A vida de Mina vira de cabeça para baixo quando ela descobre que seu marido era inocente do crime pelo qual ele foi executado, então ela inicia uma batalha silenciosa contra um sistema cínico por causa dela e de sua filha.
A injustiça nos cerca por todos os lados. Alguns atos injustos são irreversíveis e quando vem de algo abstrato, o Estado, parece deslocado de sentido, como se fosse o acaso, mas não. A frieza da situação esmagadora, a busca de propósito/reparaçao nisso tudo numa luta injusta e sem fim. Por outro lado surge o humano, não mais o Estado, querendo se redimir. Sem entrar em detalhes é um filme que me marcou muito nas atuações da viúva e no "bom samaritano". Eu observo os olhos dos atores, eu observo, ou pelo menos tento, essa camada em que não diz, mas fala muito. Quando tudo parece caminhar bem um erro vira outro erro sem redenção alguma para os envolvidos. Mais um filme teerani que me tira da caixinha
Indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. O filme é bem interessante e bem conduzido, mas o grande trunfo é a atuação de Maryam Moghadam, personagem principal da história, e sua filha interpretada por Avin Poor Raoufi (não sei se ela é surda na vida real) que rouba as cenas com suas linguagens de sinais por todo o filme. As críticas ao sistema cheio de falhas no Irã, ao machismo inerente (onde uma viúva tem dificuldades até de alugar um imóvel por não ter um marido) e a culpa dos erros deste sistema que consome o personagem de Reza colidem na cara do telespectador sem filtros. Toda a simbologia em torno da Vaca (que tem relação a uma passagem do alcorão que religiosos utilizam para justificar a pena de morte) permeiam o filme. O que mais me desagradou foi o desfecho, é forte, porém esperava mais.
“Alguns usam drogas, alguns ficam bêbados e alguns como eu, assistem a séries turcas.” “A coisa certa não significa muito nos dias de hoje.” “A palavra de Deus não pode estar errada.” Eu realmente pensei que
A injustiça nos cerca por todos os lados. Alguns atos injustos são irreversíveis e quando vem de algo abstrato, o Estado, parece deslocado de sentido, como se fosse o acaso, mas não. A frieza da situação esmagadora, a busca de propósito/reparaçao nisso tudo numa luta injusta e sem fim. Por outro lado surge o humano, não mais o Estado, querendo se redimir. Sem entrar em detalhes é um filme que me marcou muito nas atuações da viúva e no "bom samaritano". Eu observo os olhos dos atores, eu observo, ou pelo menos tento, essa camada em que não diz, mas fala muito. Quando tudo parece caminhar bem um erro vira outro erro sem redenção alguma para os envolvidos. Mais um filme teerani que me tira da caixinha
Pesado… o perdão deve ser sempre perdoado?
Achei exemplar de questões bem mundiais e interpessoais, e nem tanto do Irã
Indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. O filme é bem interessante e bem conduzido, mas o grande trunfo é a atuação de Maryam Moghadam, personagem principal da história, e sua filha interpretada por Avin Poor Raoufi (não sei se ela é surda na vida real) que rouba as cenas com suas linguagens de sinais por todo o filme. As críticas ao sistema cheio de falhas no Irã, ao machismo inerente (onde uma viúva tem dificuldades até de alugar um imóvel por não ter um marido) e a culpa dos erros deste sistema que consome o personagem de Reza colidem na cara do telespectador sem filtros. Toda a simbologia em torno da Vaca (que tem relação a uma passagem do alcorão que religiosos utilizam para justificar a pena de morte) permeiam o filme. O que mais me desagradou foi o desfecho, é forte, porém esperava mais.
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“Alguns usam drogas, alguns ficam bêbados e alguns como eu, assistem a séries turcas.”
“A coisa certa não significa muito nos dias de hoje.”
“A palavra de Deus não pode estar errada.”
Eu realmente pensei que
ela tinha envenenado ele. Mas uma mulher de índole não faria isso