Documentário apresenta o impacto do diagnóstico de Transtorno de Identidade de Gênero sobre transexuais, genderqueer pessoas que não são nem 100% homens, nem 100% mulheres; ou seja, desde pessoas sem gênero, pangênero e maveriques até andrógines, proxvirs e demimulheres podem se chamar de genderqueer, caso queiram. Pessoas bigênero ou com gênero que flui entre homem e mulher também podem se dizer genderqueer; pessoas cujo gênero e orientação estão interligados, por exemplo, homens que não se sentem exatamente homens por sentirem atração por homens, e agem de forma que não associam ao gênero masculino por conta disso; pessoas que agem radicalmente contra as normas de gênero, pela maneira de se vestir, por exemplo, e as pessoas variantes de gênero.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
O documentário é uma análise crítica do Distúrbio de Identidade de Gênero como uma categoria de diagnóstico e uma discussão de uma ampla gama de questões trans (particularmente em relação à profissão médica). O que eu adoro no documentário é a nuance que ele apresenta. Por exemplo, o filme aborda as vantagens do diagnóstico de GID profundamente problemático; explora questões de interseccionalidade, onde as identidades sexuais e de gênero se cruzam com classe, raça, idade, educação, etc.; e explode o mito de uma singular "comunidade trans", destacando as diferenças entre os indivíduos trans. A parte mais importante do termo 'pessoas trans' é a primeira parte: a palavra 'pessoas'". É um universo a ser descoberto e é preciso, cada vez mais, aparecerem essas discussões para que, no limite, o tema possa sair do quarto e tomar as ruas...não se pode imaginar que isso seja, apenas, uma questão pessoal e individual...