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Através de entrevistas, principalmente de Jean-Christophe Rufin, e de imagens de arquivos, este documentário evoca o papel dos Médicos sem Fronteiras e da Cruz Vermelha. Com eles, o limite de suas intervenções em países que se encontram em estado de guerra - como Bósnia, Ruanda e Curdistão.
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A despeito do caráter televisivo deste documentário, a imersão discursiva é profunda, intensiva e mui necessária. O reaproveitamento de imagens midiáticas alheias (dentro da lógica de que as mesmas precisam ser publicizadas enquanto urgentemente denuncistas) é extraordinário e as entrevistas são muito boas. Comentei com vários amigos sobre o grau de abnegação destes profissionais (apressei-me em fazer uma doação para o Médicos Sem Fronteiras, tão logo a sessão terminou) e impressiono-me até hoje com as descobertas relacionadas aos absurdos genocídios listados no filme. Muito pesado enquanto coleção de narrativas sofridas, mas muito bonito enquanto exortação à militância via resistência profissional e humanitária! (WPC>)