Um documentário sobre a experiência com o mundo sonoro dos surdos que fizeram o implante coclear ou utilizam aparelhos auditivos. - Festival do Rio 2010
Nossa, achei interessante ver por esse lado limitante do cotidiano dos surdos. Devido às limitações de escutar as suas próprias vozes, percebe-se o desfoque de suas falas. Por hora, parece até um novo idioma. (=
"Sam era surdo, filho de pais surdos. Sam começa, como toda criança, a ter curiosidade por uma garotinha que mora nas imediações de sua casa. Eles ficam amigos e passam a brincar juntos, mas Sam acha-a "estranha", pois "não podia conversar com ela da mesma forma que conversava com seus irmãos mais velhos e seus pais". A interação entre os dois era naturalmente mantida, mesmo com a dificuldade dela de entendê-lo, mesmo quando se tratava dos mais simples sinais. Sam entendeu a "estranheza" da amiga quando um dia viu a mãe dela movendo a boca quando olhava para a menina e observou que a garota foi em direção à mãe com uma boneca na mão fazendo os mesmos movimentos nos lábios. Ao retornar para casa, Sam perguntou a sua mãe "que tipo de aflição" a amiguinha tinha. Sua mãe então lhe explicou que ela era ouvinte e não sabia sinais; em vez de usar sinais, os ouvintes falavam com a boca, e o garoto perguntou: "Essa família e a menina são os únicos 'desse tipo'?"." Padden & Humphries (1988: 15)
Para uma criança surda que nasce em meio a uma família de surdos, não há absolutamente nada de errado em não ter audição e de se comunicar através de sinais (língua nativa). A primeira visão do mundo para qualquer criança é a sua família. No entanto, vivemos em um mundo de ouvintes. E o "diferente" é visto pelo canto dos olhos. Como se fosse uma pobre criatura, digna de pena, mas também de desconfiança. Poderia também dizer "medo", pois sim, temos medo do desconhecido. Ser surdo não é um defeito. Não o impede de viver sua vida, de estudar ou trabalhar. De constituir família. De ir e vir.
Por trás da surdez existe um obstáculo maior: o preconceito. Os ouvintes, pelo simples fato de NÃO CONHECEREM a língua dos surdos, os isolam. Se afastam.
Este documentário mostra mais do que a experiência daqueles que utilizam o implante coclear. Mostra aqueles que optam por querer fazer parte da comunidade ouvinte. Daqueles que estão cansados de exclusão.
Ser surdo não faz de alguém melhor nem pior. Somos todos iguais.
"Ele me quis assim, mas eu tenho olhos lindos....tá ótimo"
Meu, q coisa linda. A gente "perfeito" reclama tanto de coisas pequenas, q exemplo <3
Nossa, achei interessante ver por esse lado limitante do cotidiano dos surdos. Devido às limitações de escutar as suas próprias vozes, percebe-se o desfoque de suas falas. Por hora, parece até um novo idioma. (=
Como adquirir o dvd?
LEIA, POR FAVOR. NÃO É SPOILER.
A HISTÓRIA DE SAM
"Sam era surdo, filho de pais surdos.
Sam começa, como toda criança, a ter curiosidade por uma garotinha que mora nas imediações de sua casa. Eles ficam amigos e passam a brincar juntos, mas Sam acha-a "estranha", pois "não podia conversar com ela da mesma forma que conversava com seus irmãos mais velhos e seus pais". A interação entre os dois era naturalmente mantida, mesmo com a dificuldade dela de entendê-lo, mesmo quando se tratava dos mais simples sinais. Sam entendeu a "estranheza" da amiga quando um dia viu a mãe dela movendo a boca quando olhava para a menina e observou que a garota foi em direção à mãe com uma boneca na mão fazendo os mesmos movimentos nos lábios. Ao retornar para casa, Sam perguntou a sua mãe "que tipo de aflição" a amiguinha tinha. Sua mãe então lhe explicou que ela era ouvinte e não sabia sinais; em vez de usar sinais, os ouvintes falavam com a boca, e o garoto perguntou: "Essa família e a menina são os únicos 'desse tipo'?"."
Padden & Humphries (1988: 15)
Para uma criança surda que nasce em meio a uma família de surdos, não há absolutamente nada de errado em não ter audição e de se comunicar através de sinais (língua nativa). A primeira visão do mundo para qualquer criança é a sua família.
No entanto, vivemos em um mundo de ouvintes. E o "diferente" é visto pelo canto dos olhos. Como se fosse uma pobre criatura, digna de pena, mas também de desconfiança. Poderia também dizer "medo", pois sim, temos medo do desconhecido. Ser surdo não é um defeito. Não o impede de viver sua vida, de estudar ou trabalhar. De constituir família. De ir e vir.
Por trás da surdez existe um obstáculo maior: o preconceito. Os ouvintes, pelo simples fato de NÃO CONHECEREM a língua dos surdos, os isolam. Se afastam.
Este documentário mostra mais do que a experiência daqueles que utilizam o implante coclear. Mostra aqueles que optam por querer fazer parte da comunidade ouvinte. Daqueles que estão cansados de exclusão.
Ser surdo não faz de alguém melhor nem pior. Somos todos iguais.
A brincadeira com o som é muito bom. Ótimo curta!