Em um futuro não-determinado, a ONU cria um sistema para substituir os conflitos entre as nações: um jogo de guerra televisionado, onde soldados representam seus países em combates mortais, monitorados por uma máquina que decide a vida e a morte de cada um.
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Peter Watkins é certamente um diretor subestimado. Um dos maiores responsáveis pelo formato docudrama, em Gladiatorerna ele decide por uma narrativa mais próxima da ficção convencional, mas seguindo seu próprio estilo único. O resultado é uma obra fascinante, um golpe no totalitarismo e na ditadura, mas decididamente pessimista, onde a suposta solução política na verdade é um problema ainda maior.
É fácil perceber a influência de Gladiatorerna em obras contemporâneas, como Battle Royale, mas o filme vai um tanto mais além. Quando todos os líderes extremistas se unem, quem paga o preço são os inocentes. Mesmo aqueles que desejam mudar o sistema estão fadados a serem usados por ele. Ainda assim, o conformismo nunca é levado em consideração.
"Seja o seu sistema ou outro... são todos o mesmo."
Excelente como cinema e como previsão, o futuro de Watkins é semelhante ao que tenho em mente: a bondade deve ser apagada em favor do socialismo, mesmo que os socialistas mais cegos ainda tenham consciência da maldade que fazem. Estou absorto com tamanha genialidade.
Nos gêneros incluíram "documentário"!!!! Seria melhor trocar por "fantasia" que melhor descreve o filme, apesar de possuir alguns elementos próprios do documentário a história que se desenrola não tem qualquer pretensão de confundir-se com a realidade em seu contexto (e sim discutir em seu texto).