Aristocrata monta uma farsa amorosa por interesse financeiro, mas se apaixona pela boneca que mandou fabricar para que fingisse ser a sua futura esposa.
Uma comédia divertida e inusitada que a gente até esquece que é da época do cinema mudo devido a inventividade da sua história e também por causa do apuro artístico da produção que capricha nos cenários e figurinos. Poderia ter resultado melhor se não se demorasse em algumas sequências envolvendo o fabricante de bonecas e o seu ajudante que atrapalham um pouco o ritmo da história. Confesso que o final me surpreendeu já que
A Boneca do Amor - 1919 - Alemanha - visto no dia 02.09.20
Filme belíssimo. Simples, inteligente e marcante: um clássico atemporal de (Ernst Lubitsch) do ano de 1919. Aqui retrata de forma única, criativa o processo de produção e criação de um diretor ao montar a sua história, os personagens e todo o contexto. O começo,
que montar e contar a história em um filme é a mesma coisa que construir uma história de casa de bonecos
e essa associação e metalinguagem achei sensacional e bem bolado. A história principal é divertida, criativa tbm, e além de criticar certos setores conservadores ou tradicionais da cidade igual:
A religião e seu comportamento, a questão do casamento,
costume social. Tudo sendo feito de forma leve, bem descontraída e divertida. Romance que segue entre o rapaz e a suposta boneca e os dois interagindo em tela são bem carismáticos, simpáticos e as atrapalhadas da personagem vale a sessão, o elenco cumpre bem seu papel, o casal rende cenas interessantes. Os cenários simples, únicos como sendo feito de papel representando mesmo um teatro e eles os bonecos e ao redor uma grande casa de bonecos ou cenários improvisados foi bem original, diferente. A parte onde:
metaforicamente o protagonista deixa cair o seu coração
, é poético, lindo. Belo filme, simples e encantador. Sarcasmo, acidez e cenas engraçadas envolvendo o assistente adolescente do cientista que tem aquela cara de maluco e construtor de bonecas. É isso: um filme que também desfila sobre as peripécias do amor, incluindo a crítica citada, a história trazendo um ar de inocência, juventude, alegria, fantasia e criatividade. É realmente atemporal. O cinema hoje em dia para mim perdeu muito esse brilho que faz falta. Uma época de ouro do cinema mudo alemão sem dúvidas. Nota: 9,0
O Filme foi restaurado e teve a 1ª apresentação no ‘Auditorium del Goethe Institut /Nuova Consonanza’ (Roma) com partitura múltipla composta por Ennio Morricone, adaptada e interpretada pelo grupo ‘AleaNova’. O Evento ficou conhecido por ‘Morricone encontra Lubitsch‘ e se apresentou pela Itália entre mai/2004 a dez/2005. Infelizmente o link p/ ouvir a apresentação, q se encontrava no site do compositor Giovanni Guaccero, ñ está mais disponível. 😩
Meu primeiro Lubitsch no cinema mudo. Gosto dos cenários lúdicos, de como tudo é aproveitado e bem destacado. Se apaixonar por uma boneca que se comporta como um ser humano é uma ideia genial. Dos melhores filmes da fase muda da sétima arte. É tudo sarcástico, cínico e cômico.
Lubitsch faz nessa comédia hilária uma reflexão sobre a ficção cinematográfica. Para ele, criar uma história fictícia no cinema é como se fosse brincar de bonecas, como ele mostra na cena inicial do filme em que um homem (o criador da história) monta todo um mundo a partir de peças que remetem às brincadeiras infantis (inclusive os personagens, que são bonecos) e, a partir daí, nós acompanharemos a narrativa dessa brincadeira/ficção de bonecas (com cavalos que falam e personagens que se desmontam, como quando cai o coração de pano do protagonista). Ao mesmo tempo que Lubitsch consegue pensar o próprio fazer cinematográfico nesse filme, ele aponta sua câmera sempre ácida e hilária para as instituições que dominam essa realidade (como a aristocracia e a religião) e faz uma genial crítica aos seus costumes, que por vezes são hipócritas e desumanos.
Uma comédia divertida e inusitada que a gente até esquece que é da época do cinema mudo devido a inventividade da sua história e também por causa do apuro artístico da produção que capricha nos cenários e figurinos. Poderia ter resultado melhor se não se demorasse em algumas sequências envolvendo o fabricante de bonecas e o seu ajudante que atrapalham um pouco o ritmo da história. Confesso que o final me surpreendeu já que
eu achava que o jovem protagonista não gostava mesmo de moças já que fugia o tempo todo delas.
A Boneca do Amor - 1919 - Alemanha - visto no dia 02.09.20
Filme belíssimo. Simples, inteligente e marcante: um clássico atemporal de (Ernst Lubitsch) do ano de 1919. Aqui retrata de forma única, criativa o processo de produção e criação de um diretor ao montar a sua história, os personagens e todo o contexto. O começo,
ele montando uma casa de bonecos e construindo o cenário
que montar e contar a história em um filme é a mesma coisa que construir uma história de casa de bonecos
A religião e seu comportamento, a questão do casamento,
metaforicamente o protagonista deixa cair o seu coração
Nota: 9,0
O Filme foi restaurado e teve a 1ª apresentação no ‘Auditorium del Goethe Institut /Nuova Consonanza’ (Roma) com partitura múltipla composta por Ennio Morricone, adaptada e interpretada pelo grupo ‘AleaNova’. O Evento ficou conhecido por ‘Morricone encontra Lubitsch‘ e se apresentou pela Itália entre mai/2004 a dez/2005. Infelizmente o link p/ ouvir a apresentação, q se encontrava no site do compositor Giovanni Guaccero, ñ está mais disponível. 😩
Meu primeiro Lubitsch no cinema mudo. Gosto dos cenários lúdicos, de como tudo é aproveitado e bem destacado. Se apaixonar por uma boneca que se comporta como um ser humano é uma ideia genial. Dos melhores filmes da fase muda da sétima arte. É tudo sarcástico, cínico e cômico.
Lubitsch faz nessa comédia hilária uma reflexão sobre a ficção cinematográfica. Para ele, criar uma história fictícia no cinema é como se fosse brincar de bonecas, como ele mostra na cena inicial do filme em que um homem (o criador da história) monta todo um mundo a partir de peças que remetem às brincadeiras infantis (inclusive os personagens, que são bonecos) e, a partir daí, nós acompanharemos a narrativa dessa brincadeira/ficção de bonecas (com cavalos que falam e personagens que se desmontam, como quando cai o coração de pano do protagonista).
Ao mesmo tempo que Lubitsch consegue pensar o próprio fazer cinematográfico nesse filme, ele aponta sua câmera sempre ácida e hilária para as instituições que dominam essa realidade (como a aristocracia e a religião) e faz uma genial crítica aos seus costumes, que por vezes são hipócritas e desumanos.