Joaquim Pinto está duplamente infectado com HIV e VHC há quase 20 anos. "E Agora? Lembra-me." são apontamentos sobre um ano de tratamentos experimentais.Uma reflexão aberta e eclética no tempo e na memória, sobre epidemias e globalização, sobre a sobrevivência além de todas as expectativas, a dissidência e o amor absoluto. Num vai-e-vem entre as memórias presentes e passadas, o filme também é uma homenagem aos amigos que partiram e aqueles que permanecem.
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Um ensaio sobre a fragilidade humana.
"Não sei como falar de filmes. Falamos de vidas, de experiências".
O filme me surpreendeu do início ao fim. É lindo, emocionante, arrebatador, provocador e espiritual. Onde se encaixariam as memórias, as cartas, risos e dores de Joaquim nos dogmas da onipotência científica, no rigor evolucionista ou nas demais teorias totalizantes? O filme explicita o salto da experiência no mundo, o silêncio que grita perante ao massificante e a angústia de viver a parte dos rigores. Em uma liberdade quase sufocante, Joaquim lapida o seu legado através do afeto, da arte e do sorriso. Em suas próprias palavras: "Gostava de ver em Darwin mais que o eugenismo. Em Freud, mais que um judeu errante. Em Marx, mais que uma antevisão a um futuro de barbárie. Só vos posso sugerir que não aceite resumo de resumos, citações de citações".
a vida e a arte andam de mãos dadas, ambas com muita sensibilidade. filme lindo
gente, onde consigo baixar?
Eu tive que ficar fazendo anotações num papel às escuras no cinema, porque cada palavra dita era uma linha linda de pura poesia. Que sensibilidade!