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Caruaru, Pernambuco. Seu Canário (Everaldo Pontes) deixa a arte do barro por achar que tudo virou cópia, causando sofrimento em sua esposa Odete (Zezita Matos). O neto Ferrolho (Paulo Philippe) é torcedor do Central. Nos dias de jogo invade residências para realizar seus desejos enquanto sua mãe, Cassandra (Verônica Cavalcanti), sofre com a morte da amante, vítima de homofobia.
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- as intenções do filme são ótimas, aborda vários temas, interessantes e muito importantes
- é meio afobado também, se perde ao tentar se desenvolver
- mas é legal demais ver esses atores que já vi em grandes filmes fazer um longa bem aqui em Caruaru
- e lindo ver em tela a feira da sulanca, o morro bom jesus e vários lugares e expoentes da cultura caruaruense
O filme insere uma penca de discussões interessantes: relações familiares, homoafetividade, homofobia, banalização da arte pela reprodutibilidade, amor a coisas inúteis, manias estranhas, e por aí vai... Mas infelizmente não aprofunda muito em nenhuma delas. A cinematografia é claramente subjetiva, mas tem muitas loucuras de continuidade, montagem, muita coisa estranha. O preto e branco acabou casando bem, a fotografia ficou bacana, e o filme se apoia demais nos atores. Zezita Matos, Everaldo Pontes e Servilio de Holanda sempre excelentes. Não conhecia o protagonista Paulo Phillipe nem a Verônica Cavalcanti mas também são ótimos atores. Porém o filme realmente poderia ter tido um melhor tratamento, sempre bom ver os experimentos de Taciano Valério.