Data de lançamento
17 Março 2022Seu título, a sigla para DeMilitarized Zone ("zona desmilitarizada" em inglês) refere-se à situação em que se encontra o cenário das história - a ilha de Manhattan, em Nova Iorque - após uma guerra civil eclodir nos Estados Unidos entre o governo do país e uma força secessionista conhecida como os "Estados Livres da América"5 6 .
Em 2008, Wood chegou a declarar que "ficaria feliz em ver a série chegar a 60 edições"7 e, após escrever o roteiro da edição 35, afirmou ter planejado a série para durar cerca de 70 edições4 - o que realmente ocorrerá, com o encerramento da série anunciado para a 72ª edição2 8 .
Concebida por Wood ainda em 2003, logo após o início da Guerra do Iraque, a série foi vista pela crítica, ao lado de Pride of Baghdad, como "a mais bem-sucedida história em quadrinhos a lidar com a Guerra no Iraque" e fez com que seu autor fosse indicado ao Eisner Award de 2008, na categoria "Melhor Escritor"9 10 11 .
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Que adaptação lamentável. Pegaram a trama do único jornalista em atividade em uma ilha de Manhattan destruída, uma mistura de Fuga de Nova York com Falcão Negro em Perigo, e transformaram em dramalhão digno de novelão mexicano. Alguns momentos chegam dar vergonha alheia de tão piegas. Pior que eu criei a maior expectativa pra essa porcaria.
Vazio. Até tem momentos de boa intenção, mas fica na intenção.
Assim como estragaram O Último Homem do Planeta Terra, agora me estragam o DMZ, putz…
Adaptações são sempre adaptações, não podemos esperar a simples transposição de mídia, pois linguagens diferentes possuem recursos e necessidades específicos, mas ainda precisa ter alguma coisa do original.
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Em ZDM acompanhamos Alma Ortega, uma enfermeira que invade uma zona de conflito em busca do filho que perdeu oito anos antes. A história se passa numa Nova York que se transformou numa espécie de trincheira de um EUA dividido com seus moradores vivendo em estado de guerra entre gangues e contra os dois EUA nas suas fronteiras.
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Conhecendo a série que serviu de inspiração, não tem como não pensar de que esta DMZ desperdiçou o potencial original. Nos quadrinhos tínhamos um jornalista jogado em meio a uma zona de guerra tentando sobreviver e conhecer cada uma das gangues da nova Manhattan.
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Ao invés disso, vemos uma mistura de Warriors com Fuga de Nova York, temperada com muito "Casos de Família". E não vou dizer que não funciona, mas para seguir essa premissa, a série poderia ter qualquer outro nome que seria mais honesto.
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Honesta também poderia ser a produção, pois passou de série para minissérie, mas com a possibilidade de novas temporadas. E com essa indecisão, a história ficou prejudicada, corrida em alguns pontos, e com enormes crateras narrativas em outros.
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Não sabemos nada sobre a guerra, apenas que ela ocorre à muito tempo e que Nova York ficou no fogo cruzado, sofrendo com o abandono do Estado e os conflito internos por poder. Até mesmo os territórios e gangues variadas se resumiram a apenas 2 e meia, pois ao micro situar os conflitos, todo o resto ficou vazio.
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Para não falar apenas mal, pois no fim eu acabei gostando do que foi apresentado, os atores estão atuando bem e a ambientação e cenários da Nova York destruída respondem às necessidades.
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Enfim, agora ficamos com a incógnita de uma nova temporada que ainda apresenta um bom potencial, pois quase nada foi utilizado.
poucas coisas se salvam nessa série, infelizmente. é tudo muito genérico; os personagens extremamente chatos (tirando o garotinho), muitas situações que não se sabe o contexto ou o porque daquilo está acontecendo... uma bagunça tremenda.