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25 Set. 2020Éramos em Bando vai mostrar os primeiros impactos da pandemia no trabalho do grupo fundado em 1982. Nesse ano, o Galpão já estava preparado para estrear, na edição do Festival de Curitiba, a montagem Quer Ver Escuta, inspirada em poemas contemporâneos de Angélica Freitas, Ana Martins Marques e Paulo Henriques Britto. Realizado anualmente entre março e abril, a mostra abriu a temporada de cancelamentos na cena teatral, desmobilizando trabalhos em cadeia nacional. "Foi um banho de água fria", conta o ator Eduardo Moreira. "Estrear é apenas o início de um grande esforço. Já tínhamos temporada confirmada em outros Estados. Tivemos que parar."
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Assistam "Éramos em bando" o filme do Grupo Galpão! É meio um ensaio, um registro de processo de criação e experimentações com o que é possível se fazer nesse contexto pandêmico, decadente, em que todos os encontros precisam ser mediados obrigatoriamente pelas tecnologias. Me emocionei em algumas partes, rindo com a Teuda ou chorando com a tragédia que a gente ta vivendo nessa pandemia. Assisti no auge do meu isolamento e ver aqueles artistas tentando existir de alguma forma enquanto grupo e seguir criando, e seguir vivendo... dá aquela sensação que mesmo com todo esse o contexto pandêmico ainda existe uma união entre nós. Nem que seja no sentir saudades das presenças e nas revoltas compartilhadas no meio desse tanto de absurdo desse desgoverno que está ruindo nosso país todo dia um pouco.
Sobre resistir e se reinventar em tempos tão adversos!
A arte tem que continuar...
"Querem silenciar o que há para ser dito."
Éramos em Bando #ÉramosEmBando de #MarceloCastro #PabloLobato #ViniciusdeSouza Brasil,2020.
As lives popularizadas na pandemia mundial deste ano de 2020 já deixam marcas no mundo audiovisual. O Grupo Galpão que desde 1982 enche os teatros e nossos corações com trabalhos lindos da dramaturgia brasileira e mundial foi tema de um dos belos documentários de Eduardo Coutinho: Moscou. Lá Coutinho revelava um ensaio de um espetáculo que nunca seria encenado nos palcos, era o processo que lhe interessava, era a arte do grupo para dar vida ao texto de Tchekhov que fazia a gente suspirar ao ver o filme. No início desse ano o grupo preparava um novo espetáculo e esse processo foi interrompido pela pandemia. Também trabalho com teatro e senti na pele o que foi ficar mais de seis meses sem poder ter noção de qual será o rumo das artes cênicas. O Galpão resolve então continuar o processo via conversas de vídeo, cada um na sua casa, estudando e ensaiando juntos pela internet. Esse filme é o resultado desses encontros virtuais. As soluções encontradas, as frustrações, a transformação de uma arte milenar que nunca passou por nada parecido como agora. Em Moscou, o ensaio que não virou peça que virou filme, em Éramos em Bando uma peça que não é mais teatro mas que se transformou em algo novo. Éramos em Bando é um retrato triste mas esperançoso de que o ser humano às vezes é obrigado a se adaptar e tentar fazer essa adaptação ser algo positivo.
#TeudaBarra #InêsPeixoto #GrupoGalpão