto os da CNN (liberais).
Talvez a mensagem mais submersiva passado por Reich seja a de que os ricos não criam empregos. O empreendedor americano Nick Hanauer desmorona um dos mitos associados ao capitalismo, de que os ricos merecem ter privilégios tais como impostos reduzidos para que possam continuar a desempenhar a sua suposta função social. Nick afirma que é falsa a ideia de que "os ricos são criadores de emprego e que por isso não devem pagar impostos", afirmand que o verdadeiro criador de emprego é o consumidor da classe média. Sem uma classe com poder de compra, o mercado estagna.
Enfim, “Desigualdade para Todos” é um documentário que deveria ser assistido por todos. Mais que uma mera aula de teoria econômica, é um alarme para a questão da desigualdade social e para a desinformação e polarização política. Para muitos, será chocante ver a imagem dos EUA como a terra dos sonhos ser substituída por uma mais real, de enorme desigualdade social, onde poucos ganham muito, e a maior parte da população se enche de dívidas para manter o padrão de vida.
Excelente documentário que exibe com crueza a ineficiência do "sistema capitalista" e sua forma hedionda de controlar não somente os mercados nas quais está inserida, mas também as classes menos favorecidas, impendido-as de sua ascensão social.E o mais irônico é acreditar na utopia de uma "democracia" verdadeira sobrepujada por meio da classe mais favorecida.Imperdível!
Em conjunto com esse filme poderiam assistir o "We are not broke". E por que é importante ver esses documentários estrangeiros? Porque nós no Brasil temos políticas de economia que não são alheias ao capital internacional e elas também contam aqui, contando com a devida reflexão de comparar uma empresa que não paga impostos nos USA, como não quer pagar aqui, e assim formando nossos pensamento critico também, já que aqui não existe tal material nacional localizado com as nossas próprias questões politico-econômicas.