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Duração
Filme bastante experimental. A história se desenrola a partir de dois cortes diferentes no tempo, mas que não são apresentados como necessariamente concorrentes.
Em um deles um velho é acompanhado por seu filho floresta adentro, e no outro o mesmo filho cuida do pai enfermo e moribundo.
Filme que através de certos experimentos formais tenta expressar visualmente a fronteira, a cooperação, a inseparabilidade entre a vida e a morte, ao mesmo tempo em que mergulha de maneira íntima e flagrante na relação pai/filho.
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Não sei dizer ao certo o que, mas algo me atraiu a conferir este experimento polonês completamente ignorado pelos cinéfilos de um modo geral. Se assistido com a mente aberta, pode render uma jornada enaltecedora de amor e ódio. A narrativa é uma tela em branco onde o espectador vai delimitando seus traços com suas próprias experiências de vida e identificação. É uma mistura de Bela Tarr e Michael Haneke que em certos pontos poderia explorar a beleza técnica que tinha em mãos de forma mais aprofundada, mas ainda obtem êxito e entrega um terceiro ato simplesmente brilhante e tristemente edificante - uma das sequências mais inspiradas de 2009.
Onde as palavras não cabem, apenas a vida, cruel e percebida.
por se tratar do Dumala, esperava algo beeem mais satisfatório.