Um grupo de pessoas acordam em um navio de guerra parado na água. A premissa, que soa como uma versão claustrofóbica de Lifeboat do Alfred Hitchcock (1944), será usada como uma metáfora para explorar incongruências da natureza humana no mais novo filme de Ki-duk Kim.
Alguém sabe do link pra baixar ou assistir na net?
É um filme do Kim ki duk que retrata nada mais do que algo que é enraizado na cultura sul coreana como a naturalização do estupro .
Quem assiste K dramas e filmes coreanos a anos já sabe disso que principalmente mulher desacordada ou bêbada tem chance de ser estuprada e acharem que é normal
Quando eu digo que esse filme é a escória da humanidade, não é exagero.
Esse filme parte da filosofia daquela ladainha de "homem estupra porque é da natureza dele mesmo". Além de apresentar personagens e relações que são o cúmulo do estereótipo, o diretor faz tudo pra tentar ser problemático simplesmente porque ele pode. Nenhum diálogo é realista, nenhuma pessoa ali é realista, o roteiro vê os seres humanos como personagens bidimensionais de contos de fadas. A impressão que eu tenho é que falaram pra um moleque de doze anos que ele poderia escrever um roteiro pra um filme, então ele fala "VIOLÊNCIA, ESTUPRO, SEXO, MAIS SEXO, CANIBALISMO" e as pessoas ainda têm coragem de falar que é profundo e "cult".
E ainda por cima jogam em cima aquele melodrama de "o vilão é ateu e o mocinho reza pra deus". Pelo amor, eu só queria que todo mundo ali morresse.
A parte boa é que quase todo mundo morreu, o que foi um alívio.
E eu nem vou começar com todo o plot da mulher que fez as pazes com o estuprador. Isso é errado em tantos níveis diferentes e só tá normalizando um pensamento tóxico que já existe na nossa cultura, mas não deveria. Também não entendem nada sobre o sistema reprodutor feminino. Basicamente, esse filme é uma zona.
E não é só o roteiro, a pós também foi muito mal feita. Tem dois momentos em que, quase no meio da frase, o filme simplesmente apaga por uns dois segundos, e no fundo nasce aquela esperança de que o projetor deu problema e você poderia sair daquele inferno na Terra.
Agora, vamos falar da direção de arte: a galera fez as malas pra passar uma semana em um navio e os dias vão teoricamente passando (porque nós não temos nenhuma passagem de tempo decente acontecendo) E A GALERA AINDA NÃO TROCA DE ROUPA. Como isso convence qualquer um de que 1) esses são seres humanos pensantes, 2) o tempo passou ou 3) a produção fez o mínimo de esforço pra fazer um filme bom???
Acho que o que me deixou mais revoltada, acima de tudo isso, foi o final. Tipo, ok, todo mundo morreu, daora, justo o que eu queria. Aí a mulher tem o filho (sem estar com quase nenhuma barriga, diga-se de passagem), o moleque cresce e vai tentar estuprar a mãe QUANDO ELA FOI A ÚNICA PESSOA QUE ELE JÁ CONHECEU NA VIDA. Ele não teve contato com MAIS NINGUÉM, nenhuma influência externa (porque o estupro é uma consequência de uma influência externa) pra estimular esse comportamento. É aí que se encaixa aquele embasamento furado de "homem é assim mesmo" que esse filme tanto prega.
Esse filme não tem o mínimo pra acrescentar pra humanidade, muito pelo contrário. Aparentemente esse diretor já tem o mínimo de renome, então acho que ele teria capacidade de fazer algo melhor que esse lixo. Mas aí um filme desse é aceito em festivais e a galera paga pau porque acha que isso faz com que ele tenha credibilidade.
A parte boa é que eu achei o pior filme que eu já vi na minha vida, so that's nice.
Eu odiei esse filme com uma paixão gigantesca, não sei se deu pra perceber.
Não é dos melhores filmes do Kim Ki-Duk, mas envolve e choca.
Uma fábula da vida, sociedade e humanidade.
Não se assustem com a nota baixa aqui e no IMDB. Vale muito a pena ser visto!
Quando a gente pensa que Ki-Duk Kim deu um passo pra frente em A Rede, ele vem e dá dois pra trás com este aqui. Assim fica difícil defender!