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A morte de nove jovens em Paraisópolis, após ação da Polícia Militar que dispersou violentamente um baile funk, traz a discussão de o quanto a violência do Estado tem CEP. O documentário de Thiago B. Mendonça e Renata Jardim escancara as desigualdades do bairro, vizinho ao elitista Morumbi.
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Se o diálogo daqueles seres vomitativos na reunião de condomínio não te causar asco, você está morto por dentro.
Paraisópolis é talvez o maior exemplo do processo de gentrificação que a urbanização brasileira gerou. O maior acerto dessa produção não é somente revelar a discrepância entre as realidades das classes que ocupam o mesmo tecido e, sim, explorar como particularidades de um dia a dia diferem tanto no cotidiano. O simples ato de almoçar, se exercitar, trabalhar, praticar esportes, se entreter e socializar revela um estereótipo intrínseco a vida de ambos os lados: a segregação socioespacial ocorrida em Paraisópolis demonstra como ambas comunidades promovem a proteção de seus espaços por um ideal cordial. De um lado, o vazio e o silêncio de indivíduos com vidas exclusivas, do outro, o acaloramento e o sentimento mútuo de preservação dos objetivos em comum.
O que é a vida real? O que é a realidade brasileira? A da minoria ou da maioria? Dá nojo ver aquele povo burguês reunido falando muita, muita besteira! A classe media brasileira é de dar pena mesmo, e ódio ao mesmo tempo.
Se a vida fosse photoshop era só ajustar o "contraste"!
O documentário corre um bom tempo sem diálogo nenhum, quando o mesmo começa nas falas daqueles q representam a burguesia é de dar nojo.