Solidão, desilusão e a experiência do primeiro amor revelam características sobre Raya, uma jovem de 17 anos que mora no interior da Letônia com a avó e o irmão mais novo. Quando a avó falece, os irmãos precisam se mudar para o orfanato mais próximo, porém, Raya decide assumir as rédeas da situação e cuidar de tudo, uma decisão difícil até para uma pessoa adulta.
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Drama suave e intenso, pautado pela atuação iluminada da jovem Elina Vaska, que compõe uma personagem doce porém obstinada.
Primeiro filme da Letônia que assisti. Percebi que na maioria dos filmes produzidos no leste europeu paira essa atmosfera de vazio e desesperança, como Lilya 4-ever. Até a fotografia é cinzenta. História triste e intimista, não veja se estiver deprimido.
Introspectivo, lento mas intenso!
Eu tenho que parar de ver filmes assim, me destroça.
Encantado com a personagem Raya e com sua suave obstinação. Mas é uma obstinação calcada na esperança, que parece oscilar nos tantos revezes e se revigorar pelo amor, seja o fraterno, seja aquele que se descobre num insólito romance. A lama quase intransponível, que está lá do inicio ao fim do filme, nos diz tanto: muitas vezes sou eu que fico com os pés atolados, contando os dias para a libertação e fazendo uma força descomunal para escapar da areia movediça. O roteiro é tão pequeno mas é brilhantemente conduzido, interpretado, que se torna denso como um clássico quilométrico. Grata surpresa - nunca havia visto nada da Letônia - tanto nas interpretações quanto nos aspectos técnicos, principalmente nas belíssimas fotos ao longo das estações. 897