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A história se passa durante a revolução mexicana. As tropas do General revolucinário José Juan Reyes tiram dos ricos para mantar seu exército. Quando ele está em uma cidade confiscando dos ricos, ele conhece Beatriz Peñafiel, que lhe desperta um sentimento que nunca teve antes na vida. Beatriz, porém, é filha de rico senhor Carlos Peñafiel, e detesta o General.
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Uma trama meio telenovela com uma boa fotografia e trilha sonora bem caprichadas. O elenco é forte e chama atenção em meio ao "nada" que se decorre durante sua exibição.
Entretanto não me cativou tanto quanto poderia, além de sua idade que dificulta a imersão.
Produção mexicana em preto e branco da Panamerican Films S.A. e Estudios Churubusco Azteca S.A. indicado ao Grande Prêmio Internacional de melhor filme no Festival de Cinema de Veneza. Foi filmado nos estúdios Churubusco na Cidade do México e em locações em Puebla. O ano correto deste filme é 1946. Houve uma refilmagem do mesmo diretor: Do ódio nasce o amor (50).
Esta foi a 1° colaboração cinematográfica de María Félix (1914-2002) e o diretor Emilio Fernández (1904-1986). Os outros foram Rio escondido (48), Maclovia (48), Reportagem (53) e O rapto (54). Este é um dos filmes favoritos de Martin Scorsese. O filme foi inspirado em "A megera domada", de William Shakespeare. A sequência final foi fortemente inspirada em Marrocos (30).
O filme combina humor, drama, reflexões profundas sobre o marxismo e a Igreja, sobre a vontade do povo e uma serenata. Um retrato contemplativo da subjetividade revolucionária e sua relação antagônica com seus inimigos. Composto por imagens icônicas e emoldurado pela luta moral através da qual religião e revolução buscam a utopia. É, em última análise, um melodrama onde a idéia de que “tudo vale no amor e na guerra” é expressa literalmente para unir duas pessoas de classes diferentes.
Protagonizado por María Félix, uma das figuras femininas mais importantes da época de ouro do cinema mexicano, “Enamorada” narra uma inusitada história de amor que tem como cenário o pueblo mágico de Cholula e como pano de fundo a Revolução Mexicana. Cenas preciosas como a do trio de mariachis cantando “La Malagueña” – talvez a serenata mais bela já vista na história do cinema, colocaram a película definitivamente no patamar das melhores do México. Destaque para a fotografia contrastada de Gabriel Figueroa, que fez um trabalho de mestre, sobretudo na última sequencia em contraluz.