Filme de caráter dramático-expressionista estrelado pela trágica estrela do cinema alemão Sybille Schmitz (Diary of a Lost Girl, Vampyr) que revisita o tema de uma mulher que luta contra o destino (personificado na figura da própria morte) na intenção de salvar o seu amado. História semelhante a um das linhas narrativas do clássico "A Morte Cansada", de Fritz Lang.
Exceto pelo personagem do homem fugitivo que não tem muito a oferecer em termos de performance, os principais personagens são interessantes. A interpretação de Sybille dá um caráter melancólico a Maria, que gradualmente se torna mais assertiva de seu destino e desejo de salvar o amado, um fugitivo perseguido por funestas figuras de preto que dominaram a sua região do outro lado do rio. A morte, que vem buscar o fugitivo pouco depois, interpretado por Peter Voß, é também marcante, denotando um caráter impassível e implacável.
O filme funciona como um conto místico e alegórico de luta contra um destino inclemente. A atmosfera enigmática é proporcionada pela fotografia evocativa de Franz Weihmayr (Senhoritas em Uniforme) e música marcante a cargo de Herbert Windt (Triunfo da Vontade, Olympia), um dos principais compositores do cinema na Alemanha nazista. Na época de seu lançamento foi criticado pelo seu caráter ambíguo de discurso e por não atender aos padrões de caracterização da mulher alemã intencionados pelo regime nazista. Esse caráter ambíguo pode levar alguns a interpretar as opressivas figuras de preto que perseguem o fugitivo como uma referência ao regime de exceção do partido nazista, que tomara o poder pouco tempo antes do lançamento do filme.
Ainda que o diretor e co-escritor do roteiro, Frank Wisbar, tenha fugido do país em 1938 por desavenças contra o regime, Hans Jürgen Nierentz, também roteirista, permaneceu no país e ajudou vigorosamente a construir obras que enalteciam o regime nazista, como até diretamente no aparato de propaganda estatal. Sybille Schmitz também permaneceu no país, trabalhando em produções da época, o que acabou prejudicando sua reputação no pós-guerra. Suicidou-se com apenas 45 anos. Sua figura e história serviram de inspiração para o filme "O Desespero de Veronika Voss", último filme produzido pelo seminal diretor alemão Rainer Fassbinder.
Filme de caráter dramático-expressionista estrelado pela trágica estrela do cinema alemão Sybille Schmitz (Diary of a Lost Girl, Vampyr) que revisita o tema de uma mulher que luta contra o destino (personificado na figura da própria morte) na intenção de salvar o seu amado. História semelhante a um das linhas narrativas do clássico "A Morte Cansada", de Fritz Lang.
Exceto pelo personagem do homem fugitivo que não tem muito a oferecer em termos de performance, os principais personagens são interessantes. A interpretação de Sybille dá um caráter melancólico a Maria, que gradualmente se torna mais assertiva de seu destino e desejo de salvar o amado, um fugitivo perseguido por funestas figuras de preto que dominaram a sua região do outro lado do rio. A morte, que vem buscar o fugitivo pouco depois, interpretado por Peter Voß, é também marcante, denotando um caráter impassível e implacável.
O filme funciona como um conto místico e alegórico de luta contra um destino inclemente. A atmosfera enigmática é proporcionada pela fotografia evocativa de Franz Weihmayr (Senhoritas em Uniforme) e música marcante a cargo de Herbert Windt (Triunfo da Vontade, Olympia), um dos principais compositores do cinema na Alemanha nazista. Na época de seu lançamento foi criticado pelo seu caráter ambíguo de discurso e por não atender aos padrões de caracterização da mulher alemã intencionados pelo regime nazista. Esse caráter ambíguo pode levar alguns a interpretar as opressivas figuras de preto que perseguem o fugitivo como uma referência ao regime de exceção do partido nazista, que tomara o poder pouco tempo antes do lançamento do filme.
Ainda que o diretor e co-escritor do roteiro, Frank Wisbar, tenha fugido do país em 1938 por desavenças contra o regime, Hans Jürgen Nierentz, também roteirista, permaneceu no país e ajudou vigorosamente a construir obras que enalteciam o regime nazista, como até diretamente no aparato de propaganda estatal. Sybille Schmitz também permaneceu no país, trabalhando em produções da época, o que acabou prejudicando sua reputação no pós-guerra. Suicidou-se com apenas 45 anos. Sua figura e história serviram de inspiração para o filme "O Desespero de Veronika Voss", último filme produzido pelo seminal diretor alemão Rainer Fassbinder.