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Data de lançamento
14 Julho 2012Duração
A super estrela Ririko, se submete a várias cirurgias plásticas no seu corpo. Ela é vista como um ícone de beleza. No entanto, tantas cirurgias começam a trazer consequências para o seu corpo, enquanto isso Ririko torna a vida daqueles ao redor dela insuportável, ao mesmo tempo em que tenta lidar com seus problemas pessoais e sua carreira, querendo sempre ser a número 1.
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"Nós seremos esquecidas. Somos máquinas para o processamento de desejos. "Bonita!" "Uau!" "É assim que eu quero ser!" O desejo não se importa. Ele simplesmente continua com outro nome e outro rosto."
--- Alguma mulher do filme que não sei o nome (A frase é foda viu)
No começo do filme, a beleza da Lilico é indiscutível, mas, o longo do filme, você se questiona cada vez mais se ela era tudo aquilo mesmo. Ela perde cada vez mais relevância na mídia, perde a admiração das jovens, perde cada vez mais a única coisa que ela tinha, a beleza, porque sem isso ela é só uma casca vazia, ou pelo menos é o que ela acredita. O diretor faz de tudo para que ela fique menos perfeita com o passar do filme com ângulos, iluminação, maquiagem..., ela não fica horrorosa, mas fica mais comum, mais cansada, mais humana, com menos perfeição.
Esse filme é uma clara crítica a como a beleza é superestimada e distorcida, principalmente quando diz respeito às mulheres. Além disso, também é uma crítica sobre como vemos celebridades num geral como símbolos, como produtos, e não como pessoas, deles se espera perfeição, mas NINGUÉM é perfeito, a única coisa que se cria ai é uma grande pressão encima dessa pessoa que está sendo endeusada, ao mesmo tempo que gera pressão social encima das pessoas comuns querendo ser que nem a celebridade, sendo que claramente ela finge pra caralho, o que é retratado no filme como a cirurgia plástica que a Lilico fez, as pessoas se comparando com a beleza dela quando aquilo, na real, era falso.
Lá fim do filme, a protagonista já está com a mente completamente deteriorada pela pressão e autodestruição em busca da perfeição estética. Quando ela está em frente a todas aquelas câmeras e microfones, vestida como uma bela estátua grega e fura o próprio olho com uma faca, caindo pra frente, isso não representa um momento de automutilação de uma pessoa enlouquecida, representa a queda de um símbolo que era a Lilico, um símbolo da beleza, um símbolo do que as mulheres queriam ser. Ela não é um ser humano, ela era uma estátua perfeita para ser admirada e adorada e, agora que não existe mais a perfeição dela, ela não serve mais pra nada.
Gostei do filme, mas ao mesmo tempo achei meio clichê, a duração é longa demais para uma ideia tão limitada, além de achar que poderiam ter explorado mais o bodyhorror, enfim, acho que ele cumpre bem seu papel.
(Repostando a minha review que fiz já tem mais de 1 ano, porque agora vi que ela saiu com uma formatação insana akksaksaksa)
eu luto pelo direito de ser feia 🙏
A ótima atuação de Erika Sawajiri é o maior destaque de Helter Skelter. A proposta é muito boa e a execução podia ser melhor em algumas coisas. Não é um filme muito longo, mas em alguns momentos achei bem cansativo. E o roteiro em algumas coisas, como tudo envolvendo o detetive podiam ser melhores. Mas o filme tem atuações muito boas, é bem dirigido e tecnicamente tem muita coisa boa, com destaque pra fotografia. Bom filme e fiquei curioso em ler o mangá.
Tem, sim, seus problemas. A duração se estende demais, a investigação policial soa deslocada, ainda mais com os diálogos exageradamente pomposos do detetive. Mas o trabalho com cores e fotografia é simplesmente sensacional, e engradece um filme que mergulha nos excessos asfixiantes do mundo de modelos e celebridades. O diálogo sobre desejo e sua relação com a ocupação de modelo é um dos pontos altos do filme.
A duração foi além do que poderia, eu acho.
A fotografia entregou.
A protagonista serviu cunt.