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Em 1970, o então estudante de cinema, Ralph Arlyck, lançou seu trabalho escolar "Sean", um curta que tomou os EUA produziu uma série de discussões sobre os filhos dos hippies e o futuro da América do Norte.
Agora, o documentarista revisita Sean e descobre quem é ele hoje.
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É difícil explicar este documentário sem querer escrever um livro, é difícil até dizer se eu recomendo ou não, posso dizer que gostei muito, mas não sei se é para qualquer um.
Primeiro o diretor mostra o Sean com 4 anos, em seu documentário original, da época em que estudava cinema - e se tornou um sucesso, e colocou os EUA num momento de reflexão sobre quem se tornariam estes filhos de hippies, falando mal de policiais e falando sobre maconha etc - e, pouco tempo depois descobrimos que ele quer revisitar Sean e descobrir quem ele se tornou.
Nós descobrimos um pouco sobre o Sean do presente (ou o Sean do meio dos anos 90 até o começo dos 2000), mas não conseguimos realmente conhecer este adulto, isto seria um crime imperdoável em um documentário com este nome, mas não é.
O diretor se coloca no meio do seu filme - geralmente isso destrói o documentário sob meu ponto de vista e de outros fãs do gênero - mas, neste caso, é exatamente o que dá o toque de ouro ao filme.
O documentário não é sobre Sean, é sobre a vida - a minha, a sua, a deles...enquanto vamos vendo as escolhas de cada um, a forma como cada um viveu - relacionamentos monogâmicos e poliamorosos, comunistas de verdade e comunistas de butique, vagabundos e trabalhadores tentando o pão de cada dia...vamos percebendo como a vida é sem sentido, e ainda assim, cheia de sentidos.
Se quiser assistir, assista! Você vai viver momentos de tédio, de emoção, de reflexão...enfim, tudo que a vida pode proporcionar e ao final, não vai saber responder o que a América do Norte se perguntou nos anos 70, mas, respostas nunca importaram - o que importa é sempre a pergunta, tolinho.