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Data de lançamento
4 Março 2015Duração
A história do brutal estupro coletivo e assassinato da estudante de medicina de 23 anos Jyoti Singh num ônibus em movimento em 2012; e dos protestos e motins sem precedentes que este evento terrível gerou por toda a Índia, conduzindo uma forte demanda por mudanças na forma que as mulheres do país são tratadas. O filme examina os valores e a mentalidade dos estupradores e também entrevista os advogados que defendem os homens condenados pelo estupro e assassinato de Jyoti.
O filme foi banido na Índia por seu conteúdo controverso.
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As pessoas olham pelo senso comum e pensam "ah, mas a índia ainda tem mentalidade atrasada em grande parte da sua totalidade, de cultura de castas... Blá blá blá ". Então, o filme mostra ao final os dados da violência sexual em outros países, principalmente no Reino Unido, um dos "berços da civilização ocidental". E fica muito claro que a barbárie contra a mulher está arraigada em instâncias culturais mais profundas e de forma global.
Cruel
passei mal
Essa cultura do estupro... Acho que a única coisa que todas as culturas desse mundo compartilham entre si. Seja uma cultura mais entranhada como a indiana, seja uma cultura mais pop que nem a do Ocidente. Todos os homens colaboram com a cultura do estupro de uma forma tão grotesca, tão violenta, tão desumana. Aliás.... pra quem estuda o feminismo e outros estudos de gênero sabe que a mulher não é vista como ser humano. Ela é totalmente desumanizada em prol das vontades e privilégios dos homens. O estupro existe em todo lugar e muitas vezes as pessoas não sabem definir o que é estupro. É um crime que deve ser cada vez mais discutido, diluído, processado e disseminado. Tem que haver educação de gênero nas escolas, tem que haver uma educação para o direito das mulheres. A violência contra mulher é milenar, a mudança será lenta, assegurar os direitos adquiridos é uma luta constante, mas as mulheres não vão regredir!
E pena de morte não resolve nada. O que tem que haver é uma mudança radical no Estado, tolerância 0 com esses tipos de casos que envolvem minorias. Violência jamais resolve violência. A maioria dos criminosos viveram vidas violentas e de miséria. Isso JAMAIS será desculpa pra um crime tão hediondo, mas aprofunda a seriedade desses atos.
Em 2012 os olhos do mundo se voltaram para Índia por conta do estupro coletivo onde a vítima era a jovem Jyoti.
Um pais de cultura patriarcal onde se glorifica o homem desde o nascimento com distribuição de balas e onde as mulheres não podem ir ao cinema acompanhada de um amigo (só podem sair com um parente). A ideia que alguns indianos tem é que ela pediu para ser estruprada e morta ( vide comentarios dos advogados). As leis ficaram mais severas depois do ocorrido (pena de morte). O que a Índia fará a longo prazo para quitar sua dívida com as mulheres que viveram antes esta mesma situação? Não houve arrependimento dos estupradores e a Índia proibiu a exibição do documentário.