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Baseado na obra "The Yellow Prince", de Vasyl Barka, o filme conta a tragédia da Grande Fome da Ucrânia de 1932-1933, resultante da política de confisco do governo soviético de Stalin.
Um dos melhores filmes feitos na região depois do colapso da URSS, ele denuncia um genocídio que, por décadas, foi negado pelas autoridades dos dois países.
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No começo do século, além das duas guerras mundiais, o povo sofreu também com outros regimes políticos. Aqui toda a população da Ucrânia passou por um terrível genocídio no governo carrasco de Stalin, em que muita gente morreu de fome. Os soldados lhes tiravam todos os alimentos que eles produziam nas lavouras e a mortandade foi inevitável. Mas o filme em si é pesado demais, no sentido de ter um ritmo lento, silencioso na maioria das cenas, com uma trilha sonora ruim, sem uma narrativa mais consistente. Mal dá pra saber qual é a situação real da família focada na história, as cenas são confusas. Mesmo assim, tem uma cena que impressiona bastante, a dos corpos jogados numa vala ao lado da linha do trem. É uma história importante, necessária, mas que foi mal contada. Assista só quando não estiver com sono.
É impossível não ser maniqueísta considerando-se a desgraça do Holodomor e o totalitarismo stalinista, algo que transcende as visões políticas de esquerda e de direita. Mas a forma como a tragédia da fome de 1933 provocada pela perseguição aos kuláks a partir do programa de coletivização da agricultura, é retratada no filme, é extremamente melodramática, com uma trilha sonora sofrível e dissonante articulada a contrastes entre fotografia bucólica dos bons momentos da família camponesa protagonista, fotografia pesada em preto e branco e fotografia sépia, a tautológica exploração do clichê comunista come criancinha e abusando dessa fragilidade infantil como mote, o que soterra a já impotente e desumanizada condição dos personagens. O filme nem como ficção que reconstitui um momento histórico serve, como documento de pesquisa, mas lembra mais um bramido de agonia de alguém que viveu isso e que não consegue de forma alguma se distanciar, seja na forma de concepção, seja como pesquisa histórica. Pode servir como imagem exasperada e enternecedora de um apelo propagandista dos ancaps e sua cruzada antiestatal ou como imagem apelativa para saciar os anseios melodramáticos das tias do zap. As cenas da queda do sino e dos corpos jogados no buraco são impressionantemente plásticas.
Um dos filmes mais tristes e impactantes que eu já assisti. Ele reflete muito bem os horrrores de um Estado totalitário, "mergulhando profundamente em águas gélidas do sofrimento humano". Um filme necessário, uma obra-prima dramática. Assista!
O comunismo é uma maravilha pra quem quer perder peso. :/ Alias bela fotografia desse filme cinza e escura reflete bem o que era viver na ucrania nesse periodo.
“Foi uma praga que matou toda a gente?”
“Não, não foi uma praga. Foi o Estado.”