O filme segue Opportunity, o Mars Exploration Rover carinhosamente apelidado de Oppy por seus criadores e cientistas da NASA. Originalmente, esperava-se que Oppy vivesse apenas 90 dias, mas ele explorou Marte por quase 15 anos. O documentário retrata a equipe de cientistas e engenheiros que fizeram da nave parte de sua família aeroespacial.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
Tem que dar uma abstraída boa pra acompanhar essa saga, porque é uma galera que vive em uma outra frequência. Foi difícil pra mim, eles tratando os robôs como seres humanos como um recurso pra humanizar esses personagens e trazer o público pra perto, dando nomes de doenças humanas para o que eles tinham, e tem inclusive uma passagem em que uma robô chama Spirit "morre" e o filme faz até uma eulogia pra robô com música triste e data de nascimento e morte. Please, i can't. Mas não é ruim, eu só não cheguei lá.
O documentário tenta a todo instante, com uma trilha sonora melodramática, humanizar a relação com os robôs que vão explorar o território de Marte, coisa que um "Wall-E" consegue fazer com tamanha facilidade.
Deste modo, sobram frases de efeito e até mesmo uma selfie que o robô teve que fazer vira motivo de comoção, como se não fosse também para registrar o momento histórico de desbravamento.
Sobre Marte? Bem, tem nuvem de poeira e "possivelmente" teve água.
Já é regra antropomorfizar robôs e não seria diferente agora, nessa interessante obra sobre o espantoso avanço da tecnologia e da obstinação humana. As músicas de "despertar" foram tão certeiras que até parecem ter saído do roteiro.
PS- muitos estão relacionando a "Wall-E" (até por certa semelhança entre os robôs), mas enquanto no filme da Disney, o robô que humaniza os humanos, em Oppy são os humanos que humanizam o robô.