O documentário acompanha o sofrimento de Tatielle, uma jovem mulher de Morrinhos, interior de Goiás. Grávida de 5 meses de um feto que não sobreviveria ao parto, um habeas corpus apresentado por um padre que sequer a conhecia impediu Tatielle de interromper a gestação. Já sentindo as dores do parto, Tatielle foi mandada embora do hospital onde estava internada em Goiânia. De volta para Morrinhos, Tatielle agonizou cinco dias as dores de um parto proibido pela Religião e pela Justiça
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É um absurdo e um trauma a condição de ser mulher numa sociedade extremamente moralista e condenatória, fiquei com um aperto e com medo pela vida dela o documentário inteiro. A Tatielle só foi indenizada 15 anos após sofrer essa violência, em 2020!! Na verdade não existe indenização pro trauma psicológico que ela vai carregar pro resto da vida em relação ao que ela passou, muito triste e revoltante.
Eu nem tenho palavras pra descrever o absurdo que foi essa situação inteira. Nem consigo dar avaliação nenhuma pro filme. É inacreditável que algo assim tenha passabilidade dentro da justiça.
O que é vida?