Logo após a morte de sua mãe, cineasta taiwanês vem à França com a intenção de fazer um filme sobre Salomé, a sensual dançarina referida na Bíblia como a responsável pela morte de São João Batista.
Tsai Ming-Liang percorre o Louvre com seu olhar paciente, dentro, fora, em frente, atrás. Mas filmar em um museu significa recriar em um universo já criado. É como movimentar-se em um cemitério, que contém e preserva a beleza dos gestos já realizados, as cinzas do tempo, a descrença da morte. O próprio cinema é um cemitério, e Ming-Liang constrói um altar para a própria mãe, morta durante as filmagens, assim como a mãe do diretor fictício. A vida e o filme se cruzam infinitamente se espelham por breves instantes. Uma imagem refletida nunca é uma coincidência.
De uma maneira prática, mas não por isso matando a poesia, esqueça Salomé e João Batista sem nenhuma culpa! Fique apenas com Fanny Ardant, as imagens surreais de Liang e sua homenagem descarada ao cinema francês!! =))
Gosto muito do cinema de Tsai Ming Liang mas neste filme,que para mim e ininteligível ,acretido que ele tenha derrapado.Estão presentes temas recorrentes em sua obra (principalmente a personagem de Chao-jung Chen, o apartamento alagado,aquário com peixe enorme dentro,homossexualismo ,câmera colocada num canto no alto como se fosse equipamento de segurança a vigiar os acontecimentos.Imagina-se que seja uma homenagem a Truffaut, mas o roteiro é indecifrável.Como curiosidade estão presentes o Léaud , Fanny Ardant(uma forte presença apesar da passagem do tempo) além da pequena aparição Moreau e Nathalie Baye como elas mesmas.Tem também a Laetitia Casta que por si só já é um espetáculo.
Tsai Ming-Liang percorre o Louvre com seu olhar paciente, dentro, fora, em frente, atrás. Mas filmar em um museu significa recriar em um universo já criado. É como movimentar-se em um cemitério, que contém e preserva a beleza dos gestos já realizados, as cinzas do tempo, a descrença da morte. O próprio cinema é um cemitério, e Ming-Liang constrói um altar para a própria mãe, morta durante as filmagens, assim como a mãe do diretor fictício. A vida e o filme se cruzam infinitamente se espelham por breves instantes. Uma imagem refletida nunca é uma coincidência.
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De uma maneira prática, mas não por isso matando a poesia, esqueça Salomé e João Batista sem nenhuma culpa! Fique apenas com Fanny Ardant, as imagens surreais de Liang e sua homenagem descarada ao cinema francês!! =))
Gosto muito do cinema de Tsai Ming Liang mas neste filme,que para mim e ininteligível ,acretido que ele tenha derrapado.Estão presentes temas recorrentes em sua obra (principalmente a personagem de Chao-jung Chen, o apartamento alagado,aquário com peixe enorme dentro,homossexualismo ,câmera colocada num canto no alto como se fosse equipamento de segurança a vigiar os acontecimentos.Imagina-se que seja uma homenagem a Truffaut, mas o roteiro é indecifrável.Como curiosidade estão presentes o Léaud , Fanny Ardant(uma forte presença apesar da passagem do tempo) além da pequena aparição Moreau e Nathalie Baye como elas mesmas.Tem também a Laetitia Casta que por si só já é um espetáculo.
Alguém teria link?