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Data de lançamento
6 Set. 2019Duração
Parte de sua trilogia informal de corretivos históricos, o mais recente de Sergei Loznitsa compila imagens de arquivo únicas, inéditas ou há muito esquecidas do funeral de Joseph Stalin em 1953, e é o filme mais visualmente impressionante do diretor até hoje.
- Selecionado para o TIFF 2019.
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Imagens espetaculares. História pura. Serve para quem gosta de ler sobre história e tem a oportunidade de ver rostos conhecidos como Malenkov. Sobre o fim, desnecessário. Parece até deslocado. O filme não é um julgamento, então porque diabos aquele fim?
Filme massante, chatinho de ver, mas poderoso com imagens da despedida de um líder mundial que marcou época. No assustador início parece que Stalin irá abrir os olhos a qualquer momento
Oxe, fiquei esperando alguma narrativa do pós Stálin em questões sociais, mas o documentário é BOCEJANTE mostrando o povo com cara de taxo e um locutor babando os ovos do falecido.
Dei uma adiantada pra ver se iria mudar e nada... mas na verdade, eu ABANDONEI aqui com 27 minutos...
Os 10 segundos finais mostram muito bem quem foi Stalin:
SEGUNDO PESQUISAS HISTÓRICAS, MAIS DE 27 MILHÕES
DE CIDADÃOS SOVIÉTICOS FORAM ASSASSINADOS, EXECUTADOS,
TORTURADOS ATÉ A MORTE, PRESOS, ENVIADOS PARA GULAGS OU DEPORTADOS DURANTE O GOVERNO DE STALIN. APROXIMADAMENTE MAIS 15 MILHÕES MORRERAM DE FOME.
EM 1956, O 20º CONGRESSO DO PARTIDO
COMUNISTA DA UNIÃO SOVIÉTICA CONDENOU O GOVERNO DE STALIN
COMO UM CULTO À PERSONALIDADE E SOLICITOU
A "DESESTALINIZAÇÃO" DO PAÍS. EM 1961, O CORPO DE STALIN
FOI REMOVIDO DO MAUSOLÉU E ENTERRADO NA MURALHA DO KREMLIN.
O maior assassino da historia mundial sendo homenageado
Um espetacular trabalho de montagem que conta com filmagens inéditas e remasterizadas do funeral do dirigente máximo da URSS, Josef Stalin. Loznitsa abre mão de informar ou abranger a figura do líder soviético para focar exclusivamente no sentimento do povo perante a perda de Stalin; a comoção generalizada, o mar de gente acompanhando seu velório, a expressão vazia e desesperançosa daquelas pessoas representam claramente toda a tristeza de uma nação.
E não apenas documenta esse abalo pessoal sentido pelo povo soviético como também mostra, e com muitos detalhes, toda a organização do funeral e sua grandiosidade, desde a chegada do corpo até seu destino final, ao lado de seu mentor, o grande Vladimir Lenin. E, como disse anteriormente, Loznitsa se encarrega de utilizar e montar seu retrato de uma forma extremamente poderosa e relevante para a compreensão geral daquele acontecimento. É daqueles documentários que arrepiam, que causa um impacto significativo em quem assiste.
E eu estava prontíssimo para dar a nota máxima ao documentário quando, em seu final, o diretor escolhe deixar a ambiguidade de seu relato de lado e parte para o senso comum para finalizar seu trabalho. E na realidade, nem acho que isso seja o real problema aqui (até porque um filme não se torna ruim apenas pela sua moral dúbia ou visão parcial), mas acho problemático a obra direcionar seu documento em um horizonte e em 10 segundos, no seu desfecho, utilizar um discurso que desconstrua toda a unidade coesa que se estabeleceu até então. Me incomodou muito aquele final. Mas, não chega ao ponto de desconsiderar todos os méritos que se apresentou até então.
Concorde ou discorde de Stalin, é inegável que o seu papel na história da humanidade foi muito importante. Não só foi o maior líder da história, como também exerceu um posicionamento de titã junto ao proletariado. Derrotou a corja nazista na Segunda Guerra Mundial e transformou a URSS em uma potência mundial. Compreender o fenômeno Stalin requer boa vontade e, acima de tudo, muito estudo. Erros, como em toda experiência governamental, aconteceram. Mas, aqui, o retrato se firma basicamente nesse entendimento sobre a relevância do líder em relação ao seu povo.
No fim das contas, escolhi apagar da minha mente os 10 segundos finais e ficar com o resto, que é absolutamente magnífico.