O humor negro de Mike Leigh numa cómedia realista que relata o quotidiano de um conjunto de personagens: um casal da "working-class" londrina, Shirley e Cyril, a mãe de Cyril que está a ficar velha e esquecida, os vizinhos classe-média alta, a irmã pretensiosa de Cyril e o seu marido. Shirley quer ter um filho, mas Cyril, que lê Marx e quer que o mundo seja perfeito, está reluctante. A mãe de Cyril tranca-se dentro da casa e precisa de pedir ajuda aos vizinhos. A irmã de Cyril, Valerie, organiza uma festa para celebrar o 70º aniversário da mãe que acaba por ser um desastre do princípio ao fim....
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Mike Leigh é daqueles diretores que merecem mais atenção pelos temas retratados nos seus filmes do que pelos próprios. Como é o caso dessa produção que até que consegue se sair bem ao retratar os conflitos sociais de uma família da classe média inglesa. Infelizmente a experiência de ver o filme é prejudicada pelo excesso de situações absurdas protagonizadas principalmente pela irritante irmã do protagonista. Acho que vi poucas vezes em um filme uma personagem tão insuportável e desnecessariamente chata e grosseira como ela. A péssima atuação da atriz que a interpreta também não ajudou em nada. As cenas finais são melhores do que o filme todo. Difícil foi chegar até elas.
Gostei da vovó!
É um roteiro mais profundo do que parece.
O esquerdista que vive de teoria, e caga pra vida da mãe ou de quem precisar de ajuda.
O babaca capitalista que não liga pra nada.
A classe média que só enxerga o seu próprio umbigo.
A filha que vive de aparências.
A negligencia com os idosos na terceira idade, e com isso os problemas dessa idade.
Em meio a tudo isso, tem a querida Shirley, que é a pessoa mais sensata da trama.
Bom filme cheio de camadas.
Mike Leigh: desde 1988 sem nunca me decepcionar.
Eu amo o roteiro dos filmes do Leigh