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Data de lançamento
24 Março 2014Acompanhe a vida de três mulheres cambojanas que foram vítimas de tráfico sexual na adolescência. Emocione-se com suas lutas e vitórias para ir de vítima a sobrevivente.
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:(
Que documentário forte! Confesso que chorei em alguns momentos pela dor dessas meninas.
Esse documentário é brutal em dois aspectos: 1) Por mostrar de fato a situação não só das mulheres, mas como da sociedade pobre no Camboja. 2) Por mostrar um tipo de ajuda que me deixa alarmada (sem querer desmerecer o projeto Rapha House, mas algumas ações me deixaram realmente incomodada na atuação deles;
Eu sei que o trabalho deles salvaram e salvam muitas meninas, mas eu penso que eles deveriam ter um pouco mais de cuidado com o aspecto cultural em que eles estão se inserindo. Muitas vezes me pareceu que eles colocavam o budismo como algo ruim, a bíblia como salvação, assim como os Estados Unidos ~~ bom e civilizado ajudando a todos ~~, e não sei, acho que isso acaba sendo ruim para as meninas que ficam com aquele sentimento de que o lugar que elas vivem é ruim, que a religião delas é ruim, enfim que o país delas não possui solução. Eu acho que parte do trabalho seria mostrar que como qualquer cultura/religião existe um lado de manipulação, um lado ruim, uma interpretação que é usada para aprisionar e machucar o outro. Mas que existe o lado bom, que existe esperança, respeitando a identidade do local. Parece estranho? Mas essa é uma atitude de ajuda colonizadora, é como fizeram no Brasil quando foram catequizar os índios "por que eles eram selvagens", é querer impor sua cultura como a certa, como a "civilizada" diante do outro. Quer maior demonstração disso do quê aquela cena que a mulher fica falando que rosa não é cor para o bebê ou que ela não deveria pegar roupa de frio porque no Camboja é quente? ( leve ódio nessa cena) A cor rosa naquele país pode ter outro simbolismo, assim como o preto não é luto no mundo inteiro, fora que é uma visão machista que nem merece discussão aqui. E calor? Calor para ela que nasceu num lugar que neva. As pessoas no Camboja tem outra relação com a temperatura, com o sentimento de quente/frio.
Fica clara a manipulação religiosa/ cultural em toda a sociedade para justificar crueldades, mas isso não acontece somente lá. Precisamos de muito muito cuidado para entender os outros, sem nos colocar como o centro do universo.
Documentário forte, repleto de histórias emocionantes .
Esse doc é como um soco no estômago, é mais um reflexo do machismo em que mulheres são tratadas como mercadoria e tem sua dignidade e liberdade violada.
Deixa qualquer pessoa arrasada, infelizmente isso não está presente apenas no Camboja, a possibilidade da mesma coisa está acontecendo no seu bairro é bem grande e não existe grande esforço do poder público em fiscalizar, o que deixa uma sensação de impunidade, impotência e revolta dentro de todos, inclusive das vítimas.