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Duração
A deterioração de uma pequena comunidade na Ilha do Fogo força seus habitantes a partirem e se realojarem. Os lugares antes ocupados pelos moradores estão se tornando parte da paisagem da tundra. Apesar do futuro condenado, alguns moradores decidem permanecer, apegados às suas memórias e ao passado, quando a vida na Ilha do Fogo era diferente.
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Fogo alimenta a vida das pessoas que resolvem ficar na ilha há pouco abandonada pelos demais. Deixados para trás para se tornar parte da paisagem, dois moradores vagam por sua terra agora que tudo lhes pertence, e a eles não resta nada além daquelas terras. Vítimas do tempo, sofrem as consequências de uma existência milenar que degrada tudo aos poucos, mesmo a vida natural. Vagam nos escombros do mundo antigo, entre casas que agora se fundem com o todo, cada vez mais conectados à natureza que os envolve. São toco, são pedra, são elemento dentro da cena, se tornam um com o ambiente e vão se esvaindo aos poucos, sofrendo os ajustes do tempo. Os cães, a representação da última fagulha de vida, desaparecem como quem foge do destino iminente, deixando para atrás aqueles que perderam seu lugar no mundo, fadados a transformar-se e fundir-se com a ilha, farfalhar e extinguir-se para queimar de novo, como fogo.
Imagens belíssimas ajudam o filme a ter uma fotografia fora do comum. Os poucos diálogos até que não chegam a prejudicar, mesmo com apenas 60 minutos de duração, consegue mostrar a tristeza de quem não quer sair de seu lugar de origem.
Não sei se foi pretensioso ou se foi um filme ruim, apenas.
Um sequência de tomadas (bonitas até) e diálogos (poucos) sem sentido algum.
Duas estrelas pela paisagem que me encantou.
Eu gostaria de escrever sobre o que eu achei do filme mas eu dormi na metade
1 estrela pelos cães que são lindos. Brinks à parte, mas foi uma verdadeira perda de tempo.