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Quatro mulheres que querem ser felizes, mas... de que felicidade estão falando? Qual é o modelo a seguir? Como se constrói um novo modelo? Yo soy sola é uma comédia dramática sobre mulheres que não encontram, não entendem e se perguntam como se constrói o amor de hoje.
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Gostei, bem levinho, né? Mas, ainda assim, consegue levantar umas questões interessantes. Principalmente com relação a estes pacotes de felicidade pré estabelecidos, em sua grande maioria, para mulheres. Tipo casar, ter filhos, ter um namoradinho, saber cuidar da casa e do homem... Grazadeus não é bem assim, porque né.
Sobre Vera: Mulher moderna, independente, que não gosta de fazer tarefas domésticas. Mora junto com seu namorado e ambos são escritores. No momento em que sua carreira começa a decolar, ganhando coluna fixa e elogios do chefe, os problemas em casa começam a aparecer. Parece impensável que, no casal, a mulher seja a mais bem-sucedida. Ela se vê, então, tentando mudar a si mesma para não perder o namorado. Olha pela janela da vizinha, de outra geração, que ajeita o terno do marido e faz a comida todos os dias. Fica com vergonha de comprar o livro de crochê, mas compra mesmo assim. O dia que resolve fazer comida, olha pela janela, esperançosa de que a vizinha fofoqueira dessa vez fofoque algo que a agradaria. Mas dessa vez ela não estava olhando. E nem tampouco o namorado estava em casa para comer seu arroz mal-temperado.
O filme demonstra que as relações humanas, e principalmente as afetivas, nem sempre recobrem a demanda de reciprocidade no amor, o que é totalmente equivalente ao clichê, dizendo que estar com alguém nem sempre significa estar feliz; em parte dos casos, estar com alguém é estar sozinho, sozinho consigo mesmo e não ter pra onde recorrer nos momentos de inflamação da alma. Realmente valeu muito a pena ver o filme, ver o quanto as pessoas se remontam diariamente para manter uma postura social fatigante, que, dotada pela cultura do status, uma hora ou outra, acaba desmoronando, simplesmente por não suprir uma veracidade. É realmente muito reflexivo e bom... recomendo!
Não quero fazer bolos
Não quero fazer crochês
Estou tentando ser a mulher que você quer
Eu não sei quem sou, e sinto medo de nunca saber
Vera
Gostei!
As duas últimas histórias são muito boas! A primeira é boazinha, mas a segunda achei bem fraca.
Enfim, um bom filme.