Dirigido por
Data de lançamento
14 Março 2014Duração
Michael Sinclair é um cartunista sindicalizado cujo desejo de uma vida perfeita é abalado quando trágicos acontecimentos transformam seu sonho em pesadelo. O resultado é uma guerra travada em sua alma, que é personificada por seis membros: mente, memória, emoção, vontade, consciência e coração.
A batalha que se segue pelo controle abala negativamente o relacionamento de Michael com a sua esposa Amy e faz com que ele duvide de sua fé em Deus. À medida que os espectadores buscam as respostas dentro do personagem principal, podem também descobrir sua própria guerra interior.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Pela capa e título pensei que era um filme de luta. Pode não ser uma história original mais vale a pena assistir, principalmente os cristãos, já que a trama tem esse público como alvo principal. Mostra como a Culpa e o Medo pode tirar tudo de um homem.
As partes do "interior" do cara são absolutamente insuportáveis. Ambientação horrível, figurino triste e o que são aquelas perucas?!
Tirando isso, a mensagem é boa e clara.
-nunca achei que fosse criticar figurino em algum filme
-é muito confuso o "interior" do protagonista
-eu nem sou publico alvo do filme, meu pai colocou ali na sala pra assistir e vi a primeira meia hora
Esse filme é a continuação do “A Diretoria” de 2009. Como naquele, mostra as seis partes da alma de uma pessoa: mente, memória, emoção, vontade, consciência e coração. Entretanto, esse foca mais na vida do protagonista Michael tentando restaurar sua vida e seu casamento. Vi muitos criticando dizendo que o filme é um plágio de “Divertidamente”, mas não é porque “A Diretoria” é muito mais antigo e já seguia esse modelo.
Em “A Diretoria”, Michael se converte quando é evangelizado por um amigo, mas todo o cenário do filme é praticamente dentro da sua alma. O ensinamento principal foi que a verdadeira conversão é uma “questão do coração”, o “Eu” verdadeiro. É por isso que Michael e Coração são interpretados pelo mesmo ator em ambos os filmes.
A história do filme é excelente, mas em alguns momentos pode ser confusa porque o passado se mistura com o presente e podemos nos perder com o que realmente está acontecendo. Além disso, as partes dentro de Michael (seus membros da alma em conflito) e as de fora ás vezes também se misturam. Sem dar spoilers, o filme tem vários ensinamentos tais como:
• A fé verdadeira sempre deixa sinais visíveis
• Precisamos tomar cuidado com como oramos porque se Deus responder podemos não gostar
• É perigoso quando deixamos que o medo e a culpa dominem nossa vida
• Racionalidade excessiva (personificado pelo “Mente”) é muito prejudicial para a vida cristã.
• Muitas vezes, o que se chama de “viver de passado” é realmente o que precisamos para prosseguir na caminhada cristã porque não podemos esquecer-nos de tudo o que Deus já fez em nossas vidas.
Gostei bastante também que o filme narra um livro infantil chamado “O Bom Pastor” que é igual a uma ilustração que o irmão Delcio Meireles (que já citei em várias postagens) conta em suas pregações: o pastor de ovelhas que para atrair um rebanho para atravessar um rio, pega um dos filhotes e atravessa a fim de que os demais o sigam.
Spoilers:
Filme em ordem cronológica: Michael vivia uma vida relativamente feliz, mas se preocupava porque sua esposa Amy não parecia ter uma vida cristã autêntica por não haver sinais. Sua filha Ellie ora junto com ele para que Deus faça o que for preciso para despertá-la. Pouco tempo depois, a garotinha morre em um acidente de carro e o casamento dos dois entra em crise porque ambos se culpam e Michael fica com muito medo. Um dia na escola, uma aluna de Amy lê a história do livro “O bom pastor” (o mesmo que Ellie sempre lia). Então entende que a garota o achou no dia do acidente. Tocada por essa “coincidência” ela se converte verdadeiramente enquanto Michael tem a fé reavivada ao se lembrar do primeiro amor da conversão (lembrança que o mente estava tentando esconder). Com isso, o casamento deles é restaurado.
Uma alegoria acerca dos nossos sentimentos interiores. Transformar nossas emoções em pessoas em conflito proporciona um exercício mental dos mais interessantes. Dentro do que foi proposto achei as interpretações muito boas e os efeitos especiais bastante aceitáveis. Um filme com uma mensagem espiritual maravilhosa, demonstrando que a falta de Jesus Cristo em nossas vidas causa um desequilíbrio espiritual que afeta nossa capacidade de decisão, tornando as escolhas extremamente confusas e aterradoras.