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Data de lançamento
31 Março 2000Baburao is a landlord in India, who is very near-sighted, and always in financial trouble. He has a tenant named Raja, who has not paid his rent for several months. He also has anther tenant named Shyam, who has come to the city to look for a job in his late father's place, but is unable to find employment. The three men quarrel amongst themselves frequently. Then one day, the three men get a phone call from a kidnapper named Kabira, and decide to make use of this phone call to overcome their financial problems - pretend to be the real kidnappers, increase the ransom amount, keep the incremental amount for themselves, and then give the original ransom demanded to Kabira. Will they get away with this idea?
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O que não fazemos para fechar o top 250 do imdb?
Mais um musical indiano visto porque apareceu no Top 250 do IMDb. Bollywood faz um cinema irregular e esse aqui infelizmente também pende mais pra ruim que pra bom. A trama, a partir da metade, gira em torno de uma tentativa de golpe envolvendo um sequestro da neta de um velho rico, que surge como oportunidade para três sujeitos faturarem uma nota.
O comportamento dos bandidos improvisados é digno de "Os Trapaceiros" do Woody Allen, lançado no mesmo ano. Faltou sem dúvida uma ousadia maior do roteiro, que poderia ter caminhado pra algo mais no sentido do humor negro do que na comédia escapista, já que o enredo abre essa oportunidade.
No elenco, Akshay Kumar e Sunil Shetty, sempre brigando divertidamente, estão em performances satisfatórias. Já Paresh Rawal como o senhorio míope, que aluga a casa para os outros dois, se sai melhor e de fato me arrancou umas risadas. Mais é pouco pra fazer o filme pelo menos razoável. As cenas musicais estão ok, bem coreografadinhas e tal, mas são conceitualmente desconexas do resto da narrativa, com aquela coisa de trazer figurino de tribos africanas (?!) para tocar e dançar do nada no meio da história.
Acredito que o filme pode servir bem como base para quem quer conhecer a evolução do cinema indiano. Temos aqui, no ano de 2000, todos os clichês que fizeram a fama das produções no país, mantidos em 2003 pelo filme Kal Ho Naa Ho. 3 anos mais tarde foi possível enxergar a tentativa (ao meu ver, muito bem sucedida) de quebrar essa imagem que tornava difícil o reconhecimento da Índia como "fábrica" de filmes com conteúdo.
Apesar de alguns clássicos terem conseguido atenção mundial, Pinte-me de Açafrão (2006) e, em seguida, Como Estrelas na Terra (2007), conseguiram despertar em mim a vontade de conhecer o lado mais sério dessas histórias. Sobre a parte técnica, em 2014, com Haider, eu tive a confirmação daquilo que já vinha notando há algum tempo: Quando é isso o que desejam, os estúdios indianos conseguem, sim, superar os conhecidos blockbusters americanos, e se mesclarmos isso a um roteiro bem feito e trilha sonora impecável, que não são raros atualmente, teremos grandes e proveitosas surpresas.